quarta-feira, 1 de julho de 2009

Casada no Rio de Janeiro

Quanto mais perto chega o casamento, mais nervosa eu fico, prometo que vou contar TUDO aqui no blog, mas enquanto o dia não chega, eu não consigo escrever sobre ele, porque gosto de escrever sobre como as coisas aconteceram e não sobre como elas se passam na minha cabeça. E é claro que o post vai ter fotos!

Voltando ao meu momento "pré grande dia", esse fim-de-semana, decidi dar uma espairecida, e aceitei o convite de uma amiga para ir com ela ao Rio, acompanhar uma equipe de corrida na maratona.
O noivo ficou meio emburrado e, preciso confessar, ele tem um santo forte, viu? Em 90% dos casos que meu noivo resolve implicar com um programa, o programa desanda. Mica, dá pra trás.
Porém, desconsiderando o histórico anterior, decidi arriscar. O preço estava inacreditável: R$120 reais de ida (pela Tam, vôo às 14hs, direto para o Santos Dumont), diárias no Ibis (do lado do hotel) por R$60,00 (para duas pessoas, ou seja, R$60,00 o fim de semana todo) e vôo de volta pelo Santos Dumont por R$67,00 (Ocean Air). Tipo: tinha que ir, mesmo porque não sei quando será a próxima vez que terei essa oportunidade, depois de casada.
Pra quem não é de Belo Horizonte, tenho que explicar que o aeroporto mais perto não é em Belo Horizonte, mas em Confins (que eu chamo de Com "fins do mundo"). Saindo do centro da cidade, a viagem até o aeroporto leva em média uma hora. Então, fizemos check in pela internet e já saímos de casa, ao meio-dia e meia, munidas dos respectivos cartões de embarque.
Não sei porque cargas d'água, o trânsito estava atipicamente ruim e, em razão disso, chegamos ao aeroporto, esbaforidas, as 13:45. O embarque (pro vôo das 14:05hs) estava na última chamada, mas conseguimos embarcar. Primeira urucubaca desativada!
Chegamos no Rio sem maiores transtornos e fomos almoçar uma coisa light. Ana me convenceu que no Rio de Janeiro TODO MUNDO anda de short e camiseta (e assim, não tava muito calor, mas estava uma temperatura amena). E sai eu de short e camiseta, pra um lugar em que as pessoas estavam de calça, casaco e cachecol. Atestado de turista passado. Urucubaca dois ativada!
Desconsiderei o fato, pensando, "ninguém me conhece mesmo", mas sabendo, no meu eu interior, que eu tinha bota, calça e cachecol no hotel, fiquei um pouco remoendo. Segui em frente: comemos wrap, batemos perna no shopping, enfim, programa bem de mulherzinha mesmo. Ás 8, decidimos ir jantar com o povo da equipe, mas como tínhamos almoçado às 5 da tarde, eu estava sem fome. Sem fome, mas não sem sede e, naquele climinha "tomar uma uma vez na vida não faz mal" decidi pedir uma smirnoff ice.
Para piorar a situação, encontrei uma mesa com um conhecido e alguns amigos desconhecidos e, como já estava altinha, aceitei um convite, que deve ter sido feito por educação, para sentar. Fiquei sem graça e, quando fico sem graça, paradoxalmente eu fico:
a) vermelha;
b) falante.
Principalmente falante: falei do livro, do blog, da vida e devo ter deixado todos entediados com tanto falatório. Suspeito que eu tenha sido meio chata, porque, no fim, eles encomendaram dois livros, como quem diz pro telemarketing: se eu comprar vc jura que cala a boca?
O problema todo, pra quem não me conhece, é que eu nunca bebo e quando bebo, tenho a tendência a passar muito mal, e ficar totalmente descontrolada. Totalmente mesmo.
Depois do jantar, fomos as duas pro Rio Scenarium, espairecer, conhecer o lugar (que minha amiga já conhecia) e, lá pela 5ª ice, eu já nem sabia quantos dedos tinha na mão. Mas sabia que tinha uma aliança dourada em um dos dedos e sai ostentando meu anel, como se fosse o maior tesouro do mundo.
Preciso confessar. Lembro-me de alguns flashes, mas tenho certeza que todos os homens que se aproximaram ouviram:
- SOU CASADA!
Ai, que vexame. Eles deviam pensar: e cadê seu marido que te deixa sair na rua assim, tão mais prá lá que pra cá? Enfim...
Resultado: domingo de ressaca (física e moral) absoluta, só consegui levantar da cama por volta de meio-dia. E perdi a corrida.
Álcool é um veneno pra mim, honestamente, e eu vomito (desculpe a escatologia no blog) muito, muito mesmo, até não ter mais nada no meu corpo e meu estômago ainda querer vomitar. Sai bile, sai água, sai cuspe, mas eu não melhoro. Compreendi como a urucubaca três funcionando.
Estranho é que, no centro do Rio, onde fica nosso hotel, todas as farmácias fecham no domingo. Lá fui eu e a amiga, então, pro aeroporto, procurar uma farmácia aberta (que não tinha). Achamos o posto médico, onde fui devidamente compreendida e medicada.
Dormi de novo e às três da tarde ressurgi das cinzas diretamente para o calçadão (onde estava um frio de rachar (e eu novamente de shortinho, e ainda de pressão baixa, devido à ressaca). Não tive nem coragem de colocar o pé na água.
Domingo a noite teve show do Jorge Drexler. Jorge Drexler sempre acalma meu coração. Musiquinhas calminhas lindas de morrer, pra gente sentir que, depois de tantos tropeços, tudo fica bem, tudo dá certo...
No vôo da volta, mais uma surpresa: Confins estava fechado e apesar de termos voado até lá para saber disso, voltamos para o Rio. OU seja: acordei as 10 pras 5 da manhã, para um vôo que sairia às 6 e 30, mas que saiu as 7 e 20, chegou em Confins e...voltou pro Santos Dumont, onde esperamos mais uma hora para embarcar novamente e, afinal, chegar sã e salva, em casa.
Quando a comissária de bordo anunciou que o tempo estava fechado em Confins, pensei: é uma nuvenzinha negra que está em cima da minha cabeça esse fim de semana!
No fim, acho que essas férias frustradas sempre são casos pra vida inteira e, quando passa a maré de azar, tudo se ajeita.
Foi divertido, sem dúvidas, uma saga, mas uma coisa já é certa: no meu casamento eu não vou beber uma gota de álcool.
E, com vocês, Jorge Drexler...


11 comentários:

Carlinda Hellen disse...

Agora fica mais que provado que vc tem esculta seu futuro marido,ele sabe das coisas,e no grande vc nen pode pensar em bebe.Vc só vai pode pegar uma taça para tirar fotos.

:)

Bjos

Jannie Abrita disse...

Nada como a gente provar pro homem q a gente ama que ele ta certo ne?heheheh
mas pelo menos vc viu o show do Jorge Drextler.
:*

Samy e Ton disse...

ahahahah...
no meu caso, a urucubaca qm fazsou eu... qndo o noivo tenta dar uma saidinha com os amigos... mas meu santo eh tao forte e tao bom, q nunca da certo heheheheheh

Bjos!!

Nina disse...

Adoro Jorge Drexler!

Renata disse...

Passo por aqui sempre pra ler seus posts... simplismente adooooro!!!
Fiquei super feliz com a historia do casamento!!! Enfim, nao será mais encalhada hehe
Beijoooos

Walkyria Suleiman disse...

Querida Bonitona. A-do-ro o Jorge Drexler, tá vendo. Mais uma pra nossa coleção de adorados iguais. Nunca fui a um show dele, aqui esgota no primeiro minuto de venda.
Amei tua história e, me lembrei da história de pisar no rato em Copacabana. A crônica da Clarisse... Desta vez não foi rato né? Foi bode mesmo...hehehe. Olha, quero morrer amiga do teu noivo. Mas sabe, foi divertido e gostoso ler suas peripécias, aliás, como sempre o é.

Renatinha disse...

Adoro os textos...sempre consigo tirar algo para os momentos que estou passando!
quando li o seu fds no rio (eu moro no rio) mas minha familia e toda de Bh, me lembrei de quando usava havainas em bh e o pessoal olhava um tanto quanto torto sabe.. rsrsr pq todo mudo se arruma d+ ai!

*****Aninha***** disse...

deu PT com 5 ices???
hauhauahauhauahauhahuaha
racheiiii de rir!!!
bjoooooooo

Sem Salto Alto disse...

Laura,
decidi criar um blog pra escrever coisas que penso(tipo unm diário) para vê se minhas paránoias diminuem,o q vc acha?
O blog é esse que estou postanto aki.

Bjos

Gabi disse...

Ameeeeei o post!

Aline Meireles disse...

Laura!
Descobri seu blog hj e já tô me identificando demais!
Além de ser advogada (mas que não exerce a profissão no momento), morar em BH e ser bonitona encalhada (rs), tô com uma resistência zero pra álcool! Eu até conseguia beber bastante quando era mais nova, só q ultimamente... repito suas palavras: "Sai bile, sai água, sai cuspe, mas eu não melhoro."

Bjos