terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Decisão para 2009!

Bonitonas,
vou passear um pouquinho para molhar os pés no mar no reveillon, e ver se o desencalhe vem mais rápido...volto domingo, cheia de posts, prometo (e essa é minha primeira promessa de ano novo)...Enquanto isso, escolhi um videozinho pra vcs...
É um videozinho lindo, com os personagens que eu mais amo (até hoje) e que mais me fazem sonhar (até hoje). A Disney merece um post próprio da bonitona que vos escreve. E terá. Na verdade, eu queria comentar o filminho, mas achei tão perfeito, que, "melhor nem comentar"... Fica pra vocês, com um desejo de que tudo seja maravilhoso, de que seus sonhos realmente se realizem, que decidam não esperar as novidades, mas ir, vocês mesmas, buscá-las e vejam cada dia como uma oportunidade de ser feliz. Desejo que vocês proporcionem a si mesmas pelo menos um décimo da felicidade que me proporcionaram através desse blog (obrigada, bonitonas! obrigada, Catarina, Anas, anônimos que aqui comentam). Desejo que vocês também descubram, que o amor é mais que um estado de enamoramento (ou mesmo de casamento), mas uma filosofia de vida...E que o "naquele dia"de cada uma de vocês seja um dia qualquer, ou todos os dias...
video

Urgente!!! Previsão 2009!!!


Diretamente do Globo. com, chega a notícia (enviada por uma querida bonitona encalhada leitora deste blog!) pela qual todas nós esperançosamente ansiávamos:



2009 é excelente para casamento, segundo numerologia
Fevereiro e novembro têm datas favoráveis. Numeróloga aconselha distribuir folhas de louro na virada do ano.
Do G1, em São Paulo
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Foto: G1/G1
Segundo numerologia, 2009 é um ano excelente para casamentos (Foto: G1/G1)
O ano de 2009 será regido pelo número 11. De acordo com a numeróloga Claudia Grisi, o ano é excelente para casamentos. De acordo com ela, as datas favoráveis são 2, 11 e 20 de fevereiro e 2, 11, 20 e 29 de novembro. Cores Para prosperidade em 2009, a numeróloga aconselha o uso das cores laranja e prata para o réveillon, porque são as cores que regem o ano.

A numeróloga também explicou o significado de cada uma das cores. O tradicional branco é indicado para quem quer atrair paz e harmonia. Já o rosa para quem quer amor.

saiba mais
Saiba o que fazer para atrair boas energias para 2009
O amarelo é interessante para quem quer atrair dinheiro e sabedoria. O lilás ajuda a melhorar a intuição. Já o azul favorece a compreensão, o verde é bom para a saúde e o vermelho, para a paixão e sexualidade Superstição Na virada do ano, a numeróloga aconselha distribuir folhas de louro e colocá-las na carteira, para que não falte dinheiro em 2009.


Então, é isso, como fevereiro está muito perto, vou sonhar com as datas de novembro...Aliás, a partir de junho, qualquer data eu já acho ótima.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Falando sobre músicas

Falando sobre músicas que marcam a vida, alguma outra bonitona, além de mim, tinha a mania triste de, na adolescência, cantar músicas de fossa interpretando-as, na frente do espelho, com a escova de cabelo na mão (fazendo as vezes de microfone?).


Alguém ai, nesse mundo cibernético, também escorregava no batente da porta, até cair sentada no chão, depois daquele pé na bunda infanto-juvenil (que era todo o arsenal de desilusões amorosas de que tinhamos à disposição na época?), embalada por "Unbreak my heart?". E alguém já se imaginou chorando na chuva? E cantando a plenos pulmões "Evidências"? Já se pegou dublando uma música beeeem triste no chuveiro, olhando para o nada no sofá?


Se só eu fiz isso posso parecer louca. Talvez seja necessário até tirar o blog do ar. Mas, pelo menos para mim, acho que foi importante.

Quando somos mais novas, encenamos os sentimentos, do jeitinho que eles são nos filmes e na TV. Só que ai, os anos passam, as coisas mudam, e quando a gente vive os tropeços e contratempos, percebe todas as diferenças entre uma dor doída e uma dor encenada em videoclipes.

A gente descobre que pé na bunda dói é na alma. Que tristeza de verdade não tem beleza nenhuma (pelo menos quando a tristeza é nossa). A gente não quer que ninguém nos veja. Nem na chuva, nem no espelho, quanto mais num videoclipe. A gente quer sumir, até que tudo passe.

Porque a gente pode até achar bonito ser triste por fora, mas nunca é bonito ser triste por dentro.


Uma música para o Mr. Big

No dia 25, estava eu assistindo ao especial de fim de ano do Roberto Carlos, coisa mega típica de bonitona encalhada que sou, e que desde sempre a-do-ra Roberto Carlos. Eu, minha mãe e minha sogra adoramos, e a única bonitona encalhada sou eu, mas, enfim, não é disso que quero falar hoje.




De repente, quando ele cantou "Outra Vez", uma luz se acendeu na minha cabeça, como se fosse uma lâmpada.





A Adriana Calcanhoto, em um de seus shows, fala que para todas as situações e sentimentos, já existe uma música no cancioneiro popular brasileiro. E eu, naquele momento, descobri uma música que traduz o Mr. Big, feita para um Mr. Big.





Pesquisando na internet, descobri que a letra da música é de uma moça, Isolda, assim, sem sobrenome, nem nada. Fiquei divagando se Isolda seria um codinome, se o Mr. Big dela tinha um apelido secreto tipo "Tristão", enfim, viagens de uma mente voadora. Conclui que Isolda foi, sem dúvida, vítima de um Mr. Big, desses que assombram a vida da gente.





O site "Paixão e Romance"(http://www.paixaoeromance.com/) conta que Isolda era uma compositora, paulistana "nascida em 09/01/1957, teve forte "influência" musical da família: bisavô e avô maestros e compositores, tornar-se-ia uma das melhores compositoras de músicas românticas a partir dos anos 70".


Segundo o mesmo site, "o grande sucesso de "Outra vez" entre outras qualidades deve-se à maneira como Isolda com muita sensibilidade e talento escreveu os versos de modo que a maioria de quem viveu um grande amor gostaria de poder falar para sua ex-amada(o) e à magnífica interpretação de Roberto Carlos.





Segundo a bonitona encalhada escritora desse blog, essa música foi um grande sucesso porque só pode ter sido escrita para um legítimo Mr. Big, que deve ter atormentado a pobre Isolda por muito tempo. Como, naquela década o Mr. Big ainda não tinha sido identificado e devidamente nomeado pela cientista de relacionamentos pessoais deste blog, as mulheres ainda não entendiam muito bem o fenômeno e podiam passar uma vida amargurada nessa situação doentia e louca.


Afinal, quem além de um Mr. Big, pode ser o maior dos meus casos, de todos os abraços, o que eu nunca esqueci?





Quem, além de um Mr. Big, pode ter sido o amor mais complicado, o melhor dos erros, a mais estranha história que alguém já escreveu? Alguém discorda que o Mr. Big é uma mentira sincera que contamos a nós mesmas, a brincadeira mais séria que aceitamos brincar, o caso mais antigo e, de certa forma paradoxal, o amor mais amigo?






Bonitonas: olha o desespero que só um Mr. Big, muito Big, BIG com todas as letras maiúsculas, é capaz de causar: "Esqueci de tentar te esquecer/Resolvi te querer por querer/Decidi te lembrar quantas vezes/Eu tenha vontade sem nada a perder"... Ela aceita tudo, qualquer coisa, por umas migalhinhas de amor!





E, em seguida, a moça sabe que ele é um Mr. Big. A maldade que só faz bem, o melhor dos planos e o maior dos enganos. Precisa dizer mais?

Ao final, como todas nós, Isolda se conforma: você é a saudade que eu gosto de ter. Só assim, sinto você bem perto de mim, outra vez!





Influenciada pelo BIG clima, fui buscar a música no Youtube. Achei uma versão mais moderninha, com legendas, da Ana Carolina (que, embora bonitona, não sei se poderia ser descrita como encalhada, mas que certamente se adequa melhor aos propósitos desse blog que o Robertão original). Só que, a versão da Ana Carolina não é completa, ela some com um pedaço essencial para quem quiser pensar no Mr. Big. E ai, teve que ser com o Rei mesmo. Com vocês, Melô do Mr. Big, OUTRA VEZ!






Presente de Natal - parte 2



Continuando a saga presentes de Natal, quero deixar registrado que, a despeito do livro-desaforo-fora, ganhei DA AVÓ DO MEU NAMORADO, repetindo, da avó DO MEU NAMORADO, uns paninhos de prato lindos, para o meu enxoval.




Portanto, meu enxoval acaba de sair do mundo mágico dos sonhos e, como um milagre natalino, materializou-se no universo das coisas existentes. Ele se resume, até o presente momento, aos cinco paninhos de prato que ganhei.




Fiquei super hiper ultra mega empolgada com a evidente torcida, empenho e votos sinceros de "Feliz Natal e Breve Desencalhamento", ainda mais vindos do lado, em tese, adversário.




Porém, meu namorado logo se defendeu (e me ofendeu de quebra): Sabia que ganhar enxoval sem ser noiva dá azar? Acho que minha avó gosta tanto de mim, mas tanto, que resolveu te dar um presente vudu!


Ai, fiquei super encucada. Alguém sabe se isso procede? Por que, por melhores que tenham sido as intenções, não quero correr riscos nessa área.


Como se não fosse o bastante, fui mostrar o presente pro meu pai, assim, meio despretensiosamente, já insegura sobre os reais efeitos do mimo sobre meu futuro matrimonial, e ele, sabiamente, observou:


- Bom, né, filha, que pano de prato não tem as iniciais gravadas...

Presentes de Natal

Bonitonas,

preciso contar uma coisa logo, e vai ser resumidamente, porque estou aflita.


Ganhei de presente de Natal, do meu namorado, o seguinte livro:





Achei um pouco desaforado, mas, por sorte e ironia do destino, entreguei na hora, e, de certa forma, como resposta, meu presente para ele, que era o novo romance do Marçal Aquino. "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios".

Portanto, acho que minha resposta para o desaforo foi suficientemente dada.

Agora, fico aqui matutando. O que será que efetivamente ele pretendia com esse livro? Minhas opções até o momento são as seguintes:

a) fornecer substrato comparativo de pesquisa para o blog (pensamento positivo e inundado de espírito natalino, com pitadas de auto-engano);

b) sugerir que estou reclamando de barriga cheia, por ter apenas 27 (pensamento mais realista, com o qual não concordo);

c) convencer-me que 27 é uma idade boa, que só depois dos 31 é que ele vai começar a considerar meu caso (pensamento bastante realista, mas contrário ao meu espírito natalino);

d) me ameaçar, diretamente, como se dissesse "se esse blog continuar, sua carreira de escritora vai ser 35: profissão ainda solteira" (pensamento negativo).

Dúvidas, dúvidas, dúvidas...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal da Bonitinha

Minha avó, aquela das jaboticabas congeladas, é uma pessoa muito especial. Passei anos tentando desvendar o segredo da minha avó. Hoje, nesse Natal, acho que descobri. Minha avó tem a alma mais jovem do mundo.


Desde criança, minha avó me trata de igual pra igual. E isso nunca significou fazer voz infantil e falar as palavras como se fosse um neném. Ela conversava sobre qualquer assunto, falava o que queria, punha a músicas que ela gostava. Assim, de igual pra igual, ela me ensinava muito sobre ela. E eu ficava lá, aprendendo.

Minha avó não ficava me atendendo em mil vontades, não movia o mundo por mim. Mas também não é que ela não curtisse a minha infância, pelo contrário. Ela fazia sapatinhos pras minhas bonecas, casa de brinquedos toda de caixinhas, contava mil e vinte duas histórias, ensinava músicas. Ela respeitava a minha inteligência infantil, por mais burrinha que eu fosse (e ainda seja). Não escondia nada, nenhum objeto, não "preparava a casa para as crianças chegarem". Do jeito dela, ela ensinava as crianças a estarem preparadas para a casa (dela e de quem quer que fosse). Ela me dava (e ainda me dá) livros, e deixava (e ainda deixa) até que eu lesse os dela, pra podermos ter mais assunto.


Ela sempre foi exatamente do jeito que é hoje: alegre, fumante, esperta e curiosa. Já faz uns anos que ela é chamada de "Bonitinha" (e isso foi antes de eu ser a Bonitona que vos escreve). E ela é assim, toda bonitinha em tudo que faz.


Minha avó se interessa por tudo o que é novidade e, com tanto interesse, não tem nada que ela não domine. Desde que me entendo por gente, ela viveu várias fases. Fez cursos de biscuit, lingerie, empadinha. Passou uns seis meses fazendo sorvete de todos os sabores, outros seis meses fazendo empadinhas, e depois veio a fase dos sonhos...Tudo que minha vó faz é uma delícia (o que é particularmente ruim quando se quer emagrecer, mas particularmente bom quando se quer comer)... Hoje em dia, ela domina qualquer controle remoto, sabe entrar na internet, tem email, frequenta meu blog, grava CDs... Super antenada.


E engraçada. Adora fazer piadinhas, dar toques de alegria em coisas sérias. Mnha avó põe seu bom humor, sua juventude de alma em tudo. Com isso, conviver com ela é sempre muito bom.

Neste Natal, a Bonitinha caprichou na decoração do pernil (com a ajuda do meu tio Roja). Ela não liga se não é chique, não quer saber se é ou não adequado. Minha avó não leva a sério coisas que não merecem ser levadas a sério. Essa, eu acho, é sua receita de felicidade. Receita de família, passada de geração em geração.


Por isso fiz esse post, para minha avó, que nos detalhes do dia a dia, faz a gente sorrir. Por isso, ilustro esse post com o pernil de natal da casa da minha avó...que dispensa comentários, mas merece sorrisos...pra desejar de novo um FELIZ NATAL e muitas felicidades sempre!





quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal!


Bonitonas,

desejo a vocês um Feliz Natal e um 2009 cheio de acontecimentos e realizações. Por acontecimentos, eu digo: apaixonem-se intensamente. Pode ser por um filme, por um trabalho novo, ou pelo colega de trabalho, de faculdade, pelo namorado de muito tempo. Mantenham a paixão que inebria e que nos tira um pouco da zona cinzenta da acomodação. Apaixonem-se para ir além, para ousar, para querer e fazer diferente. Amem!
Renovem-se em 2009. Inovem-se em 2009. Amem em 2009!
Apaixonem-se por uma cor, por uma música, por uma citação. Apaixonem-se por livros, frases, viagens, amigos. Por receitas, doces, sonhos, esperas. Por cheiros, perfumes, ritmos. Seja você, mas uma você nova. Mais bonitona e apaixonada. Vale se apaixonar pela vida. Vale até se apaixonar por um Mr. Big, pra saber que ele é o cara certo, nos momentos errados, mas que, de alguma forma misteriosa, não deixa de ser o cara certo. Emocionem-se. Chorem, cantem, dancem. Amem.

Do fundo do meu coração, espero que todas encontrem seus pretendentes, ajeitem-se com seus pretendidos e, mais que tudo, que amem e sejam amadas. Amem mesmo. De corpo, de alma.

Se o encalhamento me ensinou uma coisa, é que ser feliz só depende de nós e que a nossa felicidade não está nas mãos (nem no buquê, nem na aliança) de ninguém! Sejamos felizes sempre, hoje, amanhã, depois e depois... Alegria atrai alegria, felicidade atrai felicidade, amor atrai amor, por isso, andem com as amigas casadas e frequentem muitos casamentos! Casamento atrai casamento, hein?! Brincadeira...
Então, desejo um 2009 de muito amor. Amem. Amem. Amem.
E que os anjos digam Amém!
Beijocas em todas!
Laura


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Like a virgin


Já faz muito tempo que eu sou fã da Madonna.


Na verdade, é a primeira (e única) cantora que me desperta o interesse a ponto de eu saber várias músicas, ver os filmes, os livros, ter uma noção cronológica dos lançamentos, enfim, admirar a fundo. Em se tratando de artes, sempre tive uma tendência mais literária e cinematográfica/dramatúrgica que musical, até porque meus talentos vocais e dançantes são bastante limitados.


Madonna, porém, é diferente. É uma artista completa, vibrante, enérgica, que vive intensamente. E eu, que vivo enrustidamente todas as minhas loucuras, admiro-a, antes de mais nada, pela coragem com que toma as rédeas de seu destino.


Por todos esses argumentos, eu não poderia perder um show da Madonna no Brasil. Não tinha idade (nem interesse, com 11 anos) para ir em 1993, mas em 2008, decidi que seria diferente. Sobretudo porque não se sabe quando essa senhora de 50 anos decidirá voltar ao país. Sei que a idade dela não vai ser um problema (que fôlego é esse?), mas talvez a minha venha a ser. Resumindo: reuni minhas forças (financeiras e físicas, porque a maratona de festas de fim de ano é puxada) e fui.



Eu e o namorado a tiracolo, acompanhados da minha irmã.




Chegando ao show, de cara estranhei a imensa quantidade de homens. Pensei: preciso postar no blog um aviso pras bonitonas de que os homens estão com uma mentalidade mais aberta, frequentando shows bacanas...Ainda cogitei que todos estivessem ali à nossa procura. Afinal, pensei, show da Madonna é um lugar de paquerar, dançar e enfim, se divertir.


Continuei observando e juro, pelo público, parecia mais jogo de futebol do que show de popstar. Era homem pra tudo que é lado, bandos de homens conversando, rindo, esperando pelo show começar, assim, de mãos dadas, se beijando... Isso mesmo! De repente, constatei minha gafe. Estava no meio de uma balada gay, inadvertidamente.


Não que eu tenha algum preconceito com os gays. A-DO-RO, como diria um conhecido meu que divide em sílabas, MAS, daí a levar meu namorado pra um ambiente tão hostil já era diferente. Fato é que estávamos lá, ir embora não era uma possibilidade (afinal, repito, gastei minhas últimas economias no tal evento), e eu ia ter que proteger o que era meu.


Bonitonas, juro que, se EU tirasse a roupa ali, no meio da pista, com o Morumbi lotado, pelo menos 70 por centos dos homens presentes ia ignorar e outros 10 por cento iam fazer cara de nojo. Porém, os olhares que meu namorado recebia, me envergonhavam. E, obviamente, ele começou a se irritar. A cada olhada para o lado, eram beijinhos, olhares, carícias (das mais ingênuas e românticas às mais ousadas) e mesmo gordinhos barbudos de camisa do Barcelona se revelavam exímios dançarinos. O que mais tinha naquele estádio eram almas madônicas em busca de um momento de libertação total. Fungadas no cangote eram o de menos.


Me veio o pensamento: agora entendo porque os homens não gostam de ir com as namoradas em eventos de axé, em boates. É muito tenso ter que ficar marcando território a noite toda. Ainda mais quando os assediadores tem 1,85m e bíceps muito bem definidos, e vc não passa de uma baxutinha de 1,60, fora de forma.

Assim, esperamos as duas horas que o show atrasou. Eu, vigilante, não deixava o namorado fazer nada sozinho. Até na fila do bar, até na porta do banheiro estava eu lá, a postos, a espreita.


As formas de assédio eram bem variadas: váaaaaaaaaaaarios pediram fogo (já que o namorado fuma), dançaram saracoteantes na frente, lançaram olhares, beijos, e eu ali "de mãos atadas, de pés descalços". O namorado se escondia me abraçava de tudo que era jeito, mas, apagadas as luzes do estádio, acesas as luzes do palco, todos os olhares se voltaram para o mesmo ponto e, enfim, todos se salvaram.

Salvação e diversão. "Music mix the people" e não tinha como não sair de alma lavada (pela chuva que despencou antes, mas também pela onda de energia boa que a gente experimenta num evento desses). Like a Prayer me tirou de órbita e quando a própria Madonna, "de brinde", começou a cantar Like a Virgin, muita gente cantou com a alma. Porque, se a Madonna, que é a Madonna, disse que, aos cinquenta anos, estava naquele palco, encerrando mais uma de suas inúmeras turnês e se sentindo como uma virgem, como se fosse a primeira vez... é óbvio que muitos outros estavam se sentindo assim também. Eu estava: like a virgin de shows da Madonna, like a virgin de eventos em que meu namorado era mais assediado que eu...


No fim das contas, foi uma noite de pura diversão. Porque, reconhecidamente, os gays têm muitos méritos, e dentre eles está o de saberem se divertir e se jogar numa balada como ninguém. Sempre como se fosse a primeira vez...

Agora, pra vcs entenderem do que eu tô falando, olha o videozinho no youtube (e REPAREM COMO O CORO DA PLATÉIA É MASCULINO!!!)




Show da Madonna

Bonitonas,

acabei de chegar do show da Madonna!
Hoje tem post, com certeza! Aguardem!

Beijo

Laura

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Amar o perdido - conclusão

Amar o perdido
é doido e doído
só dá confusão

Nada pode o "falecido"
senão ser ex-quecido,
ex-pulso do coração

O passado invencível
torna impossível
um novo bonitão

Mas limpando sua mente
os bonitões do presente
lindos, chegarão!

Amar o perdido

Eu realmente não sei se sou eu, se é o Natal, ou se é qualquer outra coisa que fuja à compreensão da minha vã filosofia. O fato é que estou assim, meio caidinha, meio melancólica, meio reflexiva (reflexiva e não teórica, como há pouco estive).

E tenho me assustado com a capacidade das pessoas, em geral, amarem o perdido.

Não me refiro a amarem "dar o perdido", como bem imaginou o bonitão créu, assíduo comentarista deste humilde blog, mas amar o que se perdeu, o que não tem remédio, o que já foi, se fue... Amar "dar o perdido" é até compreensível e imaginável, principalmente para bonitões créu, em tempos de tanta confusão e tantos desencontros amorosos, mas amar o passado é muito mais difícil e dói muito mais. Amar o perdido, na verdade, é amar o que já não é, mas que poderia estar sendo se ainda fosse (ok, sei que ficou confuso, mas releia umas duas vezes, porque foi isso mesmo que eu quis dizer).


Eu, obviamente, já amei o perdido, porque perder é sempre doloroso, sempre meio triste e, quando a gente perde, acaba ficando um tempo achando que era aquilo que a gente mais amava na vida. E esse é o primeiro ponto a ser considerado. Você amava a pessoa que perdeu OU acha que amava só porque perdeu e está se sentindo frustrada? Você queria terminar, ele veio e terminou primeiro? Você deu todos os motivos para terminar e agora descobre que amava loucamente? Estranho, porque a gente ama é no agora, não no ontem, nem no depois. Se em algum ponto você teve dúvida se amava, é porque não amava tanto, não é?
Ninguém quer perder nada que não sejam 2 quilos no quadril ou no abdômen e mesmo assim, os livros de auto-ajuda e neurolinguística recomendam veementemente que não se pense em "perder", mas em "pesar xx quilos". Dizem que o cerébro não gosta de processar informações que comecem com palavras negativas: não, não e não.


Porém, voltando ao tema do post, se amar o perdido deixava confundido o coração de Drummond, que se poderá dizer do nosso coração, meras bonitonas encalhadas? Quando um namoro ou relacionamento acaba, o tempo, a distância, a saudade, vão embolando as coisas na nossa memória e, com isso, mesmo as coisas nem tão lindas, quando findas, acabam se embelezando. A memória e a saudade são assim: embelezam e romantizam até as brigas por ciúmes, as desfeitas, as grosserias, deturpam nosso senso crítico e o passado vai se aperfeiçoando, até atingir uma perfeição idealizada que nunca iremos encontrar daqui pra frente. O que é pior, a perfeição que nunca existiu (nem vai existir) gruda na nossa história e contamina os nossos pensamentos e (pior!) as nossas percepções do que está acontecendo no momento presente.


E, nessa toada, tem gente que passa, dias, meses, semanas, anos (sem exagero), criando uma fantasia amorosa com alguém que já não é. Literalmente, alguém que já era. Primeiro, porque a cada dia as pessoas se transformam, se reciclam, se renovam, e é impossível que alguém seja, depois de três anos de término, a mesma pessoa com quem você namorou. Nem você.
Segundo, porque a gente começa a ter uma relação muito louca com o passado, alimentando fantasias e esperanças que não tem base nenhuma na vida real e não acrescentam nada. Exemplo: você encontra sua amiga no shopping. Ela terminou há seis meses, mas tem uma festa semana que vem, com a possibilidade (remota) de o ex estar presente. A bonitona está louca no shopping, comprando vestido e sapato em 6 vezes, pra mostrar pro ex que está linda e super pra cima. O ex tem outra, mas a bonitona "tem certeza" que ele não superou o amor que eles um dia viveram. Com certeza ela vai estar linda, mas a festa está fadada a ser um fracasso.

Em vez de se preparar para os vários bonitões que poderão vir a ser, a pessoa investe no passado. resultado, vai passar a festa inteira pescoçando para ver se o moço chegou. Se ele chegar, ela vai olhar mil vezes pra ter certeza que ele a viu, esboçar um sorriso de cumprimento, ver que ele está acompanhado - ou olhando pra outra, e sair decepcionada. Se ele não for... pior ainda.

Acho muito triste quando uma das partes segue em frente e a outra ancora em um ponto do passado, continuando a viver, no presente, como se não fosse possível ter outra chance, com outra pessoa. Ora, eu sou a mais romântica de todas e, talvez por isso mesmo, me recuso a achar que estejamos condenados a um só amor na vida.

Amar o perdido é muito triste. Por isso, desejo que, neste Natal, todos possam aprender a deixar o passado no passado e a encarar a possibilidade de amar - de novo - os achados, do presente e do futuro.

Melhor que isso, deixe-se achar. Seja achada. Um achado raro e valoroso. Deixe de ser o passado de alguém e tente se tornar o seu melhor presente.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Amar o perdido? - Inspiração para o próximo post

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
(Memória - Carlos Drummond Andrade)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pra quem quer ter uma noção de como eu danço

Bonitonas,

pra quem quiser ter uma noção de quão bem eu danço...Já vou dizendo que eu sou a Phoebe, porque, afinal, é ela a mais autêntica Bonitona Encalhada de Friends!


Dancinha de casamento

Já faz um tempo que está na moda os noivos fazerem uma dancinha em grande estilo, no casamento. Desde que vi pela primeira vez, achei muito lindo, muito legal, mas uma preocupação instantânea surgiu no íntimo do meu ser: sou um desastre dançarino.


Assim como dirigir, dançar não é meu forte. Fiz aulas de balé dos cinco aos nove anos e nada me restou, senão umas balançadinhas desengonçadas quando ouso beber mais de uma dose de qualquer coisa alcóolica. Salvo as coreografias da Xuxa (Lua de Cristal e Ilariê são meus melhores momentos), não consigo flutuar em pista de coisa nenhuma. Arrasto-me, embolo as pernas, piso nos pés alheios, e logo desisto.


Enfim, deparando-me com a nova exigência do protocolo matrimonial, fiquei pensando sobre como resolveria (no futuro bem bem distante em que meu matirmônio deve se realizar) o impasse. Parti, no meu mundo imaginário, para soluções criativas, como dançar a dança da cadeira, ou contratar uma professora de street dance, estilo em que eu pudesse despistar minha absoluta falta de jeito. Podia também exagerar meu não talento e transformar minha primeira dança numa caricatura de primeira dança, rodopiando do jeito que melhor me aprouvesse.


Fiz um levantamento de ritmos possíveis, e achei impossível que eu não seja minimamente bem-sucedida numa dançadinha dois prá lá, dois pra cá, desde que a música fosse uma "coisa" de tão romântica. Quem sabe "La vie en rose" fosse suficientemente linda para que os convidados se entorpecessem mais com a voz de Edith Piaf do que se entretessem com meus saracoteios desajeitados? Descartei funks e axés, pelo simples fato de não serem exatamente apropriados, apesar de a facilidade das danças auto-explicativas e pré-coreografadas ter sido aspecto bastante ponderado na minha listinha. Afinal, quer coisa mais fácil que "joga as mãos pra cima e vai descendo até o chão"? Impossível errar!


Depois de muita pesquisa, cheguei a solução: lindo, sexy, charmoso e irresistível, eis o que vou dançar no meu casamento (já comecei a ensaiar, hein!). Me digam o que acham!



Agora sim, parabéns Catarina!

Parabéns, bonitona! Esse post é especialmente pra você, que com sua alegria e seus comentários deixa este blog (e a bonitona que nele escreve) sempre mais feliz! É hoje mesmo, né? Mais tarde eu prometo um post mais caprichado. Beijocas.

Laura

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Quando um filminho vale mais que mil palavras

Achei esse videozinho no blog de uma amiga minha (www.amigasneuroticas.blogspot.com). Doeu um pouco no começo. Adorei. Copiei. Colei. E fica valendo mais que mil palavras, tá?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Aqui é onde o coração está

Estava eu, bonitona e encalhada em Fortaleza, conversando com uma amiga de Belo Horizonte que, atualmente, mora em São Paulo. Conversa vai, conversa vem, eu pergunto:
- E ai, você vai passar o reveillon aqui?
E ela:
- Vou.
De repente, percebi que estávamos ambas distraídas, falando do aqui errado:
- Aqui, em Fortaleza? - estranhei.
E ela consertou:
- Não - ela percebeu o erro - falei aqui, mas estava pensando em Belo Horizonte.
Não sei se já aconteceu com vocês, isso de confundir o referencial, e falar aqui como se fosse lá. Comigo, acontece sempre. E sempre demoro um pouquinho pra perceber que o aqui não é o aqui geográfico onde que me encontro naquele momento.
Fiquei pensando nisso, e acho que aqui é o nosso coração. É um lugar impreciso, móvel, flutuante. Aqui, onde nos localizamos, nos reconhecemos, nos sentimos em casa. Aqui é muito mais um contexto que um ponto fixo. Aqui pode ser qualquer lugar, ou lugar nenhum. Aqui é dentro da gente. Aqui, bem no meio. Aqui é onde o coração está.
Às vezes, eu paro o olhar no nada, e quem passa por mim sabe que, naquele momento, nã estou ali. Meu aqui é outro, bem distanteestamos em qualquer outro lugar. Se o coração viaja, é para estar no aqui dos sonhos, do desejo, das saudades. E se alguém estalar os dedos acordando nosso olhar parado, diremos: nossa, foi mal, eu não estava aqui. E não estava mesmo. Estava onde o coração estava. Onde os pensamentos estavam.
Voltando ao caso, estava eu, bonitona, encalhada, e cercada de (30) amigos daqui, de Belo Horizonte. Amigos de muito tempo. Muito tempo mesmo. O noivo eu conheci nos meus cinco anos (melhor falar assim do que dizer diretamente que conheço há mais de 20 anos)... Os outros, pela vida, mas assim, foram chegando, e ficando. Todos aqui, parte de mim.
Então, eu estava lá, em Fortaleza, mas disse aqui, porque me sentia aqui, já que uma das principais coisas que de Belo Horizonte o meu aqui, é ter meus amigos por perto. Aqui, dentro de mim. Estar com meus amigos faz com que qualquer lugar seja um aqui, seja seguro, seja o lugar certo, a hora certa.
Aqui é onde estou: de coração. Em Belo Horizonte, em Fortaleza. No blog.

6 coisas




Recebi da Paulinha, do Sweetest Person, um meme para dizer seis coisas que me fazem feliz e repassar para seis pessoas. Muitas coisas me fazem feliz, mas como esse blog é mais temático, escolhi seis coisas que me fazem feliz enquanto bonitona encalhada. Lá vão:

1 - Minha família e meus amigos (família ainda, sem marido, mas nem por isso incompleta!)

2 - Livros - de qualquer cor, formato, tamanho, espessura, enfim, sempre me fazem muito feliz.

3 - Filmes sobre amores que vão, vem e dão certo no final. Filmes de chorar, de rir, de se sentir melhor e, claro, de casamento

4 - Revistas de noivas. Adoro. Vocês acreditam? Desde as chiques e sofisticadas até as inacreditáveis...que, por sinal, mereciam um post próprio.

5 - Pegar o buquê


6 - Bem-casados - o doce ou os casais

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Presentes!

Machado de Assis que me perdoe, mas acabei de receber um presente que, tenho certeza, vai superar a "Capitu" de logo mais. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...





Então, esse vídeo foi feito pela minha irmã, e já me fez chorar 4 vezes consecutivas hoje!

Aniversário

Bonitonas,

cheguei hoje às oito no aeroporto, e estou super apertada no trabalho! Porém, não podia deixar de contar para vocês que não peguei o buquê (aaaaaaaaaaaaaaaaaaa!), mas que já descobri que, em casamentos na praia, o vento tem que ser previamente estudado!

Beijos,

Laura

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fortaleza

Bonitonas,

estarei ausente do blog até o dia do meu aniversário (9/12).

Motivo: pesquisa de campo para o blog, ou, em outras palavras, estou indo a Fortaleza para mais um casamento.

Quero todo mundo fazendo figa pra eu pegar o buquê, hein?

A-ha, u-hu, o buquê é nosso!

Beijos!

Laura

Capitu


Bonitonas,


estava eu triste e desamparada às vésperas do meu 27º aniversário (que será dia 9, próxima terça) e, de repente, tenho uma feliz novidade, vinda diretamente da Globo.


Bem no dia dos meus parabéns, estreiará uma minissérie nova: Capitu, baseada no romance homônimo do Machado de Assis. Parece que vai ser linda, daquele estilo meio teatral, meio poético que eu tanto gosto. Eu, que adoro acreditar que o universo conspira a nosso favor, olhei pro céu e pensei: muito obrigada!


E fiquei toda felizinha com meu primeiro presente!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Musa Bonitona

Bonitonas,
desde o começo do blog, venho desenvolvendo uma teoria (mais uma!) de que as maiores estrelas do cinema são, na vida real, tão - ou mais - bonitonas, e tão - ou mais - encalhadas que nós.

No começo, minha idéia era fazer uma enquete sobre quais as bonitonas - nacional e internacional - seriam as musas, por direito e histórico, desse blog. Poderíamos até fazer uma votação anual: e a encalhada de ouro vai para....

Todavia, fazendo o teste de ontem, descobri uma coisa chocante. Este blog já tem uma musa bonitona encalhada internacional: Julia Roberts!

Será que alguém, no mundo, fez mais filmes de bonitona encalhada que ela???


Vamos aos fatos.


Na vida real
Julia Roberts tem 41 anos, é linda (eu acho) e bem sucedida (não há dúvidas - fortuna estimada em aproximadamente 130 milhões de dólares). Hoje em dia, é casada, mas só se casou aos 35 anos!

Nos filmes:

Olhem só os filmes que a Julia Roberts já fez (vou citar só os que eu assisti):
1. Uma linda mulher - não tem casamento (ela era bem mais nova, na época, claro, mas mesmo assim, ela não CASA)
2. Tudo por amor. Ela é a enfermeira de um moço com leucemia. Eles se apaixonam, óbvio. Mas nada de casamento. Ah! A música era linda na época, mas acho que acabou virando um clássico de elevador.

3. Hook - a volta do capitão Gancho. Ela é a Sininho. Me abstenho de comentar. Só um mini-comentário. Alguém mais acha que o Peter Pan é o Mr. Big da Sininho???



4. Dossiê Pelicano. Mega suspense sem tempo para casamentos.


5. O casamento do meu melhor amigo. Um clássico das bonitonas encalhadas. E como ela tem um bom coração, permanece encalhada, depois de muito aprontar.
6. Teoria da Conspiração. Filme sensacional. Mas, porém, todavia, contudo, entretanto...nadica de casamentos.


7. Um lugar chamado Notting Hill. Meu preferido dis-pa-ra-do. Meu e do moço desse outro post (http://abonitonaencalhada.blogspot.com/2008/09/entrando-numa-fria-s-escuras.html). Até separei em sílabas! Nesse ela casa! Deve ser por isso que eu gosto tanto.

8. Noiva em fuga. Auto-explicativo. Tem jeito de ser mais bonitona encalhada que isso? Imagino que o problema deve ser o Richard Gere, que não casou com ela em Uma Linda Mulher...


9. Erin Brockovich -uma mulher de talento. Pode ser de talento. E de peito. Mas de marido...

10. O sorriso de Monalisa. É a versão (piorada e de saias) de "Sociedade dos Poetas Mortos". Adivinha quem ela é? A professora revolucionária e...encalhada!



11. Closer. Bonitonas, esse filme é assim, uma coisa sensacional. Muito legal, cheio de reflexões possíveis. E mostra que você pode ser encalhada dentro de qualquer relacionamento. Mesmo sendo a Julia Roberts.



É, pelo conjunto da obra, acho que ela merece. Vocês concordam?

Teste do grau do encalhamento

Bonitonas,

depois de três meses de blog, acho que vocês já devem ter percebido o que torna uma bonitona encalhada efetivamente encalhada, maaaaaaaaas, para as que ainda não tem certeza da sua situação, elaborei um pequeno teste. É um teste bem simples e objetivo e, como diria qualquer professor, a interpretação da pergunta faz parte da prova. Papel e caneta na mão? Vamos lá:


1. Quando você preenche um formulário, qual quadrinho você marca referente a seu estado civil:

a) solteira - 10 pontos

b)casada - 0 pontos - e pare de fazer o teste e vai cuidar do seu marido!

c)separada - 2 pontos

d) você cria a opção "noiva"no formulário só para deixar bem claro que seu encalhamento é uma questão de tempo - 5 pontos

e) só de ver que tem essa pergunta no formulário você já começa a sentir o coração acelerado, a boca seca, suor repentino e sai correndo, para chorar no banheiro mais próximo - 17 pontos



2. Quantos anos você tem?
a) menos de 20 - 0 pontos - pode parar o tese imediatamente. Você não tem idade pra ser encalhada.

b) entre 20 e 25 - atribua a você os pontos equivalentes à sua idade (em números inteiros, frações de anos não contam pontos)

c) acima de 25 - atribua 25 pontos para os primeiros 25 anos e 10 pontos para cada ano subsequente. Como a Veja explicou, as chances de desencalhar diminuem muito depois dessa idade.



3.Você já ganhou alguma peça de enxoval, mesmo sem estar noiva?
a) sim - 10 pontos

b) não - 0 pontos

c) sim, um enxoval completo - some dez pontos para cada peça, sendo que roupas de cama com mais de 400 fios contam 50 pontos cada peça. Se alguma peça for de algodão egípcio, some 100 pontos e faça valer o investimento dos seus parentes!



4. Quantos buquês você já pegou?

a) nenhum - some 20 pontos para cada casamento em que você esteve

b) um - 0 pontos

c) acima de cinco - some 50 pontos para cada buquê após o primeiro. Se você já pegou mais de dois buquês e não casou até hoje, é porque o encalhamento está forte!


5. Quantas pessoas por dia te perguntam se você é casada?
a) nenhuma - 0 pontos

b) entre 1 e 5 - dez pontos

c) acima de 5 - 10 pontos para cada pessoa


6. Quantas vezes você já foi nominalmente chamada para pegar o buquê?
a) nenhuma - 0 pontos

b) uma - 10 pontos

c) duas - 20 pontos, mas tome uma providência antes que isso se agrave

d) você é sempre nominalmente chamada, e as noivas, suas amigas, sempre miram em você - 180 pontos



7. Qual o percentual de suas parentes mais novas (primas, irmãs e cunhadas) que já casou ou, pelo menos, noivou?
a) menos de 20%, mas foi por feto e não por afeto - 0 pontos
b) 45% - 45 pontos
c) 70% - 120 pontos
d) da família só você ainda não desencalhou. Inclusive, já tem sobrinhos que carinhosamente já te chamam de Tia... - precisa dizer mais? 200 pontos.



8. Seu último relacionamento estável foi a quanto tempo?
a) menos de seis meses - o pontos
b) entre seis meses e um ano - 0 pontos também, você só está curtindo um pouco

c) mais de um ano - 30 pontos e 10 pontos por cada mês subsequente

d) há mais tempo do que você consegue se lembrar com precisão. Você estava namorando na última Copa do Mundo?

e) Na verdade, você está namorando há mais de 4 anos - 150 pontos

f) Pra ser sincera, o namoro tem mais de 8 anos - 620 pontos



9. Quais os detalhes do seu casamento você já decidiu:

a) o noivo - 0 pontos

b) o vestido e o maquiador - 20 pontos

c) o bufê, a igreja e o vestido - 43 pontos

d) o vestido (inclusive já experimentou e sabe o preço e as condições de pagamento), as alianças, o maquiador, o cerimonial, o bufê, a fotográfa, o local, a decoração, a música (ambiente e as da cerimônia), enfim, tudo, menos o noivo -300 pontos


10. Qual o seu filme preferido?
a) Um lugar chamado Notting Hill - 30 pontos - vamos ser sinceros que a Julia Roberts deve ter uns bons 30 e tantos naquele filme, né?

b)O casamento do meu melhor amigo -100 pontos (porque a Julia Roberts permanece encalhada no final)
c) Uma Linda Mulher - 0 pontos -alguém que ainda sonha com todos os momentos mágicos daquele filme, não pode ser considerada encalhada



d)Todas as alternativas acima - 200 pontos.






Resultado:
Se você fez mais de 50 pontos, ligue o alerta
Se fez mais de 100, sinto muito, mas você está encalhada
Se fez mais de 500, se joga nesse encalhe, pode começar a organizar chá de bebês, que suas amigas já já vão entrar nessa fase

Mil pontos, então...é, é grave e merece até carteirinha do blog.
Independentemente do nível de encalhamento...bem vinda!





quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Teoria da Culpa de Hollywood

Esta semana estou muito teórica. E querendo botar a culpa em alguém.

Assistindo a mais uma comédia romântica nesse fim de semana, e descobri que o problema de todos os nossos sonhos e expectativas frustrados vem de Hollywood. Um filme duas horas e, em míseras duas horas, as pessoas se conhecem, brigam, separam, fazem as pazes e vivem felizes para sempre.

E ai, crescemos assim, com uma noção deturpada de tempo, achando que nossas vidas também podiam se resolver em duas horas. Três, no máximo, e isso só se for uma história de amor transatlântica que demore uns 80 anos, tipo Titanic.

A gente acha lindo que, nos filmes, as pessoas fiquem anos sem se ver e, depois se reencontrem e descubram um amor que vai ser eterno. Mas a gente quer tudo isso em duas horas.


Mas não, nossa vida demora. Demora. Demora. De-mo-ra...


E ai, a culpa pelo nosso encalhamento é hollywoodiana.

Alguém já pensou que, em "Um Lugar Chamado Notting Hill", os meses (sim, vários meses) se passam enquanto o Hugh Grant está dando aquela voltinha na feira? Uma mulher aparece grávida, de barrigão, com neném pequeno e depois com o neném no carrinho. Meses! Meses! Mais de nove, com certeza!


Alguém pensou que em "O Melhor Amigo da Noiva", ela conheceu um cara, noivou, foi pra escócia, desnoivou e casou com outro... em duas horas?

Agora, na vida real, o que é que acontece em duas horas? Duas míseras horas!

Dependendo do dia, ninguém nem faz unha em duas horas. Eu demoro duas horas pra escolher uma roupa. Dependendo do trânsito, demoro duas horas pra chegar em casa, demoro duas horas contando um caso pra uma amiga no celular. É revoltante!


No máximo, em duas horas, você toma um pote de sorvete enquanto assiste aos filmes. Ou fica assistindo o filme com um olho na tela e outro no celular pra ver se o fulano por quem você se apaixonou está tentando falar com você. E atire a primeira pipoca quem nunca pôs o celular no silencioso no cinema, e, no meio do filme, resolveu dar uma conferida pra saber se realmente não tem nenhuma chamada perdida.

Sem contar que, nos filmes, os moços são sempre muito lindos, quase metrossexualmente lindos, e mesmo os mais durões, galinhas, cafajestes e mrs. big se apaixonam. Além disso, inevitavelmente, num momento mágico (e sempre súbito) saem (e podem sair) correndo do trabalho, no meio do expediente, correndo na chuva para parar o táxi da amada rumo ao aeroporto e sair rodopiando para, breves flashes depois, estarem na frente do padre e dos amigos (lindos) num cenário (lindo) e viverem felizes para sempre.


Agora, o mais insuportável de tudo, a maior das culpas hollywoodianas, é que nossa vida não tem música de fundo (a menos que você esteja numa festa, óbvio, e ai você sempre corre o risco de a música ser inadequada). Sério. Alguém queria conhecer o homem da sua vida ao som da Dança do Quadrado?

Não, não. Na vida real não começa a tocar "She" quando você entra na festa (a menos que você seja uma debutante, caso em que você não pode ser considerada - ainda - uma bonitona encalhada e que, eu acho, você não vai escolher "She" pra tocar).

E você nunca vai subir (com dignidade para sobreviver a isso) no palco no meio da festa da empresa, usando o vestido maravilhoso e o colar mais maravilhoso ainda, pra cantar pro mais maravilhoso (do que o colar e o vestido juntos) Matthew (hum, o da foto abaixo, difícil escrever o sobrenome) uma música desafinada. Gente, até pra perder um homem precisa de 10 dias! Porém, no filme...duas horas!




Até um dos filmes que eu mais gostei recentemente, Vestida pra Casar, é assim. 27 vestidos? Imagina o tempo que essa moça (auto-identifiquei-me, confesso) não gastou pra ir em 27 casamentos (se bem que eu, em um ano, bati em doze já). Mas o filme chega nos três últimos casamentos (ao mesmo tempo, por sinal) e a tempo de a mocinha arrumar um marido, em duas horas, como não poderia deixar de ser.





E mesmo quem se julga imune a Hollywood, não tem como fugir: nas novelas da Globo, por mais que durem meses, tudo se resolve magicamente no último capítulo. Ou seja, é só esperar pelo último capítulo, com o conforto de saber que tudo vai acabar bem.

O que menos me irrita são as séries americanas, em que as coisas acontecem num ritmo levemente mais aproximado com o da vida real. Além disso, o último episódio das temporadas costuma ser aquele em que surgem mais problemas, e a gente tem que esperar aflitas uns bons meses. E quando, no meio da temporada, o canal decide reprisar um episódio velho? Dá ódio. Você liga a tevê, tensa pela expectativa e lá vem reprise!

Pelo menos, é didático: a gente aprende a lidar com frustrações. E a pensar que, na vida real quem é que já não se pegou assim? Esperando meses pra saber onde vai dar uma história. Se deparando com reprises. Ressuscitando personagens sumidos há várias temporadas. Sumindo com outros que definitivamente não dão certo.

Definitivamente, a vida não é um filme. Nem um seriado. É muito mais que isso, muito mais complexa e interessante. Ainda bem.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Teoria dos momentos não coincidentes

Uma teoria que já desenvolvi há bastante tempo e me ajuda muito na vida de encalhamento é a dos momentos não coincidentes.

É um pouco complexa, mas garanto que é 100% verdadeira.

Eu tive um professor que falava que quando uma teoria precisa de um exemplo para ser explicada é uma péssima teoria. Eu acho que não. Por isso, vou explicar com exemplos.
Às vezes, quando se está namorando, ou paquerando, ou, sei lá, sonhando com um bonitão novo, você faz um milhão de planos e suposições e vive um milhão de momentos de alegria. A primeira vez que ele te liga é uma euforia. O nome dele na sua caixa de emails é outra. Assim, vários pequenos momentos de felicidade vão compondo a sua vida. E os momentos de felicidade são verdadeiros.
Só que, um belo dia, chega a bomba: ele tem namorada. Ou: ele foi visto aos beijos com outra, ou, ainda, em tempos tão modernos como os nossos: ele é gay.
Nessa hora, você sente uma tristeza profunda, uma vontade louca de comer sorvete e chocolate em barra, de largar tudo. É como se nada que você tivesse vivido fosse verdadeiro, porque você se sente enganada. É como se fosse possível voltar o tempo e sentir que você não era feliz, só achava que era.
E é ai que entra minha teoria.
Minhas amigas insistem que uma grande decepção anula toda a felicidade prévia. Você vai vendo sua história - e nem só histórias de amor, pode acontecer com todo tipo de experiência humana: amizade, trabalho, família - de trás pra frente, e se sentindo mal em relação a cada episódio, sentindo-se enganada e infeliz, por tudo que viveu. A gente acha que estava fazendo papel de otária quando se sentia tão feliz, sem saber, na verdade, o que estava acontecendo (que ele tinha outra, por exemplo), sem ter domínio de todos os elementos da situação.
Só que, como os momentos não são coincidentes, como não é possível, ainda, viajar no tempo, defendo que uma tristeza posterior não anula uma alegria já vivida. Por maior que a tristeza seja, e por menores que tenham sido as alegrias, tudo foi verdadeiro e genuíno. Cada um em seu momento. Como está na moda, cada um no seu quadrado. E, sejamos francas, a gente nunca tem domínio de todos os elementos da situação.
Mais que isso, algumas coisas na vida são tão bacanas, que acho que, mesmo sabendo onde elas iriam dar, eu faria tudo de novo. Não abriria mão do meu Mr. Big só pelas noites em claro que fiquei pensando em como ele me fez de idiota. Não abriria mão dos meus paqueras só porque eles não viraram namorados. Jamais abriria mão do meu namoro de hoje por alguma previsão louca que me dissesse que "ele" nunca vai me desencalhar.
Por outro lado, não aguento amigas de memória seletiva, que, só porque terminaram, começam a lembrar só das partes boas, como se o namoro tivesse sido uma perfeição.
-Helloooooooo! Se ele fosse tão bom assim, você não estava sozinha.
Em casos extremos, faço uma listinha das coisas que o moço aprontava, do perfume que deixava ela com dor de cabeça, das grosserias na frente dos outros, dos "ends", das desculpas esfarrapadas e mando a amiga só me ligar reclamando que sente saudade do moço depois de ler a lista três vezes em voz alta, pra se conscientizar que nem tudo eram flores.
De qualquer modo, gosto da teoria dos momentos não coincidentes, porque ela mostra que qualquer experiência, por mais fracassada ou bem sucedida que seja, deixa recordações, que vão nos transformando, nos fazendo melhores, pela dor ou pela felicidade. E é muito bom saber que podemos experimentar, também, momentos de pura alegria.

sábado, 22 de novembro de 2008

Terapia do Amor

Outro dia, minha sogra (a mãe do meu namorado, como já expliquei) me chamou para uma palestra sobre "Amor, sexo e sexualidade no mundo contemporâneo". Lá fui eu. Adoro palestras, discussões sobre esses assuntos que ajudam tanto a gente a se entender mais e, como consequência, ser mais feliz.
Chegando na palestra, chamou minha atenção o tanto de mulheres ali presentes (umas quarenta) em meio a tão poucos homens (uns três). Será que só nós, mulheres, nos interessamos por amor e sexo no mundo contemporâneo? Interessantemente, a palestra seria proferida por um homem.
Pensei: deve ser que os homens já sabem do assunto e um deles veio aqui nos explicar, né?
O psicanalista palestrante começou se apresentando: formado ha 26 anos (meu tempo de vida) e com mestrado em literatura. Como eu poderia não me interessar? Quando ele falou que sua dissertação havia sido sobre Capitu e Bentinho, quase desmaiei de tanta identificação. Freud deve explicar.
Devidamente acomodados os ouvintes (injusto esse plural ser no masculino, considerando a imensa maioria de mulheres no recinto), começou a palestra:
- Tenho recebido vários homens em meu consultório. Todos na faixa de 20 a 30 anos, com o mesmo problema: medo de se casar.
Pensei de imediato: gente! Esse moço sabe o que eu estou passando! Senti palpitações. Seria Deus mandando um enviado cientificamente amparado para sanar minhas dúvidas? Se eu fosse uma história em quadrinhos, uma lâmpada teria se acendido no balãozinho de pensamentos sobre a minha cabeça.
E ele continuou:
- O homem fóbico não quer casar, porque ele não sabe o que pode oferecer às mulheres tão completas de hoje em dia.
E eu: completas? Como alguma mulher pode ser completa sem uma aliança? É como se fosse a última figurinha do álbum, ninguém pode se considerar completo sem ela. No way. Eu sou o ser mais incompleto do planeta. Tenho um mundo de sonhos, um mundo de expectativas. E nada de aliança.
E o moço foi falando, falando, falando. E, de repente, era como se não houvesse mais ninguém naquela sala, só nós dois, e, depois, como se nem eu estivesse fisicamente lá, porque as coisas que o moço foi falando, como se tudo que ele estivesse dizendo, fosse só para mim. Falou dos papéis que a gente assume, das funções que a gente toma para si, de não deixarmos os homens fazerem as coisas pra gente.
E eu sai pensando que não é desaforo deixar eles pagarem as contas de vez em quando, abrirem as portas, cederem os paletós e os guarda-chuvas. A gente quer ser bonitona, e pode até ser encalhada, mas a gente tem que ser bem cuidada, bem amada, bem resolvida. A gente é bem sucedida em tantas coisas, e na vida pessoal, a gente pre-ci-sa do outro. A gente precisa desses homens que tem medo da gente. Acho que um amor se constrói, mesmo sem casamento, em comunhão. Metade nosso, metade deles, formando um todo em que não se consegue identificar uem contribuiu com o quê.
Quanto ao medo dos homens, me eu uma pequena revolta. Até tive um pensamento ao estilo "Capitão- Wagner Moura- Nascimento": tá com medinho? Então pede pra sair!
Mas não é isso que eles estão fazendo? Pedindo pra sair (não conosco, mas dos relacionamentos conosco???). Dificil.
E será que nós também não temos medos? Será que não temos medo de nós mesmoas? Medo de não sermos amadas (ou amáveis), não sermos compreendidas (ou compreensíveis), não sermos infalíveis, não sermos predestinadas a dar certo em tudo que a gente tente fazer? A gente tem medo de não encontrar o que mais queremos?
O psicanalista disse que as mulheres querem amor.
Eu quero. Inteiro, e não pela metade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A bonitona mais bonitona

Inspirada pelo post de ontem, resolvi recauchutar o blog. E ai, gostaram? Ficou melhor?

Outras dicas para sobreviver às vacas magras

Meninas,

sei que vai parecer bem feio, mas pensei em outras dicas para sobreviver nos tempos de vacas magras (e me refiro ao pouco dinheiro, e não aquelas mulheres maravilhosas, magras e impossíveis, que nos deixam até com uma pitada - grande - de inveja). Vamos lá:
1) Todas sabemos que matricular-se em uma academia exige um investimento financeiro (mensalidade, matrícula, roupinhas) e que, em momentos de crise, tal investimento pode estar muito além das nossas posses. Por isso, sugiro que procurem academias (próximas à casa de vocês, mas se não forem próximas, ok também, já que a caminhada queima calorias) que ofereçam aulas experimentais. Assim, você liga e faz uma aulinha aqui, outra acolá e consegue se manter em forma por pelo menos dois meses. Juro.
As melhores são as que tem muitas aulas: um dia você experimenta o step, no outro experimenta o spinning, no outro experimenta o jump e por ai vai...
Uma academia perto da minha casa oferece uma semana de malhação experimental. Gente, olha que sucesso! Você vai lá, se mata de malhar uma semana, e vai fazer a experimentação em outras, afinal, nós, bonitonas encalhadas somos exigentes, temos que conhecer a fundo os métodos de malahação e tudo mais.
2) Outra dica muito bacana para os dias de pobreza, mas sem perder a pose são as lojas de maquiagem. Tem um aniversário pra ir e não quer pagar salão? Entre numa loja de maquiagem (não vou citar nomes, mas são aquelas que têm em todos os shoppings e todo mundo conhece) e mostre interesse como se fosse MESMO comprar tudo. As lojas de hoje costumam ter até as cadeiras profissionais e um mundo de produtos a serem experimentados.
Se você tem noção de maquiagem, peça pra vendedora te ajudar: primeiro um corretivo, base, blush, batom, gloss...deixe ela se empolgar, achando que você vai levar tudo. Se, no final, ficar bom, compre um gloss, ou uma sombra (o item mais barato disponível). Se ficar feio, agradeça e vá embora.
O maior risco é cair nas mãos de uma vendedora baranga (que vai querer que você passe uma sombra azul e um batom coral), mas ai você sai da loja e lava tudo. Aliás, outro risco é ela maquiar só metade do seu rosto, só demonstrando mesmo (caso em que você terá que ser minimamente sincera e dizer: moça, não tem condição de sair na rua assim, você vai ter que fazer o outro lado também!).
3) Outra opção de pobreza com glamour é deixar o orgulho de lado e combinar um intercâmbio de roupas com as amigas. Empreste suas roupas que fazem o maior sucesso e pegue emprestada as das amigas, o que ajuda demais a renovar o visual sem desembolsar nada. Ótimo, principalmente para roupas de festa, que costumam ser caras e não podemos repetir muito.
4) Uma dica final, destinada somente àquelas que já estão habituadas à pobreza é sobre como proceder no ônibus. Obviamente, nos horários de pico, não há lugares para todos se sentarem. Por isso, você tem que ser esperta.
Minha estratégia, em síntese, é a seguinte:
- Entro com alguma coisa na mão (um livro, um caderno). Mesmo que caiba na bolsa, o ideal é você estar (e demonstrar) todo o seu desconforto com o objeto. Alguém (que já está sentado) irá se oferecer para segurar para você e pronto! Isso é praticamente marcar reserva do lugar dele, porque, quando essa pessoa descer, você já estará íntimo, próximo e terá seu lugar. O risco é a pessoa descer depois de você, ou seja, não custa nada sondar, com delicadeza e sensibilidade, em qual ponto a pessoa pretende desembarcar para, se for o caso, trocar de "carregador".
- Outra técnica bastante eficiente é reparar a linguagem corporal dos passageiros. Mulheres são alvo mais fácil, porque, quando o ponto de desembarque se aproxima, elas fecham as revistas, ajeitam a bolsae ficam, geralmente, semi-levantadas, o que evidencia a intenção de desembarque. Não seja boba, fique a postos.
- Outra dica interessante é, quando você perceber que alguém está tentando levantar, pare na "saída" do banco, dificultando a passagem, de modo que a pessoa só consiga sair se deixar você entrar. Sei que essa dica é complexa, necessitaria de pelo menos uma ilustração, mas exercitem a imaginação.
Por hoje era só. Assim que for aprimorando meu estagiarian way of life, conto pra vocês. Beijinhos!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Melhor

Todos os dias, eu acordo acreditando em várias coisas.

Que o dia vai ser bom.

Que eu vou ter força de vontade pra ir pra ginástica.

Que eu vou conseguir começar um regime.

Porém, a única coisa que me faz levantar da cama todos os dias é acreditar que hoje eu posso ser melhor que ontem. E pior que amanhã. Eu preciso acreditar que a gente pode mudar todos os dias, que a gente pode ser melhor.

Algumas coisas às vezes me torturam e me assombram.

Trago comigo meus fantasmas. Agi errado com algumas pessoas, falei e fiz coisas que não devia. Coisas que não tem como desfazer, palavras que não podem ser desditas. Ficam as lições. E as tentativas de que, nas próximas vezes, poderei agir diferente, com pessoas diferentes, sendo outra Laura, mantendo um tanto de mim, e acrescentando as coisas boas. Reconhecendo os erros e tentando ser melhor.
Por isso acho difícil falar das pessoas, principalmente pessoas que conheci há muito tempo. Não que eu não fale. Mas sempre me arrependo. Ninguém pode estar condenado a ser de um mesmo jeito pra sempre. Eu mudei tanto. Por que os outros não poderiam? Sou a favor das segundas chances, terceiras chances, quartas chances. Eu não desisto fácil. Nem de mim, nem dos outros. O que não significa que eu não desista nunca.

Eu quero ser melhor. Todos os dias.

Eu não SOU nada. Não SOU chata, nem legal, não SOU bonita, nem feia, não SOU inteligente, nem burra. O que eu sou depende de muitas coisas. Eu estou sendo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Viciada Anônima

Oi.

Boa tarde.
Sou Laura H, 26 anos, encalhada e desiludida.
Quem me conhece não imagina, mas sou uma viciada.


Antes que vocês se assustem, esclareço que não possuo nenhum vício ilícito. Todavia, alguns deviam ser proibidos, para meu próprio bem.

Sou viciada.

Viciada em vícios. Cada fase da minha vida tem um vício marcante e a atual não tem sido diferente.


Sou viciada em balanças. Há muitos anos, não posso ver uma que subo. Me destrói por dentro ver a louca calculando meu peso (muitas balanças custam a se decidir e mostrar um número final, enquanto eu aguardo ansiosa), e constatar que estou sempre mais gorducha. Porém, mesmo assim, eu vejo e subo. Aliás, perto da minha casa há duas drogarias, uma quase de frente pra outra. Subo na balança em uma, atravesso a rua, e subo na outra pra ter uma segunda opinião. Todos os dias. E se aparecer alguma no caminho, subo também. No meio do meu caminho sempre tem uma balança, tem uma balança no meio do caminho.

Sou viciada em chocolate. Não passo um dia sem. Atualmente, ando numa fase totalmente Laka, com algumas recaídas Diamante Negro. Sofrido. E ainda me faz sofrer mais quando vou alimentar o vício 1, das balanças.



Sou viciadas em bolsas. Tenho muitas, mas, na hora de sair, nunca acho que tenho a certa. Compro. Na verdade, sempre acho que estou precisando, mas meu pai já quer me convencer que ninguém no mundo precisa de 28 bolsas. Eu concordo com ressalvas: ninguém no mundo precisa de 28 bolsas, eu preciso de muito mais que isso.





Sou viciada em cartão de crédito. Adoro pontos acumulados. Faço unha e pago no cartão. Compro chicletes no cartão de crédito. Além de bolsas e chocolates, obviamente.



Sou viciada em revistas de ginástica. Acho que meu inconsciente estúpido entende que só de ler já vou emagrecer, o que, definitivamente não é o caso. Como a balança, inclusive, insiste em mostrar.



Sou viciada em seriados, ultimamente House. Viciada compulsiva: comprei as três temporadas disponíveis e já arrumei o download da quarta. E a quinta já está no ar. Alívio!

Sou viciada em MSN. Todos os dias chego no trabalho e ju-ro que não vou entrar. Quando vejo, já estou eu digitando a senha.




Sou viciada em blogs (sweetest e bem casadas encabeçando a lista). Entro várias vezes, só pra ver se tem post novo. Sou viciada em portais de notícia. Atualizo a cada 10 minutos. No máximo.


Sou viciada em emails. Toda hora quero ver se chegaram novidades.


Estou viciada em maquiagens. Nem sei usar, mas estou cheia de pozinhos mágicos em casa.



Sou viciada em começar coisas novas. Sou ótima de iniciativa e péssima de continuativa. Desisto muito rápido. Só persisto nos vícios.


Sou viciada em amigos, não passo um dia sem pelo menos 2 telefonemas ou bate-papos no msn.


Sou viciada em livros. Tenho uns 4 na cabeceira, a serem iniciados e já estou comprando mais (cartão de crédito, de novo) pela internet.


Sou viciada em comer acompanhada. Se tiver que almoçar sozinha, prefiro nem almoçar.

Pra completar, agora, coisa de um ano pra cá, viciei em casamentos - o tema, é claro. Não é que eu vá sair casando compulsivamente como a Elizabeth Taylor ou o Vinícius de Morais, por exemplo. Eu gosto de conversar sobre casamento, casamento dos outros, já que, pra mim, nada em vista. Sei tudo do assunto. Buffets, vestidos, cerimoniais, djs. Adoro quando alguém me chama pra ajudar com qualquer coisa. Até parafusar tamap de privada em casa de amiga recém-casada em já parafusei.


Adoro tudo que se relaciona ao assunto, tenho o maior carinho em ajudar, me divirto vendo as fotos, os filmes. Amo. Se pedir meu palpite então, flutuo.


E a noite do evento? É mágica pura, muita felicidade, uma "onda" incrível, como se eu estivesse realizando um pedacinho do meu sonho, porque, na verdade, estou. Um sonho de amor ão bacana e corajoso, que dá alegria só de ser testemunha, de saber um pedacinho daquele amor.


É um vício quase todo bom. O único porém é encarar, sozinha e solteira, a crise de abstinência.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais viciada do que eu?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

N-A-M-O-R-A-R ou T-E-R-M-I-N-A-R

Na vida já aprendi a conviver com alguns mistérios: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? Quem é o Mr. M do Fantástico? Quem matou Odette Roitman?




Entretanto, um ainda me tira o sono: por que os homens não gostam de nomear os relacionamentos? Aliás, formulando melhor o enigma, por que os homens não começam oficialmente um namoro e também nunca (ou quase nunca) tomam a iniciativa de terminar?


Você conhece um moço bacana em abril. Ele te liga, vocês saem. Uma, duas, três, quatro vezes. Ainda em abril, ele começa a te ligar, "só pra ouvir a sua voz", "só pra dar um oi", "só pra falar que viu um filme e lembrou de você"... Manda mensagens bonitinhas.


Em maio, vocês começam a sair toda-sexta-e-todo-sábado. Ele te chama pra ir ao cinema dois domingos seguidos. Ele te pega depois do trabalho/faculdade na quarta-feira e vocês vão lanchar.


Quarta de uma semana e na segunda-feira da semana seguinte.


Ai, junho chega. A cidade se cobre de propagandas do dia dos namorados. O bonitão se dá conta de que a data mágica se aproxima - e constata que a data pede uma definição da parte dele. Ai, vocês saem no dia 10 (suponhamos, um domingo), ele te liga dia 11 (segunda), desaparece dia 12 ("o"dia), não dá notícias dia 13 e ressurge das cinzas dia 14, na porta do trabalho/faculdade. Com a cara mais normal do mundo.

Para a alma masculina (bem, a existência da alma masculina ainda não é uma certeza, visto que aparentemente 75% dos homens parecem não ter alma, ou ter uma alma infantil, subdesenvolvida), parece que só pelo fato de vocês não saírem no dia dos namorados já é suficiente para significar que vocês não estão NA-MO-RAN-DO. Parece que eles não querem falar.

É isso. Os homens não querem falar. É como se falar fizesse a coisa existir. Mal sabem eles que falar, ou não, não faz a menor diferença. O que conta são as atitudes.

Os homens não querem falar que o namoro começou. Eles querem cristalizar o estado de não namoro, mas de pegação-sem-compromisso-mas-com-fidelidade-da-sua-parte, já que você, a essa altura, já está envolvida o suficiente para não querer correr o risco de investir em outro e perder o que já está quase oficial. E ai, essa situação perdura até que alguém, amigo dele, parente seu, enfim, alguém, faça a inevitável pergunta: essa é sua namorada? É assim que 75,2% dos namoros começam.
Aliás, sugiro que, se estiver demorando demais para isso acontecer, você peça a um amigo para fazer a pergunta, o quanto antes.

Porém, outra situação bastante enigmática, ao mesmo tempo igual e oposta à primeira, é de quando o namoro está capenga, péssimo, indubitavelmente falido e o moço finge que não é com ele, não toma nenhuma atitude. Você liga dez vezes, ele só retorna duas horas depois. Esquece o cinema que vocês tinham combinado e vai jogar futebol. Está muito cansado para ir te ver e, subitamente, se anima todo para um chopp com os amigos. É isso. O moço termina, conta pro "eu-interior"dele(já que não se sabe se eles têm alma), e "esquece"de te avisar. É aquela velha metáfora: o namoro morreu e esqueceu de cair.
Numa metáfora meio sem classe, é como se alguém (ele, claro, porque você jamais faria isso em público) desse um pum bem fedorento e ficasse com cara de paisagem. É lógico que os dois sentem o cheiro, é claro que você sabe que não foi você, mas ele não se manifesta. Inclusive, ele fica tão impassível que você, com o tempo, passa a questionar sua sanidade: gente, será que fui eu que soltei essa arma química? Por que você, ingênua, crê na boa-fé do rapaz e pensa, não, ele não faria algo assim e não me pediria nem desculpas...


O pior é que o término dele vai ficando mais evidente a cada dia, as coisas "de solteiro" que ele faz são cada vez mais absurdas, começa a ser visto em festas de 15 anos, eventos de axé, trocar mensagens estranhas pelo celular.

Até que um dia, você constata de que não tem mais namorado, no sentido funcional da palavra. Percebe que prefere sair sem ele do que com ele, percebe que o peso morto que não conversa com ninguém nas festas da sua família (nem com você) está muito pesado. E acaba sendo forte o suficiente para fazer o que ele não faz: tomar as rédeas do namoro e dar nome aos bois (tomara que antes de alguém vir te dar nomes de chifres).


Você ensaia, ensaia, sofre pra terminar e quando, finalmente, consegue, constata que ele já sabia, que ele já havia terminado.
Dá raiva, tristeza, decepção. Dá vontade de bater naquela plasta que te olha e não fala nada. Nem argumenta, nem tenta te convencer de que você está errada, porque, no fundo, quem está terminando é ele, só que através da sua boca, o que te deixa mais furiosa e repetitiva: foi ele quem tornou o namoro péssimo, foi ele quem esfriou, foi ele que blá, blá, blá. Enfim, seja lá o que for que ele tenha feito - ou não - você TEM que terminar.
Depois que ele sair, você vai catar seu orgulho no chão, humildemente, ligar pras amigas, ficar uns dias na fossa, e se preparar, porque se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim, quer dizer, chegou ao fim mais um namoro, mas esse fim é sua chance de dar chance a um novo começo, não é?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A outra mulher maracujá

Genteeee! É isso que dá não estar por dentro do mundo da TV no sábado a tarde! Uma bonitona encalhada que entra aqui no blog me avisou que a mulher maracujá existe, e foi até no Caldeirão do Huck! Ou seja, fiz um post todo poético e me vem uma outra desqualificando a fruta que eu tinha escolhido (achando que ela ainda estava a salvo)... doce ilusão...


Vou pesquisar outra fruta pra mim! Pelo tanto de mulheres-fruta que já tem por ai, estou cogitando adotar a lichia, a nectarina ou a nêspera.

A propósito, alguém já ouviu falar de alguma mulher nêspera?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pêlo sim? Pêlo não!







Se eu encontrasse um gênio da lâmpada e pudesse pedir três coisas, uma delas com certeza seria não ter pêlos nos lugares em que tenho que depilar. Isso seria o terceiro pedido, óbvio, porque casar e virar escritora seriam prioridades, nessa ordem necessariamente. Minha vida já é bem bacana, mas se eu fosse escritora, casada e eternamente depilada, imagino que seria bem mais feliz. Feliz eu não sei, mas despreocupada, com certeza.



Quem é a bonitona encalhada que, na pressa, não saiu de casa correndo e se esqueceu de conferir as axilas? Quem nunca marcou um encontro no clube (até com uma amiga) e só notou a situação crítica da virilha ao colocar o bíquini? Não sei sobre vocês, mas, às vezes, acho que a situação está tranquila, ponho uma saia ou um vestido e, ao sol, os pelos parecem ter escurecido e se multiplicado... Verdade seja dita: se de noite, todos os gatos são pardos, de dia, todos os pelos são pretos.





Já experimentei diversos métodos de extração pelífera: cera quente, cera fria, cera de roll-on, cera feita em casa, creme depilatório, aparelhinho (de tortura), lâmina e todos têm seus prós e seus contras, mas cada um deles merecia um texto próprio. Muitas dúvidas pairam em minha cabeça sobre o tema, mas, será que sou só eu que sente - sem exagero - o útero revirar quando a moça passa cera quente na minha virilha? E quando a depiladora, com aquele meio sorriso, puxa a cera inteira, de uma vezada só, e você pensa: querida, a perereca deverá permanecer onde estava, ok?






Cera fria parece uma sucessão de choques, vrap, vrup, vrap, vrup, no final, dói tanto que eu já fico anestesiada. Sem contar a vez que cai nas mãos de uma depiladora novata, e ela fez tanta bagunça, tanta meleca, quebrava a cera no meio, ficava puxando fio por fio, que eu não consegui deixá-la terminar o serviço. Pedi pra parar e sai do salão com a virilha feita de um lado e horrenda do outro. Melhor que desmaiar de dor.


Outro dia, assisti à entrevista de uma dermatologista, dizendo que era mito a história de que raspar engrossava os fios. Engraçado, porque os meus fios são bem míticos então - tenho cer-te-za que eles engrossam mesmo.






Entretanto, voltando a meu gênio da lâmpada, como os dois primeiros pedidos (ser escritora e o casório) não estão a meu alcance, fui em busca dos meus sonhos de me tornar um ser sempre pronto para um banho de piscina, quer dizer, no que diz respeito à depilação, já que as gorduras, como já falei, exigem a burca.





Atualmente, os anúncios de depilação a laser estão em toda parte, com todos os tipos de preços e nenhuma explicação precisa sobre a diferença entre eles. Eu, neurótica que sou, comecei a pesquisar.



Sou muito preocupada com coisas de corpo e saúde e acredito que, para qualquer tratamento, a chance de sucesso é sempre 50%. Sempre leio bulas de remédios, e garanto que são muito mais aterrorizantes que muitos filmes de terror por aí. Provavelmente é porque os laboratórios têm tanto medo de serem processados que listam toda e qualquer consequência adversa já relatada, mesmo que não tenha nada a ver com os remédios. Se você acreditar em tudo o que eles escrevem na bula, nunca mais toma nenhum medicamento. Falência renal, pancreatite, dor de cabeça (vem com o nome científico: cefaléia) é o mínimo. Se com remédios sou assim, imaginem para deixar alguém apontar um laser em minha direção...


O caso é que minha sogra também tem uma clínica de depilação a laser. Mas ninguém merece depilar a virilha com a sogra, né?



Nem adianta argumentar: "Mas você já vomitou na sogra (vide post), o que tem depilar a virilha?", que eu responderei : o vômito foi espontâneo e eu estava inconsciente. Agora não, estou escolhendo.


Então, fiz meus levantamentos e cheguei à conclusão de que, infelizmente, o preço alto, significa profissionalismo e segurança, por exemplo, a avaliação por médicos, acompanhamento adequado, equipe treinada. É claro que respeito quem opta por ir em outros lugares, mas, se alguma coisa desse errado, sinceramente quero poder estar com a consciência tranquila de que fiz tudo o que estava a meu alcance para que desse certo.



Inevitavelmente, fui parar na clínica da sogra, que achou um absurdo eu debandar pra concorrência. Preciso falar que o argumento dela foi bom: se fosse uma bolsa você pagava (verdade), se fosse um óculos você pagava (verdade), se fosse um vestido de festa custaria bem mais que a sessão (verdade) e sendo a sua pele, a sua beleza, você não paga? É. Engoli.


E lá fui eu fazer as axilas (vulgarmente conhecidas como suvacos, mas esse termo é tão feio que é quase pejorativo - aliás, bonitona encalhada que se preze não tem suvaco nem bigode, mas axilas e buço). Afinal, como disse, depilar virilha com a sogra não dá, é contra minha religião.



Tirei a blusa, passei a pomada anestésica e me vem uma mocinha com dois balões de gelo. Um para cada braço. Ponho os balõezinhos sob os braços e começo a gelar inteira. A sensação dos balões é horrível, como se suas axilas tivessem decidido conhecer a Sibéria e, aos poucos, isso fosse contaminando todo o corpo. Ainda bem que só durou 10 minutos.


Depois, eles te colocam uns óculos próprios e vc fica lá, ceguinha, sentindo uns choquinhos leves (bem mais tranquilos que os a depilação com cera fria, na minha opinião) e um cheiro de cabelo queimado. Sai de lá leve, e, o que é melhor, a sessão durou uns 15 minutos. O que demorou mais foi o ritual pomada + balões, mas mesmo assim, ótimo.


Fiz quatro sessões em cerca de quatro meses (as sessões foram mensais) e agora, sou uma mulher pêlos free na axila. Quer dizer, de vez em quando surge um ou outro desavisado na área, mas eu pinço e fica tudo bem por mais vários dias.


O único inconveniente é que, como eu não me preocupo mais com a axila, acabo negligenciando as outras partes e, quando assusto, a situação já está crítica. E eu tinha planos ambiciosos para expandir minha conquista, como aquelas pessoas que se empolgam com tatuagens e saem tatuando o corpo todo... Além disso, se eu conseguisse por minha conta fazer a depilação, liberava o terceiro pedido do gênio, e ia poder sonhar com ser rica, viajar o mundo, etc.. Porém, como já disse, as bolsas caíram... e lá vou eu comprar gillete (rosa, claro)!





PS: pra quem for de Belo Horizonte, fica a dica: Quanta Laser, no Life Center, cj. 905 - telefone: (31)3286-5544. A clínica é da sogra, mas ela é boazinha.