quarta-feira, 18 de março de 2009
Teoria da conta corrente
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Teoria da Culpa de Hollywood

Alguém pensou que em "O Melhor Amigo da Noiva", ela conheceu um cara, noivou, foi pra escócia, desnoivou e casou com outro... em duas horas?

Sem contar que, nos filmes, os moços são sempre muito lindos, quase metrossexualmente lindos, e mesmo os mais durões, galinhas, cafajestes e mrs. big se apaixonam. Além disso, inevitavelmente, num momento mágico (e sempre súbito) saem (e podem sair) correndo do trabalho, no meio do expediente, correndo na chuva para parar o táxi da amada rumo ao aeroporto e sair rodopiando para, breves flashes depois, estarem na frente do padre e dos amigos (lindos) num cenário (lindo) e viverem felizes para sempre.
Agora, o mais insuportável de tudo, a maior das culpas hollywoodianas, é que nossa vida não tem música de fundo (a menos que você esteja numa festa, óbvio, e ai você sempre corre o risco de a música ser inadequada). Sério. Alguém queria conhecer o homem da sua vida ao som da Dança do Quadrado?
Não, não. Na vida real não começa a tocar "She" quando você entra na festa (a menos que você seja uma debutante, caso em que você não pode ser considerada - ainda - uma bonitona encalhada e que, eu acho, você não vai escolher "She" pra tocar).
E você nunca vai subir (com dignidade para sobreviver a isso) no palco no meio da festa da empresa, usando o vestido maravilhoso e o colar mais maravilhoso ainda, pra cantar pro mais maravilhoso (do que o colar e o vestido juntos) Matthew (hum, o da foto abaixo, difícil escrever o sobrenome) uma música desafinada. Gente, até pra perder um homem precisa de 10 dias! Porém, no filme...duas horas!

Até um dos filmes que eu mais gostei recentemente, Vestida pra Casar, é assim. 27 vestidos? Imagina o tempo que essa moça (auto-identifiquei-me, confesso) não gastou pra ir em 27 casamentos (se bem que eu, em um ano, bati em doze já). Mas o filme chega nos três últimos casamentos (ao mesmo tempo, por sinal) e a tempo de a mocinha arrumar um marido, em duas horas, como não poderia deixar de ser.

E mesmo quem se julga imune a Hollywood, não tem como fugir: nas novelas da Globo, por mais que durem meses, tudo se resolve magicamente no último capítulo. Ou seja, é só esperar pelo último capítulo, com o conforto de saber que tudo vai acabar bem.
O que menos me irrita são as séries americanas, em que as coisas acontecem num ritmo levemente mais aproximado com o da vida real. Além disso, o último episódio das temporadas costuma ser aquele em que surgem mais problemas, e a gente tem que esperar aflitas uns bons meses. E quando, no meio da temporada, o canal decide reprisar um episódio velho? Dá ódio. Você liga a tevê, tensa pela expectativa e lá vem reprise!
Pelo menos, é didático: a gente aprende a lidar com frustrações. E a pensar que, na vida real quem é que já não se pegou assim? Esperando meses pra saber onde vai dar uma história. Se deparando com reprises. Ressuscitando personagens sumidos há várias temporadas. Sumindo com outros que definitivamente não dão certo.
Definitivamente, a vida não é um filme. Nem um seriado. É muito mais que isso, muito mais complexa e interessante. Ainda bem.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Teoria dos momentos não coincidentes
É um pouco complexa, mas garanto que é 100% verdadeira.
domingo, 9 de novembro de 2008
Mulher Maracujá


O mais interessante é que pepino, melão e melancia, são da mesma família de vegetais...enfim, não gosto dessa família.


Outra coisa, é que quase todo mundo gosta de maracujá. É uma fruta que, mesmo cheia de personalidade, consegue agradar a muitos. Sem perder seu charme.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Teoria dos problemas líquidos


segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Organização amorosa


É claro que você corre o risco de, aos poucos, ver seu celular transformado num mini-guia de baladas da cidade, tipo aquelas edições da Veja cidades, o que, pensando bem, é bom, porque significa que você circula, se diverte e está encalhada porque, enquanto não sai casamento, você pelo menos está curtindo bem seu encalhamento.
A técnica é praticamente imune a riscos. Identifiquei dois: o desagradável hábito de alguns espécimes masculinos que insistem em usar um "número privativo" e o caso de você, num momento de fúria, solidão, desapego, memória cheia do aparelho, ou todas as alternativas anteriores, ter desativado o número de um pratinho, que, do nada, resolve rodar de novo. Vamos combinar, tem pratinho que é de metal ou de plástico, como os pratos de criança. Além de serem da pior qualidade, insistem em não quebrar nunca.
Outra consideração relevante é nunca, jamais, em tempo algum, ceder à tentação de colocar, simplesmente: não atender 1, não atender 2, não atender 3, para aqueles que merecem ser deletados. Como disse, pratinhos estão sempre girando, o mundo dá muitas voltas e, recuperar o telefone certo no meio de tantos números é praticamente impossível. Além de constrangedor. Imagine a cena: você fala pro moço que perdeu o telefone dele, que a memória do celular apagou, sei lá, uma desculpa qualquer. Ele, o paquera que estava desativado, sugere te dar um toquinho. Você pega o aparelho e, bem na frente do paquerildo, surge um "não atender 26". Não dá.
Além disso, tratando-se de telefone celular, você sempre pode ignorar as chamadas, por a culpa na operadora, cantar a musiquinha da Oi: "quem ama bloqueia/ quem ama bloqueia". E, se quiser ser mais clara, sem precisar falar nada, é só dar um end. Nas chamadas e no relacionamento.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Ex-namoradolândia
Ou ele te amou demais (ou de menos), ou te procurou demais (ou de menos), ou te respeitou demais (ou de menos). E não é pra mais (nem pra menos) que aquele ser estranho, misterioso e desconhecido, saiu da sua vida num legítimo acordo de Taubaté firmado entre as partes (alguém entrou com a bunda - tomara que ele - e alguém entrou com o pé - tomara que você).

Pois bem.
A teoria utópica (mais uma teoria) é de que todo ex deveria ser automaticamente teletransportado para as geleiras afastadas do pólo sul ou, melhor que isso, mandado de foguete para o distante planeta conhecido como Ex-Namoradolândia, um lugar ermo e deserto habitado apenas por ex-namorados do sexo masculino, desprovido de qualquer docilidade - e de qualquer mulher.
Fico pensando que a ex-namoradolândia deveria ter uma emissora de tv que só transmitisse filmes de guerra e notícias de esportes (sempre com a simpática voz de Galvão Bueno e as insuportáveis mesas redondas eternas, de preferência) e, para alguns poucos, filmes cults, muito cults e livros igualmente cults que não deixassem um minuto de relaxamento na vida. Ah, e Bloomberg, claro.

De hora em hora, ecoariam por todo o planeta, trechos básicos usados por todo ex-namorado, naquele momento crucial em que decidem se tornar ex... Seriam ouvidos discursos como "eu não estou pronto para um relacionamento maduro agora", "se fosse para namorar era com você", "precisamos ter outras experiências para ter certeza de que é isso mesmo (no caso, nós mesmas) que nós (leia-se eles) queremos", "não vou ser o namorado que você merece" e blá, blá, blá...
Enfim, uma infinidade de papos furados que, não só não diminuem nossas tristezas ou reduzem nossas angústias e ansiedades, mas que também tem a poderosa função de nos manter "no balaio"... Você liga, na maior fossa, e ele te nunca te atende, ou, pior, fica mostrando pros amigos a tela do celular piscando seu nome, como se você fosse uma louca desesperada. Ai, entra no carro, saindo da balada, e te retorna as ligações, com voz de neném?
Amigas, sejam fortes: não atendam os telefonemas, saiam fora, de verdade.
Os amigos dele contam que ele te ama? Daquele jeito estranho de amar que inclui carnavais temporões, festas do peão de boiadeiro, calouradas, formaturas de 3º ano de mil e cinco colégios, de faculdade, e até bailes de debutantes, mesmo sendo ele mais de uma década mais velho que as aniversariantes? Não serve...
Claro, você tem uma amiga que já te falou isso tudo que eu estou escrevendo. Só que, o infeliz te liga sempre quando está bêbado, e vc interpreta isso como sendo a oportunidade que ele tem de esquecer o orgulho? Não se iluda, ele pode estar voltando de uma balada fracassada e estar te ligando para garantir o que ainda não conseguiu (uns amassos eficientes)...
Ele te liga chorando, diz se arrependeu amargamente de todas as bobagens que fez enquanto vocês estavam namorando e que te tiraram do sério a ponto de nunca mais querer ouvir o nome da figura? Emagreceu 20 quilos? Não dorme há três meses? Pois que coma bastante e tome soníferos, você não serve para engordar nem para adormecer ninguém!
Enigma que assola a humanidade: porque os homens pensariam nos caminhos da vida em meio a turbulência de intermináveis gandaias, se não conseguem pensar durante a tranquilidade e estabilidade de um namoro?
Infelizmente, sei que a maioria de nós identifica o problema quando acontece com as amigas, mas, quando chega a nossa vez... lá vem o auto-engano (comigo é diferente, eu "sinto" que ele está sofrendo"). Cuidado, seu sensor pode estar quebrado...
Ex-namorado só existe e a ex-namoradolândia só não existe porque todo mundo precisa de uma segunda chance e, se todos os ex fossem exilados, não encontraríamos mais nenhum homem maior de 18 anos na face da terra com quem pudessemos iniciar uma nova história. Por isso, deixe seu ex pra próxima, a fila tem mesmo que andar, pra ambas as partes. Se eventualmente, vocês se reencontrarem daqui a uns anos (anos, viu?), certamente serão duas pessoas completamente diferentes das que eram, e ai, dependendo, pode ser que venha a valer a pena.
Porém, mantenha seu radar ligado e faça sua própria ex-namoradolândia abranger um raio de pelo menos 10km do ar que vc respira. Sempre.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Estagiários
d) O estagiário costuma sair durante a semana, porque os amigos dele ainda estão nessa fase. E isso significa sair segunda, terça, quarta, sem discriminação de local bairro ou gênero musical... Ele vai curtir micaretas, sertanejos, raves, pagodes e forrós - sem dispensar o estádio de futebol com os amigos - com igual intensidade e é bom que você também tenha fôlego.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Sapos ou princípes?
Pra quem não é da minha geração, devo dizer que enigma tostines é um desses enigmas similares ao da galinha e do ovo. Sabe? Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? É que, antigamente (nem tão antigamente, há poucos ans quando eu ainda era criança), fizeram uma propaganda de biscoito que perguntava: Tostines vende mais porque está sempre fresquinho, ou está sempre fresquinho porque vende mais?
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Quem tem medo do Mr. Big?
Passado o casamento, mais recente, voltemos aos posts nossos de cada dia.A pergunta que não quer calar é: quem tem medo do Mr.Big?
Acho bastante improvável que alguém não conheça o Mr. Big original, o que assombra a Carrie de Sex and the City. Mas, mesmo que você não faça idéia de quem ele seja, posso resumi-lo: o Mr. Big é, definitivamente, o cara errado. Na verdade, o cara errado para ser feliz para sempre, mas o cara certo para ser muito feliz em alguns momentos.
O Mr. Big não é de ninguém e é de todas, mas está, geralmente, sozinho, pois é assim que prefere ser visto. Mesmo acompanhado, tem aquele ar autônomo, independente. E sério. Aliás, ser sério, de um jeito muito sexy, é outra característica marcante desse tipo de homem.
domingo, 21 de setembro de 2008
A teoria do encalhamento

Preciso dizer uma coisa a vocês.
Para mim, estar encalhada é um problema de estado. Estado civil, no caso.
Pronto, falei. E é isso mesmo.

sábado, 6 de setembro de 2008
A teoria dos pratinhos
Além da dose de maturidade, são necessárias algumas doses de bebida alcóolica destilada às vezes (principalmente em casamentos alheios), e outras doses de filosofia, porque toda bonitona encalhada que se preze tem conflitos existenciais suficientes para muitos anos de análise.
Questões de altíssima complexidade assaltam, a qualquer hora do dia (e da noite) a mente das bonitonas: Por que? Por que, meu Deus, o encalhamento bateu logo à minha porta? Onde foi que eu errei? Por que ele disse que ia me ligar e não me ligou? Será que sou tão feia assim? Será que estou gorda? Será que tenho mau hálito?
Enfim, nem uma junta psicológica que reunisse Freud, Jung e Arnaldo Jabor, conseguiria responder a tantas perguntas. Aliás, Freud deu umas pistas boas, mas a bonitona encalhada que vos fala fica bastante reflexiva às vezes, e com tempo de sobra, elaborou algumas teorias, que tornam sua vida mais fácil (e sua existência mais leve).
Foi assim que surgiu a teoria dos pratinhos.

A teoria dos pratinhos nasceu da experiência social coletiva de muitas mulheres (leia-se: eu e minhas amigas) e tem como objetivo explicar o comportamento masculino dos homens solteiros na balada (ou na farra).
Ao contrário das mulheres, cuja complexidade é notória, homens são seres simples, primitivos até, e seu comportamento pode ser descrito em poucas linhas, como farei a seguir.
Todo homem solteiro é um equilibrista de pratinhos em potencial.
Os pratinhos que os homens equilibram, infelizmente, somos nós (olha como a frase da Clarice é boa sempre!).
A dinâmica do equilíbrio de pratinhos é delicada, mas fácil de entender. São vários deles, cada um sobre uma vara (nada de metáforas sexuais, por favor), e o equilibrista deve mantê-los girando para que não caiam no chão e quebrem. Não se pode rodar com muita força, para que o prato não saia voando da vara, nem esquecê-lo, para que não caia.
Para o homem solteiro, cada mulher que ele pega torna-se, automaticamente, um pratinho. Muitos pratinhos significam muitas mulheres, e ele tem que manter todas girando, principalmente para se vangloriar com os amigos, enquanto não quiser escolher um pratinho principal.
Assim, após captar o pratinho (sair para a balada), o sujeito acha o ponto de equilíbrio, girando com força média (ligações telefônicas, mensagens e saidinhas bonitinhas - cinema, pizzaria, barzinhos - geralmente às segundas, terças, quartas e domingos).
A pratinho, ao ser chamada para sair a dois, geralmente se impressiona, fica feliz, e se mantém girando, em equilíbrio por pelo menos uns três quatro dias. É fácil para eles.
Se o sujeito gira demais o pratinho (vira um grude), o pratinho voa e nunca mais é visto (ninguém aguenta homem grudento).
Se o sujeito gira de menos (some por duas semanas consecutivas, sem explicações), o pratinho se quebra (e geralmente o coração da "pratinho" também).
Os dias preferenciais de captação de pratinho são quintas, sextas e sábados. Quando as festas maiores acontecem (eventos do tipo axé, sertanejo, raves, boates, enfim, esses de multidões).
O objetivo do pratinho é ser tirado da vara onde gira e ser transformado em prato principal (leia-se, namorada).
Não se pode falar que os giradores estejam de má-fé. Eles estão testando as possibilidades, fazendo a seleção que lhes convém, e a lei da oferta e da procura nunca foi justa.
Se, depois de escolher um prato principal, o namoro acaba, o prato vira aqueles enfeites de parede de antigamente, que nem podem ser considerados enfeite, são mais uma coisa afetiva, de memória mesmo. E o equilibrista retoma seu ofício.

É preciso acrescentar que, a par da simplicidade dos homens (quase todos iguais), os pratinhos são de vários tipos: de porcelana (só de encostar mais forte já quebra, de vidro (se cair, quebra), duralex (dependendo do jeito que cair, nem quebra) e os pratinhos de metal (também conhecidos como mulher de malandro, cai mil vezes, sabe a teoria, sabe que é só um pratinho, mas volta a rodar toda vez que o moço liga)...
Pronto, bem simples a teoria (homens não são seres, em geral, muito sofisticados). Mas comecem a aplicá-la e me contem se não é verdade...


