sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mary and Max - Dica 2 - Whatever will be, will be

Agora, se vocês acham Toy Story muito infantil, podem assistir direto Mary and Max, uma animação sueca sobre a qual eu nunca tinha nem ouvido falar (até ontem) e que, hoje, já me deixou fã tipo, ad eternum (ou pra sempre, se você preferir).

É um filme bem adulto, e o fato de ser uma animação (atenção, não é desenho animado, acho que é daqueles que os personagens/cenários são feitos de massinha) não interfere em nada. Não é uma história de amor, mas, dessa vez, de uma amizade por correspondência bem inusitada entre uma menininha de 8 anos da Austrália e um homem de 44 anos de Nova York. Linda, linda, linda. E não, não tem nada de pedofilia, como você pode maldosamente pensar, pela apresentação da história.

Os dois personagens principais (e os personagens secundários também) são extremamente humanos, leves, doces e densos. Mais uma vez, chorei baldes de lágrimas, mas sai com a alma mais leve.

A cena que vou colocar aqui é spoiler tb, mas me marcou muito, principalmente pela música (chama Que sera. sera) . Então, pra quem não quiser ver a cena,  mas ouvir só a música, o link é este aqui.


Pra quem quiser arriscar a cena (é bem triste, e bem forte, viu? Já disse que é um filme adulto):




Ah, e a tradução da letra, pra quem não gosta muito de inglês:

Que Sera Sera
(Tradução)

Quando eu era uma menininha
Eu perguntei a minha mãe o que eu serei
Eu serei bonita?
Eu serei rica?
E ela disse isso pra mim
Que será será
O que será, será
O futuro não é nosso pra ver
O que será será

Quando eu era uma criança na escola
Eu perguntei à minha professora o que eu deveria tentar
Eu deveria pintar desenhos?
Eu deveria cantar músicas?
Essa foi a sua sensata resposta:
Que será será
O que será, será
O futuro não é nosso pra ver
O que será será
Quando eu cresci e me apaixonei
Perguntei ao meu amor, o que virá depois.
Haverá arco-íris, dia-após–dia?
E o meu amor me disse:

Que será será
O que será, será
O futuro não é nosso pra ver
O que será será
O que será, será
O que será será?

Toy Story 3 - Dica do Fim de Semana

Bonitonas,

não sei sobre vocês, mas eu amo animações. Principalmente as animações modernas, feitas muito mais para adultos que para crianças. Então, esses dias, assisti a duas delas - SENSACIONAIS, ambas - e recomendo a todas vocês que façam o mesmo.

A primeira foi Toy Story 3 que é muito lindo. Eu não sei se todos os brinquedos que protagonizam o filme ainda existem, mas reconheci-os, todos, da minha infância, chorei litros e me diverti horrores. Chorar litros não é vantagem - choro até em comercial de margarina, mas o filme vale cada minuto. O encontro da Barbie com o Ken, do jeito que eu sonhei na minha infância... imapagável.

Pra não atrapalhar a diversão de vocês, não vou ficar contando demais, mas vou colocar uma cena ótima aqui, quem quiser ver, veja, quem não quiser, não veja, e ficam todas felizes!


PS: Pra mim, o Ken é um dos pontos altos do filme. E ele falando: eu tenho casa, carro, boate...Atire a primeira Suzy quem nunca passou horas brincando na casa da Barbie (ou sonhando em ter uma!).
A segunda animação é Mary and Max, mas vou falar sobre ela em post próprio.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Isso sim é que é primeira dança!




Antes que vocês comentem...

1) Sim, eu estava lá!
2) Foi a noiva mais linda EVEEEEEER! Minha prima querida!
3) Isso ai é a CARA do casal.
4) Sim, eles tiveram uma primeira dança tradicional e romântica, no começo da festa. Mas esta ai é que vai ser inesquecível pra mim!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Virunduns ou Cantando Errado

Eu não sei há quanto tempo descobri que a expressão "virunduns". Pra quem não conhece, um virundum é um trecho e uma música que você canta errado. Dizem que a expressão virundum foi inventada pelo Paulo Francis, inspirada no Hino Nacional, que, segundo ele, as pessoas cantavam "O virundum piranga as margens pláaaaaaaaaaaaaacidas...". Verdade ou não, se você jogar "virundum" no google, vai se impressionar (e se divertir) com a quantidade imensa de versões que as pessoas criam para as músicas.

Muitas vezes, as letras oficiais não ajudam e há outros casos em que, para que a letra "caiba" na melodia, o cantor tem que pronunciar meio rápido (e, consequentemente, meio embolado)... É o que acontece na música do Claudio Zoli, que foi (re)gravada pelo Ed Mota, Noite do Prazer. Atire a primeira baqueta quem nunca cantou "na madrugada a vitrola rolando, um blues...trocando de biquini sem parar", em vez da letra correta: tocando BB KING sem parar!

Outro hit Virundunstítico é a clássica "Palpite" de Adriana Calcanhoto. Afinal, muita, mas muita gente já cantou: ALPIIIIIISTE, né não? Ainda da Adriana Calcanhoto, tem os versos: eu perco as chaves de casa, eu perco o freio, estou em milhares de cacos, eu estou ao meio", que uma amiga minha cantava ëstou em milhares de quartos, eu estou alheio"... 

Pelo que andei pesquisando, Djavã é o REI das composições virundundeadas. Também, com uma letra que fala:

"Açaí
Guardiã
Zum de besouro
Um imã
Branca é a tez da manhã"

Era mais que compreensível que as pessoas criassem suas versões tal como:

Ao sair do avião
Rum de tesouro
Uma irmã
Grande é a fez da manhã


Além dessa, outra campeã de virunduns djavanisticos é a "mais facil aprender japonês em braile, do que você decidir"... Li o depoimento de uma menina que cantava "mais fácil apedrejar ponêis em Bali"...E eu, sinceramente, não sei o que é mais difícil, se é apedrejar ponêis em Bali, ou aprender japonês em braile OU cantar a música do Djavã...

Bem, pessoalmente, eu tenho muitos virunduns, principalmente em inglês, e alguns do Skank, porque, afinal, o vestidinho preto da Garota Nacional, pra mim, era indepretuvível, seja lá o que isso pudesse significar...  Outra que eu sempre cantei errado (até ver a letra no encarte do CD, era a música Ivy Brussel, do Jorge Ben Jor - quando ele gravou o Acústico MTV, alguém se lembra?). Então, confesso que, em vez de "eu quero Ivy Bru-Brussel, Bru-brussel"... (que eu nem desconfiava quem era!), eu cantava "eu quero ir vivo pro céu, pru-pru céu, pru-pru céu...) Vai entender o cara não queria morrer, queria ir vivo pro céu, né? 

Mas, imabtível no meu repertório pessoal, é o Astronauta de Mármore, do Nenhum de Nós. Sério, gente! Quem é que cantou tudo certinho??? Afinal, sempre estar láaaaaa, viver, voltar, me parecia muito mais correto que "estar lá, e ver ele voltar!" e  "o TOURO teme a noite, como a noite vai temer o TOURO". Agora, só entre nós, o que é isso de NARIZ AZUL, hein? Me ajudem?




Tem até um site, muito engraçado, sobre os virunduns da vida (http://www.interney.net/blogs/virunduns/). Juro, gente, passei mal de rir com a menina que, em vez de cantar "O amor que tu me tinhas" (na Ciranda Cirandinha), cantava "o amor de Tumidinhas" e tinha CER-TE-ZA que Tumidinhas era um nome próprio. 

E vocês, algum virundum do passado? Algum caso interessante?

Ah, sobre a enquete capilar da semana passada, a única conclusão que cheguei é que "cada cabeça uma sentença", né? Fiquei muito convencida (e agradecida a todas) pelos comentários tão carinhosos, mas ainda não decidi o que fazer. Assim que eu fizer alguma coisa, conto aqui!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dica de Bonitona! - Mix'n Match

Bonitonas!

Essa semana começa aqui no blog com mais uma diquinha pra vocês que estão no Brasil! Chegou uma marca nova de camisetas LINDAS, e notícia boa a gente tem que espalhar, né?

Então, com vocês, a Mix'n Match, das bonitonas mineiras Laila Porto e Ana Elisa Saldanha.

As camisetas estampam mensagens irreverentes, personalidades e celebridades do mundo da moda e da música. Nesta coleção, aparecem os ícones Kate Moss, Sienna Miller (dizem por aqui - UK - que as duas são "meio de mal", mas não tem problema nenhum: se vc é Team Kate compra a camiseta dela, se é Team Sienna, compra a dela, se não tem "time", compra as duas! rsrsrsrsrsrsrsrs).





Além das duas, tem Marc Jacobs, ídolos da música que vão de Roberto Carlos a AC/DC, e temas polêmicos como a magreza excessiva das modelos (achei muito divertidas essas!) e o uso de peles de animais na alta costura.



As t-shirts Mix’n Match estão disponíveis em reconhecidas multimarcas da capital mineira: Atroz (que eu amo! http://www.blogdaatroz.blogspot.com/), Goodmood, Julieta e (espaço) Deluxe, no bairro de Lourdes, e Harmonie, no bairro Belvedere. Mas se você é de outra cidade e quer comprar, ou levar as camisetas pra sua loja, é só entrar em contato com as meninas.
Uma coisa muito bacana é que as donas da marca vigiam TUDO de pertinho, já que a qualidade das malhas é indispensável, né? Enfim, uma peça básica que faz muita diferença num look. Acho que vale a pena conhecer!

Ah, e para os bonitões, a Mix'n Match tem uma linha de camisetas masculinas (mas essas só sob encomenda).




Pra saber mais, é só mandar email: comercial@mixnmatch.com.br

Beijos!


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada

Neste fim de semana decidi fazer uma faxina no computador. Na verdade, foi menos uma decisão e mais uma necessidade: meu computador lotou. Eu nunca imaginei que isso fosse sequer possível, mas, com essa fase de mudança, de morar fora, muitas fotos na melhor resolução e um computador já velhinho... deu nisso.

Fato é que revendo as fotos, me descobri com muitos cabelos diferentes. Na verdade muitos cabelos, pouco diferentes entre si. Deu pra entender? Não, né? É que eu mudei muitas vezes, mas um pouquinho de cada vez... Muito mais do que eu mesma lembrava! Admito que as mudanças não são revolucionárias (depois que, aos 14 anos, me submeti à tesoura e à tintura de um cabeleleiro ousado, nunca mais radicalizei!), mas são perceptíveis. Conclui que gosto muito de umas fases, menos de outras, e não sei se estou mas queria pedir o pitaco de vocês: vocês podem, por favor, escrever nos comentários como é que vocês gostam mais?? Estou pensando em mudar de novo!

Fase 1 - Junho de 2007 - Cabelooooooooon meio sem corte e cor de burro fugido


Fase 2 - Novembro de 2007 - Cansei do tamanho e passei a tesoura!


Fase 3 - Agosto de 2008 - Arrependimento da tesourada (sempre acontece comigo) e começa a deixar crescer de novo!




 


Fase 4  - Escureci os cabelos (voltei à cor natural) pra casar e morar fora, sem ter que retocar!



Fase 5 - Depois do casório, não aguentei. Fiz umas luzinhas repiquei e cortei essa franja ai! E engordei 1.000 quilos tb, como vocês devem perceber.




Fase 6 - Cheguei na Escócia, perdi a franjinha... e comecei a achar meu cabelo MUITO escuro!


Fase 7 - Não dei conta e me rendi às luzes por aqui. Como o povo é muito loiro, acabei ficando muito loira, sem perceber! A foto ai embaixo foi na Copa. Óbvio, né?





E, por último, foto atual, tirada sexta passada (já cortei de novo e fiz mais umas luzes escuras e outras mais claras)! A cara tá meio estranha (e Henrique, no canto, tentando me morder, rsrsrsrsrsrsrsr)...


E ai, meninas, o que vocês acham?


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O golpe do encontro duplo

Faz muito tempo que não falo nada do tema encalhamento neste blog. Porém, dia desses, conversando com uma amiga, ouvi um caso que me senti na obrigação de divulgar. Quase um serviço de utilidade pública para bonitonas. Chama-se "O golpe do encontro duplo".Você cairia?

Vou te testar:

Pergunta: A bonitona (pode ser você) fica com um moço, uma, duas, três, vezes. Lá pela quarta vez, ele convida pra sair com "um casal de amigos dele". A bonitona pensa: "uou, sair com um casal de amigos significa que...

a) Nós somos um casal!!!
b) Ele está me apresentando pros amigos mais sérios, ou seja, nossa relação pode evoluir.
c) Ele está me levando para ser avaliada pelos amigos em que mais confia, pra ver se sou aprovada. Próximo passo é o batizado do sobrinho!
d) Nenhuma das alternativas anteriores.

Infelizmente, queridas bonitonas, a alternativa correta é "d". Os golpistas do encontro dulpo desdenvolveram uma técnica super avançada que consiste em: os dois amigos estão COMEÇANDO a ficar com duas bonitonas (cada um com  sua, claro). E  que eles fazem? Cada um fala para a sua bonitona que eles vão sair com um casal de amigos, deixando as duas bonitonas igualmente esperançosas.

Os golpistas, ardilosos e calculistas, decoram o nome e profissão da ficante do amigo. Esta tática, cruel, tem vários efeitos até hoje identificados, quais sejam: (i) dá a impressão, para a ficante dele, que a bonitona do outro já é conhecida dele há mais tempo; (ii) dá a impressão, para a ficante do amigo, que o bonitão dela falou MUITO dela com os amigos, e que, por isso, el está quase engatando um namoro.

Durante o encontro, como as bonitonas não se conhecem, elas não vão ficar perguntando sobre o namoro do outro casal (namoro, porque nenhuma delas suspeita que a outra menina da mesa não namore há, no mínimo, 2 anos), né?

Com isso, os golpistas, macomunados, ficam na zona máxima de conforto. Provavelmente, como ambas querem "agradar a namorada do amigo, pra mostrar pro ficante como ela é capaz de se integrar na turma dele" serão as duas super simpáticas uma com a outra, mas, principalmente, com os moços, concordando que a Fórmula 1 é muito mais interessante quea Copa do Mundo de Futebol e que a adpatação para o cinema das histórias em quadrinho é o que de melhor está sendo produzido por Hollywood atualmente.

Depois desse encontro, as chances de uma bonitona ceder mais que deveria para um reles golpista são grandes, já que ela estará cheia de esperanças e, possivelmente, cheia de álcool no sangue também.

Eu já cai nesse golpe. O pior: só descobri que tinha sido uma vítima ANOS depois, quando encontrei com a outra vítima numa loja e, depois de nos cumprimentarmos, perguntei:

- E o MR. X, vocês ainda estão namorando?

E ouvi:

- A gente nunca namorou, era a terceira vez que a gente saia... e você e o Mr. M ainda juntos?

Fiquei com tanta vergonha que nem expliquei tudo, só falei que não, não tinha dado certo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Miopia voluntária

Recebi hoje um email da minha avó e, em um dos trechos, ela dizia assim:

"...Vc é uma pievilegiada pois, de acordo com a sua ótica, a sua família só tem qualidades e nenhum defeito: pai, mãe, avós, irmã, sogra etc. Ainda bem! Beijos! Vou ver o Jornal na minha nova TV. Uma belezura! Abraços para Rico. Vó aliviada"

Como eu já tinha contado no post que fiz pra ela, minha avó é uma peça, sempre bem humorada, sempre moderninha e antenada com as novidades e ela manda estes emails que me fazem rir. Hoje, confesso, achei interessante a ótica dela.

Já contei por aqui que sou míope. No úlimo exame tinha 1,5 graus e, desconfio seriamente, que isto está aumentando. Não uso óculos. Morro de preguiça e nunca achei um modelo que me ficasse bem. Me acho muito feia de óculos, então não uso. Além disso, não consigo encostar no meu olho, e nem cogito usar lentes de contato. Por isso, se você um dia me encontrar e eu não te vir, não é fingimento, é cegueira mesmo. Chegue mais perto ou grite meu nome que eu irei em sua direção.

Logo, sendo míope e não usando óculos, não vejo as coisas direito.

Na minha ótica, ninguém é perfeito, todo mundo é meio embaçadinho mesmo e eu sempre mencionei isso nos textos. Meu avô, o das jabuticabas congeladas, é rabugento. Meu pai é crítico, seco e bravo. Minha mãe se desdobra pelos outros, que muitas vezes não fazem nada por ela. Minha avó, como ela mesma confessa, é de veneta, e só faz as coisas quando quer. Passada a fase em que ela fazia empadinhas todos os dias, não adianta pedir, implorar, chorar e fazer beicinho, só sai empadinha se ela estiver com vontade de fazer empadinhas.

Eu falei tudo isso antes, e só estou repetindo agora. Apesar dos defeitos, são pessoas que eu amo muito. O que eu sempre tento escrever é isso: apesar dos defeitos - que todo mundo tem - as pessoas a meu redor tem suas qualidades e eu decidi que nelas estaria o foco. 

Minha escolha, depois de adulta, foi lembrar sempre das qualidades. Não dá pra apagar os defeitos, mas dá pra manter as qualidades em mente, como se fosse um mantra mesmo. Então, toda vez que alguma coisa me aborrece, eu penso: meu pai foi tão grosso, MAS ele deixou o café da manhã todo preparado pra mim, então, às vezes, ele nem notou que foi grosso. Eu espremo meus olhos pra ver as qualidades, ainda que os defeitos estejam mais perto.

Outra coisa que descobri é que as pessoas têm mania de se magoar muito fácil. Eu fui assim por muito tempo, muito mesmo. A amiga ligou primeiro pra outra amiga pra contar que estava namorando? Eu ficava brava, magoada. Pior, a amiga foi tomar sorvete com outra e não me chamou: aquele drama. E não adiantava justificar: Laura, a gente sabia que você estava no estágio! Eu respondia: e se eu não tivesse ido neste dia? Hein, hein? A tia trouxe um creme de baunilha pra minha irmã e um de pêra pra mim, eu achava falta de consideração, porque todas as pessoas do mundo preferem o de baunilha.

Até o dia que eu me achei muito chata e fiquei com a sensação de que eu estava deixando as pessoas a minha volta com medo de mim. Como se elas, em vez de perceberem o quanto eu gostava delas, estivessem começando a perceber só o quanto eu era exigente. Pra ser minha amiga tem que preencher uma série de requisitos... e não é assim. Percebi que eu tinha que deixar claro pras pessoas o quanto eu gosto e preciso delas, independentemente das coisas que, vez ou outra, me deixem meio bravinha. Hoje em dia, eu sinalizo minhas rabugices, mas tento fazer com mais leveza e doçura.

Sem contar que já fui vítima das minhas próprias mágoas, perdendo amigos e, sendo cobrada na mesma medida com que costumava cobrar: uai, quando eu chamei a fulana e não te chamei você briga comigo e, agora, você chama a fulana e não me chama e quer que eu não brigue com você?

Descobri que algumas coisas a gente não muda nunca. Não adianta, meu pai nunca vai escrever uma poesia no meu aniversário, minha mãe nunca vai conseguir desligar um telefonema mais depressa se a pessoa do outro lado está desfiando um rosário de tristezas e desabafos (quando precisamos sair pra não nos atrasarmos para meu aniversário), meu avô não vai responder que está tudo bem, se vc perguntar: e ai, vô, tudo bem?. E minha vó não vai fazer as benditas empadinhas, acho que nunca mais.

Só que, com esses defeitinhos todos, eu consigo conviver, e, no contexto das qualidades, eu acho que eles desaparecem. Como sumiram no contexto dos textos. Eu falei que meu vô é a pessoa mais rabugenta que conheço e, tudo o que me falam do texto é: eu quero alguém que congele as jabuticabas pra mim!!!!!

É claro os defeitos irritam às vezes (às vezes irritam muito), mas, se você já sabe que a pessoa é daquele jeito, você supera a irritação e começa a achar graça.

Essa é a escolha  que eu fiz: ser totalmente míope, por dentro e por fora. E ser feliz, é claro.

domingo, 8 de agosto de 2010

Novidade!

Esqueci de contar que, agora, todo dia 7, é meu dia no Blog das 30 Pessoas! Conheçam o projeto, é BEM legal! http://www.blogdas30pessoas.blogspot.com/

Ah, e pra quem não lembra, estou todo mês na Revista Arte Noivas também, viu? http://www.revistaartenoivas.com.br/

Beijos!

As músicas do Volare!

Bonitonas!

As músicas da viagem que falei no post "Volare" estão no blog do namorado apaixonado! Entrem lá: http://www.sigajobs.blogspot.com/
Ah, e já estou sabendo que ele faz listinhas para correr e pedalar também: já vou dar um jeito de baixar. http://www.blogdojotabe.blogspot.com/

Beijos!

Laura

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Preto no branco

Domingo é dia dos pais no Brasil. Não é aqui, não sei por que, já que nunca entendi como é feita a definição desses dias comemorativos, mas, enfim, não quero mudar o tema do post. Então, decidi que meu dia dos pais é hoje.

Meu pai é o melhor pai do mundo. Sim, conheço alguns tão bons quanto, mas, melhor, impossível.

Quem vê de fora, não acredita. Ele costuma ser meio ríspido às vezes. Não é muito falante com estranhos, nem em ambientes hostis (novos). Pra completar, o bigode não ajuda, deixa a cara sempre meio brava. Ele é objetivo, não sabe fazer rodeios, amenizar as coisas. Você conhece a expressão "falar com jeitinho"? Meu pai não conhece. Mesmo. Ele é franco. Super sincero. Afinal, quem mais no mundo me diria que as gorduchinhas estavam todas casando e a bonitona lá de casa encalhada?

Mas meu pai é assim: simplesmente o melhor do mundo. E ele me ama muito.

É engraçado eu dizer isso agora, porque demorei alguns anos pra acreditar, porque, por algum tempo, em algumas situações, eu achava que ele não me amava tanto. Eu acho que queria que ele ficasse falando, repetindo, sei lá. Eu não entendia que ele era o único pai que buscava as filhas todos os dias no colégio. Eu não percebia que ele ensinava musiquinhas (a da minhoca era um hit absoluto!). Eu não imaginava que só o meu pai, e o de mais ninguém desembaraçava o cabelo da filha, todos os dias. Minhas amigas achavam meu pai tão legal, a ponto de uma decidir, aos 6 anos: mãe, eu vou embora de casa, porque agora quero ser filha do pai da Laura!. Ele tem um jeito de rir da gente e de tudo, que eu demorei a entender que não era deboche, era encanto.

Ele me cobrava notas, mas não fazia das boas notas uma grande coisa. É a sua obrigação, ele dizia.

E, desse jeito, ele me ensinou a fazer bem feito, sem esperar nada em troca, por obrigação. Me ensinou a querer ser a melhor, tentar ser boa em tudo o que eu participasse. Ele podia não por muita fé nos meus "talentos", mas pagou a escolinha de teatro por 2 anos. Só não gostava que eu desistisse tanto das coisas: você não persiste, Laura. Muda a rota antes de chegar no destino!

É, pai, eu sei, faço isso até hoje, mas vou melhorar. Eu tento...

Eu lembro do meu pai assistindo Topo Gigio comigo. Lembro dele falando "pra caminha", lembro da gente comendo coxinha de catupiry e jogando Alex Kid, Super Mario e Jogos de Verão no video game, isso quando ainda nem era um crime inafiançavel deixar uma criança de 10 anos comer coxinhas de catupiry todos os dias. Eu lembro do meu pai me dando o dinheiro do pão quente no Minas. Eu lembro das figurinhas da "Turma da Mônica no Amazonas" e, em 2008, das figurinhas "Amar é", que ele, apesar do bico, comprava. Lembro dele rindo: "o moço da banca me perguntou quantos anos tem minha menina!!"(eu já tinha 26). Eu lembro do meu pai comprando pastel e guaraná Taí pra gente na praia. Lembro do meu pai levando 5 crianças (minha irmã e meus primos-irmãos) pra praia, só ele "de adulto". Lembro dele assoviando, onde quer que ele estivesse, sabendo que eu ia saber que era ele - principalmente na porta das festinhas, quando celular nem existia. Lembro das gincanas mais legais do universo, que ele organizava todo verão. Lembro dele me buscando na PUC, às 10 da noite, e me levando na Federal, às 7 da manhã. Lembro dele deixando o "mil pulos" do lado do meu travesseiro. E me buscando e me levando pra todos os lugares, às vezes de cara feia, resmungando, mas sem nunca negar uma caroninha. Meu pai sempre trabalhou 3 horários. Ainda assim, sempre foi o pai mais presente que eu conheço. 

Se for pra definir o meu pai, em poucas palavras, eu diria que ele é preto no branco. Não tem meio termo não. Ou é ou não é, ou está certo, ou está errado. Ele é simples e direto. Sem conversa fiada, sem enrolação nenhuma. Em suas definições, tão objetivas, desde sempre, meu pai me ensinou que companheiro é companheiro. Pra todas as horas. É o que ele fala sempre, incansavelmente, o que grudou nas nossas orelhas. Tem que ser amiga de verdade, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, nas horas boas e nas ruins.
Meu pai é o meu grande companheiro. Com ele, é preto no branco, até no coração.

Atleticano, claro.

Daddy, te amo. Todos os dias.



video

Volaaaaaaaaaaaaaaaaare

Recebi um dia desses um cd, que o namorado de uma amiga gravou, pra eles fazerem uma viagem mega linda e romântica pela Europa. O namorado (de sonho!) gravou mais de 300 músicas, em diferentes pastinhas: uma pra ouvirem no avião, outra pra ouvirem no carro, outras pra ouvirem no hotel, outras quando estivessem em Paris, outra só para a Espanha.


Obviamente, fiquei louca pela tal coletânea, e tanto fiz que ganhei minha cópia.

Assim que o cd chegou, imediatamente copiei as músicas todas no meu IPOD (fiel escudeiro de minhas longas caminhadas, passeios de ônibus e ginástica por aqui) e fui ouvindo. Não sei bem porque, o IPOD desconfigurou as listas, tais como elas estavam originalmente, e, por mais que a ordem tenha ficado um samba do crioulo doido, deixei tocando, todas pela ordem alfabética de intérpretes - como quis meu voluntarioso aparelhinho, e fui me surpreendendo com "a próxima", tentando adivinhar onde eles estavam com aquela música específica.

O mais gostoso de tudo foi que váaaaaaaaarias das músicas me fizeram sorrir. Sorrir grande, sorrir largo, não só pela lindeza do que eles viviam, mas também porque só seres muito apaixonados permitem que algumas das canções que estavam lá entrem no nosso dia a dia (e se permitem incluir essas músicas numa lista, ainda mais uma lista pra pessoa que a gente ama) sem se podar. Sabe umas músicas que todo mundo AMA, mas ninguém confessa? Então, essas.

Bem, eu sou meio (ou muito, sei lá) breguinha, me considero mesmo. Mas sou de uma breguice musical TÃO feliz, que dá gosto de ver. E quando vi que algum HOMEM, romântico, tinha essa mesma breguice sensível, fiquei muito encantada, muito cheia de esperanças no amor. E vim dividir com vocês essa mensagem.

Quero deixar claro que a lista é toda boa. Tem músicas lindas de morrer, aquelas que a gente queria muito que alguém chutasse a porta e entrasse cantando pra gente, sabe? Tem também aquelas que a gente quer olhar nos olhos do outro e cantar pra ele. Mas as que selecionei pra vocês são as músicas que eu classificaria como "de bem com a vida". Pra rir e cantar e dançar junto no meio de uma praça em Madri, sem nem ligar se tem alguém olhando, sabe? Exatamente assim.


Por isso, vez por outra, vou postar as musiquinhas que me fazem sorrir no primeiro acorde, não porque eu me derreta, mas porque me alegram, me divertem. E diversão no dia a dia, é essencial, né?



Ah, um detalhe que não faz diferença nenhuma no recheio, mas que talvez surpreenda as incautas bonitonas: minha amiga tem 50 anos. Viveu muitas coisas, foi casada - e feliz, certamente - (por mais de 20), separou, e, agora, nesses encontros de que a vida é feita, encontrou-se com esse moço (um moço que também já as experiências e vivências dele). Juntos eles encontraram uma alegria intensa e um brilho no olhar que, olha, é raro, viu?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Estatísticas

Bonitonas,

recebi estas estatísticas por email. Acho que é a pesquisa mais precisa que recebi nos últimos anos. Alguém discorda?





O Encontro Marcado

O dia tá lindo lá fora. Quando der, dê uma olhadinha pela janela. Eu vou estar olhando também. Aí a gente se encontra na beleza de tudo o que a gente vê.

(esses são os versos, que minha amiga roubou da Cris Guerra, do parafrancisco.blosgpot.com, e que eu roubei pra por aqui)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amor, Amizade, Atlântico

Verdade em tudo o que vc disse. E, no meio disso tudo, o que mais me surpreende é como as coisas se encaixam. Como os planos que a gente faz acabam fazendo mais sentido, mesmo que, num primeiro momento, a gente nem pudesse supor. Que Porto Seguro viesse a ser, tão literalmente, um porto seguro agora. Porque até o dia de viajar, muitas águas vão rolar, alguma calmaria, alguma tempestade, a gente nem tem como prever. Mas o que é fato e é certo é que seu porto, seguro, está reservado e garantido. Em espanhol, nos tempos (poucos) que estive em Mallorca, reparei que eles falam "seguro", no mesmo sentido que usamos para "com certeza". Então, te asseguro que esse navio vai partir e vai ter onde ancorar pra reabastecer, de tempo, de sal, de sol, de céu, de energia, de música, de foto, de pé no chão. E, no fim das contas, navegar é preciso, voar é preciso, viver não é preciso. Nem seguro. Tenho tido uns dias aqui, depois que voltei da última vez, que vou pra beira da praia. Correr, andar, ver o movimento. As vezes, paro e ponho o pé no mar, só pra sentir que meus pés estão no Atlantico, o mesmo Atlântico que chega ai. Pode ter certeza então, que no dia da sua praia, farei isso. E, ainda que meu Atlântico esteja mais gelado que o seu, é o mesmo Atlântico. Como nos versos que eu não lembro de cor, mas que um dia, por email, vc mandou pra alguém, olhando pro céu, a gente se encontra. Te amo muito, muito, muito...


(este email eu mandei hoje pra uma amiga que eu amo muito. Depois reli assim, isoladamente e fora de contexto, e achei que podia dividir com vocês)