quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lavando a roupa suja - parte 2

Continuando...

Antes de mais nada, leiam a parte 1.

Então, continuemos...

Na verdade, o que aconteceu foi o seguinte: eu tinha uma diarista que ia uma vez por semana. Então, na minha lógica era assim: eu lavava as roupas na véspera, ela passava no dia da faxina... No momento em que as roupas ainda estava chovendo sobre mim, eu já pensei que aquilo tinha sido um erro e que, na semana seguinte, eu iria pedir que ela lavasse, pra que eu pudesse passar (o que, novamente, se provou ser de uma burrice sem precedentes, que será devidamente explicada num capítulo próprio)...

Depois que as roupas secaram, elas estavam duras. A calça jeans podia ficar em pé do meu lado, como se fosse metade de um espantalho... e é claro que a gênia da lavanderia que vos escreve não tinha pensado que precisava de amaciante pras roupas!

Tudo duro, duro, duro e eu pensando que aquilo não era normal, mas, de qualquer forma, nutrindo esperanças de que na hora de passar as roupas amaciassem, naturalmente. 

Desesperada, sai pela noite já escuro (sério, devia ser umas 9 da noite já) a procura de um amaciante pra chamar de meu. Descobri, encantada um produto chamado "Comfort Tanquinho" (atenção, este post não é patrocinado, mas se o povo da Comfort animar, tamos ai pra isso, porque o produto é bom mesmo, rsrsrsrsrsrsrs)...

É assim: depois de salvar as roupas das profundezas do tanquinho (ah, da segunda vez que fui lavar, constatei que era mais inteligente  prático, esvaziar o tanquinho e DEPOIS tirar as roupas lá de dentro, em vez de praticamente mergulhar no sabão e na água pra tentar, às cegas, achar suas peças perdidas...) Mas, voltando de novo (gente, hoje estou cheia de digressões), você passa as roupas numa solução de água + comfort tanquinho, torce (delicadamente) e põe pra secar. O sensacional da história é que o produto amacia E retira o excesso do sabão (já que, repetindo, o tanquinho não enxagua) então é um avanço enorme pra quem está aprendendo tudo! Pula uma etapa! Yay! Comemorei demais, né?

Então, depois de lavar roupas umas três semanas consecutivas, comecei a desconfiar que a faxineira estava ficando com a parte fácil (porque, na minha inocência, eu acreditava que tinha uma parte fácil e uma parte difícil nessa história, porque não podia ser tudo difícil. Mas é: tudo difícil.) E mudei os papéis.

O dia da faxina era sexta. Então, ela chegou lá em casa e eu disse: Olha, hoje você vai lavar as roupas e, amanhã, eu passo. Você sabe usar o tanquinho? 

(olhar de desprezo da moça: claro!)

Então, lá fui eu, feliz e saltitante, trabalhar.

Saimos na sexta e, no sábado, cedo, por volta de 8 da manhã, acordei, liguei a TV, abri a tábua de passar na sala, em frente à TV, descobri como ajustava a altura da tábua de passar, peguei todas as roupas do varal, conferi se estavam secas, empilhei na mesa de jantar e liguei o ferro.

Ai, a segunda parte do drama começou: qual a temperatura ideal? Qual é o tipo de tecido? O que significam os símbolos misteriosos das etiquetas das roupas?

Decidi começar pelo mais fácil: uma cueca. Bem, na verdade, fiz uma triagem e decidi que algumas roupas nem precisavam ser passadas. Meias e regatas caneladas de malha foram diretamente pra gaveta. Cuecas eu também achava que não precisavam ser passadas, mas para serem queimadas, eventualmente, melhor queimar cuecas. Pra mim, esse negócio de queimar sutiã só é legal no movimento feminista. Meus sutiãs nananinanão.

Então, comecei pelo começo, e, passada a primeira cueca, decidi que não passaria mais nenhuma. Tava bom de treino. Passei para as calças jeans. Grau de dificuldade médio. Calças sociais: tranquilo. Quer dizer, o ferro já estava ligado a duas horas, mas eu estava confiante.

Até olhar pra primeira camisa social. A primeira de 8, porque eu e o marido usamos pra trabalhar. 

Gente, que desânimo na alma. Eu não sei quem inventou esse hábito de usar camisa social, mas, COM CERTEZA,  foi alguém que nunca teve que PASSAR uma camisa social. 

Você passa um lado, o outro amarrota. Passa uma manga, a outra arrasta no chão e... amarrota. Você tenta passar o punho, tudo amarrota. Um desespero. Ai, você liga pra sua mãe e ela fala: passa do lado avesso, e você tenta, mas é um desastre.

Lá pelas tantas, você começa a se dar conta de como é barato o dia da diarista. Aliás, do quanto é ultrajante o que a diarista cobra por um trabalho tão exigente, tão requintado e tão intelectualmente desafiador. E ai, você pensa. É preciso de mais um dia de diarista. Que foi o que eu fiz, pelo bem do meu casamento.



Ai você decide: vou economizar na comida, mas a diarista precisa

9 comentários:

Clau disse...

Oi Laura! Leio há muito tempo o seu blog, sempre me comovendo com suas histórias e me identificando com sua percepção sobre relacionamentos. E me divertindo também, porque seus textos são muito engraçados. Lendo sua epopeia diante dos ofícios domésticos eu ri, mas tenho total consciência que comigo não será diferente. Não sei fazer nada na cozinha, dou um jeito muito mais ou menos na casa e tento ser uma pessoa organizada. Tudo isso funciona muito bem, mas só para mim! Meu namorado (que já fala em casamento) vai sofrer com minha inaptidão para os cuidados domésticos, coitado. E por isso, já o avisei: "Quando quiser casar comigo vai ter que me avisar pelo menos 1 ano antes, para dar tempo de eu me preparar, fazer uns cursos intensivos com mãe, vó, sogra..."
Um abraço,
Não suma novamente.
Claudine Faleiro.

Anônimo disse...

Oi, bonitona, a gente lê e morre de rir das suas peripécias como lavadeira e passadeira mas que é estressante ninguém duvida. Como eu sou mais antiga, no meu tempo não existia tanquinho e, muito menos, lavadora, então a gente contratava um lavadeira semanal que levava a trouxa de roupa suja para a casa dela e trazia , 2 dias depois, tudo lavadinho e passadinho. Simples, Não é? Meio arcáico mas era um problema a menos a ser resolvido.
Vou aguardar, agora, seu desempenho como cozinheira. Beijos!!

Barbara disse...

Comfort tanquinho rules!
Bom saber...

Laura disse...

Hahaha Chorei de tanto rir da sua luta contra o tanquinho! Com certeza a vida das diaristas não é nada fácil, devemos valorizá-las! rsrs Um grande beijo

Dani disse...

Laura, estou morrendo de rir dos seus dilemas de dona de casa!!! e a maneira como vc escreve é otima!!! sempre passo por aqui, mas com certeza hoje foi uma das vezes mais divertidas!! adoro seu blog... bjus

Meu mundo Gloss ! disse...

Adorei o seu blog!!!!

Te add...me add!!!

sarahgloss.blogspot.com

Bju!

Núbia Lucena disse...

Oiii..
Não sou casada, mas ja passei pelo mesmo processo aqui em casa com a minha irmã.
Aaaaaaiiiiiiii que tristeza passar roupa, my god!

Todo apoio pela diarista, rsrs.

Um abraço!

Érica Souza disse...

Nossa...to me acabando aki de rir.
rsrsrsrsrs...
É, vida de dona de casa não é fácil msm...rsrsrs
Agora em veio a pergunta, como vc está se virando aí na Escócia? arrumou uma dia rista Escocesa? O.o

Érica Souza disse...

Nossa...to me acabando aki de rir.
rsrsrsrsrs...
É, vida de dona de casa não é fácil msm...rsrsrs
Agora em veio a pergunta, como vc está se virando aí na Escócia? arrumou uma dia rista Escocesa? O.o