sexta-feira, 6 de março de 2009

Isabel



Não sei se todas vocês são da época da propaganda da Brastemp.
Acho que essa propaganda foi veiculada mais ou menos na mesma época que a do primeiro sutiã. No mesmo tempo daquela que falava que "o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa"...Ou seja, da época que existia um banco chamado Bamerindus, e ele estava numa boa, o que, certamente já não é verdade há muito tempo, já que o banco não existe há pelo menos 13 anos, segundo informações da wikipédia.
O que importa é que, desde que a propaganda da Brastemp foi criada, as pessoas (pelo menos as pessoas com quem eu convivo) incorporaram o jargão: "não é assim, nenhuma brastemp", para designar coisas que se destacam pela qualidade.
Enfim, eu já estava esquecendo da maravilhosa possibilidade de consultar o youtube, quando resolvi fuçar, e achei.
Com vocês, a propaganda da Brastemp, diretamente de 1987! (Com certeza muitas bonitonas não eram nem nascidas...)




Em 1987 também(as coincidências não param), entrou na minha vida, a Isabel.

A Isabel é aquela amiga muito especial, que, acredito eu, é uma categoria específica de amiga na vida de qualquer bonitona. A primeira amiga que, como o primeiro sutiã, a gente nunca esquece.

Quando nos conhecemos, eu tinha 5 anos e ela 4. Eu de dezembro, ela de fevereiro, ambas no segundo período da Tia Juliana. Não sei por que, calhou da Isabel gostar de mim, antes de eu gostar dela. E eu nunca vou esquecer do primeiro presente que ela me deu: uma caixinha, dessas de celofane azul, cheia de torrões de açúcar nos mais diversos formatos. Flores, corações, estrelas. Tudo isso num tempo em que as crianças não eram proibidas de comer açúcar branco, e que nenhuma mãe iria denunciar a mãe da coleguinha por esse incentivo aos maus hábitos alimentares.
E assim fomos vivendo. Companheiras de todas as horas da infância. Conhecendo e convivendo reciprocamente com as famílias. Misturando com os irmãos e primos, indo nos aniversários.
Isabel se mudou para Brasília, depois voltou, e fomos sendo sempre amigas. Adolescência no clube, uma rezando pro peito crescer, a outra pedindo pra que a bunda não crescesse nem mais um centímetro, uma panelinha de 5 amigas, inseparáveis, que acabaram se separando.
Fomos juntas para a Disney, eu, Bárbara e ela. Muitas lembranças dessa época.
Veio meu primeiro namorado, fui viver uma etapa, ela outra: encontrou outras amigas, e curtiu tudo o que merecia. Não fui sua primeira confidente de beijos e outras descobertas, mas estive sempre a par dos grandes acontecimentos.
Não tomei a defesa dela quando deveria ter feito. Quando nossa "turminha"se dissolveu, ouvi apenas uma versão, como espectadora. Fiquei ali, de fora, omissa. Errei feio.
Entretanto, como minha memória é de elefante (fazendo jus às minhas atuais formas corpóreas), nunca perdi um aniversário sequer. Estou em todos.
Ficamos um tempo assim: amigas-conhecidas. De toda forma, de qualquer maneira, uma certeza eu trazia: uma relação verdadeira e de confiança extrema.
Até que a Isabel conheceu o Claudinho. O namoro foi encorpando, a idéia de casar foi chegando, e eu já tinha me especializado em casamentos alheios quando a Isabel decidiu organizar o dela. E foi com todo amor do mundo que eu decidi dar meus pitacos, atendi às suas dúvidas, ri de suas eternas indecisões. Olhei orçamentos de bufê, de decoradoras, dei pitaco nas músicas. Aos poucos, essa fase tão trabalhosa, foi se transformando num recomeço de nossa amizade, 21 anos depois.
Então, esse casamento teve um sabor muito especial pra mim. Uma noite linda, cheia de memórias, de pessoas que fazem parte de vida dela e que, como a vida dela é parte da minha, fazem parte da minha também. Um casamento que, para mim, foi a festa de uma grande amiga de volta, como se ela estivesse voltando de um intercâmbio, de uma fase um pouco mais distante.
Não somos amigas de ontem. Não somos amigas de hoje.
Somos amigas da vida inteira. Amigas de perceber olhares, de não julgar, de saber uma à outra.
Tenho muitas amigas, mas minha amiga desde sempre é uma só. O lugar dela é exclusivo. Há muito tempo.
Não estou dizendo que outras amigas não sejam tão especiais quanto. Cada amiga tem seu lugar, na verdade, pensando pra escrever esse post, acabei concluindo que cada amiga tem sua categoria própria.
Estou dizendo que cada amiga que eu tenho, só é considerada amiga por ter sua área vip na minha história. E a primeira de todas é a Isabel. Ela é minha amiga brastemp.


Olha eu cobiçando o buquê (que no fim das contas foi parar nas mãos da sobrinha do noivo!!!)

PS: a Bárbara, comigo e com a Isabel ai na foto, ainda vai virar post também. Longa história.

6 comentários:

Bel Ornelas disse...

Estranhas coincidências da vida: meu nome é Isabel, tenho uma história de amizade muuuuito parecida com a de vocês! E para completar, essa semana mesmo escrevi uma carta para minha amiga no meu blog - que obviamente ficou até parecida com a sua!! Coisas da vida... Adorei seu blog e vou acompanhá-lo. Passa no meu para ver o post: para uma amiga. Vai se lembrar da sua Isabel. Bjos.

Tati Roxo disse...

Laurinhaaa!!!
Adorei o post! e sua maquiagem na primeira foto tá lindaaaa....onde vc fez???
Ahh..to fazendo academia ai perto da sua casa! como vc vive reclamando da forma física, bem que podia entrar lá tambémmm!!! Topaa???
Beijoooooooooo, saudades!

Anônimo disse...

Laura,
aconteceu o mesmo comigo!!! O casamento da minha amiga Diana, vc connhece, do Loyola, foi sábado agora,e nos reaproximamos!
Tava fuçando umas fotos antigas e achei uma foto linda do terceiro período no Loyola, eu vc e a Isabel! Vou enviar no seu e-mail!
Beijos!
Ana Paula

Larinha disse...

Eu caí aqui por acaso. E esse post fez um ponhoimnhoim na minha cabeça. Porque eu tenho uma "Isabel" na minha vida. Mas, por algum motivo que não sei ao certo, mesmo morando no mesmo bairro não nos vemos há anos. E ficou uma coisa meio mágoa, meio dor, meio orgulho de não procurá-la mais. Parece que a vida adulta trouxe um muro. E doeu tanto tanto aqui e deu uma saudade tão gigante das conversinhas e coisinhas que mais de vinte anos juntas trouxeram que resolvi baixar a guarda e tentar de novo, afinal, somos Amigas, né?
Obrigada, doce (e ainda) estranha por suas tão livres e certeiras palavras.

Isabel disse...

Laurinha querida do meu coração!! Você e todo mundo deve estar pensando: "Que amiga desnaturada! Ganha um post lindo desse e nem dá um sinal de vida!! Justo eu, que sempre estou por aqui. É que dei uma sumidinha do mundo essa semana para colocar minha vida em ordem. E ainda por cima fiquei sem internet!!! E só hoje, dia 13 de março é que passei por aqui!! Obrigada amiga! Pelo carinho e por todos esses anos, em que mesmo distantes, você sempre ocupou esse pedacinho do meu coração destinado a minha amiga da vida inteira!!Ah, e obrigada por me ajudar com tuuudo no casamento (gente, a Laura é craque nesse assunto! Drrr! Obvio né!) Ah, qualquer coisa que eu escrever aqui vai er pouco!!! Então só queria deixar registrado meu afeto e minha admiração por você que é minha grande amiga desde sempre!!!! Um grande beijo.. lov U!!

luiza disse...

Laura, bonitona desencanada, emocionei-me ao ler seu blog (especial Bel).