quinta-feira, 18 de junho de 2009

Presente

Hoje ganhei um mega presente ao acordar.

Foi esse post que a Wall, bonitona que nos acompanha, fez sobre o livro no blog dela: http://walkyria-suleiman.blogspot.com/2009/06/bonitona-encalhada.html

Aproveitem para conhecer o blog todo, a Wall é uma bonitona única, muito bacana mesmo!
Eu queria aproveitar esse espaço para dizer que leio todos os comentários e todos os emails, sem nenhuma exceção. Mesmo quando vocês comentam posts mais antigos, eu recebo tudo no email, então sempre tenho notícia!
Peço desculpas por não responder tudo, mas é que na correria e na desorganização da minha caixa de entrada, acabo pulando algumas coisas.
Amo receber os comentários, vcs nem imaginam como eles me ajudam a ter inspiração, a ter força de vontade e a continuar postando, mesmo quando as coisas não estão assim, uma Brastemp.
Obrigada demais!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cenas inesquecíveis - A Bela e a Fera

Acho que, de todas as cenas inesquecíveis da minha vida, a "mais mais" de todas é esta.

Marcou minha infância, inspirou minha adolescência e até minha paixão/obsessão por livros vem da Bela. Até hoje eu quero ter uma biblioteca idêntica à que ela ganhou da Fera (alguém mais no mundo se lembra dessa cena específica?)

Então, voilá...

Cenas inesquecíveis - Antes que termine o dia

Para Lid

Bonitonas, essa é a cena que a Lid escolheu. É linda, ainda mais no contexto do filme...aliás, um filme de morrer de chorar, né, dona Lid??? Aproveitando já a TPM...








PS: Ademais, fiquei numa dúvida se esse moço era ou não o Jude Law (que eu acho TUDO!). Mas não é...

Melô da TPM

Cenas inesquecíveis - Encontro Marcado

Para Alice Mânica


Bonitonas, a Alice sugeriu a cena do comecinho do filme, em que após sair do café os dois ficam olhando pra trás em momentos desencontrados e que realmente é mto linda...mas ai achei esse clipe no Youtube, com várias cenas muito lindas desse filme que é todo muito lindo e resolvi postar aqui!



A minha cena preferida desse filme é, especificamente, a da piscina, quando ela tira a camisa dele e solta o cabelo depois...acho que é a cena de sexo mais delicada do cinema.







Agora me conte, qual cena de filme é inesquecível pra você?

PS: Yara, ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei seu email! Muito obrigada pela lindeza de suas palavras! Bjooo!

Laura

Agora que eu cresci...

A música continua lindaaaaaaaaa (pelo menos pra mim!).

Rapha, minha história de amor é mais ou menos essa! Mas eu prometo contar com calma, num dia que eu estiver menos ansiosa!

Dani Bottrel: nada contra as misses! Só achei engraçado (no bom sentido) elas ficarem tão paradinhas...mas deviam estar tensas pelo resultado, né?

Onde andará Juninho Bill???

Hoje, com a fome que estou, vai ter chuuuuuuuuuuuuuuuuuuva de posts. Temporal.

Voltando ao tema, quando eu era criança, meu sonho era viver um amor assim:



detalhe do comentário da Xuxa: - Ele já tem jeitinho de político...não sabe de nada! kkkkkkkkkkk

Contradições

Apesar da ausência de doces, estou com duas espinhas enormes.

Uma onde nascem os cabelos (semi-chifre) e outra bem no meio do queixo.

Ó céus, ó vida, ó azar.

Doces

Estou há 2 dias sem comer doces.



Meu (mau) humor já deixa claro que estou de dieta.
Hoje quase mordi um operador de telemarketing que não podia me dar o código de barras para eu pagar minha fatura pela internet.
A fatura venceu dia 15. Esqueci a meleca do papel na bolsa errada. Hoje de manhã, peguei a fatura e...não sei onde coloquei.


Agora, o telemarketing do cartão, em vez de simplesmente me ditar a linha com os infinitos números do código de barras quer que eu, após informar até a cor da minha calcinha, AGUARDE UMA SENHA PELO CORREIO para poder criar uma senha definitiva. Não é nem verossímil... e se eu tivesse queimado a fatura? Ia ter que pagar multa até o dia que a senha chegasse???
Além disso, estou de TPM.

É possível ser feliz num mundo sem chocolate?

Ai, procurando no Youtube, achei um videozinho muito das antigas, que me arrancou alguns sorrisos... e recordações!



Detalhe pro sensacional gingado da dupla, pro entusiasmo da platéia e pras misses, estáticas!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nome aos bois

Outro dia, num momento filosófico na manicure, imersa na minha leitura semanal de revistas de celebridades (e/ou fofocas) fui trazida à superfície pela pergunta:

- Pode ser inveja boa essa semana?
- Hein???
- É o lançamento novo da Risqué. Inveja boa.
- Ah, tá. Pode ser.

Sai do salão pensando que eu estava ali, trazendo nas minhas unhas, uma definição que sempre achei estranha. Será que alguém vai me perguntar que cor de esmalte estou usando? E será que vai perguntar por que está com "inveja boa" da cor das minhas unhas??? Eu sou meio cética com relação à inveja. Acho que inveja é, via de regra, ruim.
Bom é admiração, respeito, torcida pelo outro. Capacidade de ser feliz com a felicidade alheia.
Agora, inveja, geralmente, é um sentimento destrutivo. Porque inveja boa pra mim é, na verdade, vontade de poder fazer/ser/ter o mesmo. Por exemplo: sua amiga passa uma semana num resort maravilhoso no nordeste no meio de abril, quando você está atolada de trabalho. Isso seria um caso de sentir vontade de também fazer o mesmo, e não inveja. Então vamos chamar de inveja o que é inveja e de vontade o que é vontade. Pode ser que as duas coisas se misturem. Inveja de quem é magra, porque eu queria ser também. Inveja de quem é disciplinada, porque eu queria ser também. Mas a inveja é mais venenosa que a vontade. E pode vir disfaçada.
Disfarçada de implicância ("ai que antipatia fulana não poder matar ginástica nunca par encontrar com as amigas!"); ou de despeito ("ai, não aguento gente que se priva de tomar sundae có pra manter o bumbum em pé"). Quem desdenha, quer comprar...
Infelizmente, vamos continuar sentindo inveja - porque somos humanos - e vontade, também porque somos humanos. Acho importante a gente se policiar e tentar educar nossa cabeça pra evitar essas energias ruins que, no fim das contas, atingem mais o invejante que o invejado. Quando tenho consciência de que estou assim, radioativa negativa, logo logo mudo a direção do pensamento, e tento consertar o rumo das ideias.
Agora, uma coisa engraçada, é que acontece de, às vezes, a gente usar as palavras do jeito errado.
Eu, por exemplo, quando achava que meu namorado estava com uma roupa estranha, costumava falar:
- Nossa, essa roupa está tão...engraçada.
E usava engraçado pra tudo: o cabelo de não sei quem ficou engraçado, essa moda nova é meio engraçada. Até o dia em que alguém me perguntou:
- Você gostou dessa blusa?
-Ah, não sei, achei meio engraçada.
- Mas engraçado-engraçado ou engraçado-feio?
Achei interessante, porque eu falava "engraçado" pra não magoar as pessoas dizendo "feio", mas quem convive comigo sabe que meu "engraçado" pode significar "feio" e fica tudo confuso. Do mesmo jeito que inveja pode significar vontade. E vontade pode significar inveja. O que é um pouco engraçado também.

Uma bonitona gorda, um vestido magro

Quem acompanha este blog desde o primeiro post, ou quem chegou depois e foi lá conferir, ou quem leu o livro sabe que tudo começou com meu pai e eu assistindo, lado a lado, como ainda hoje fazemos, um programa na tevê.

O programa que fez com que meu pai me chamasse de bonitona encalhada pela primeira vez foi "Três noivas gordas, um vestido magro", um reality show em que três competidoras muito acima do peso tentam perder muitos e muitos quilos para ganhar um lindo vestido de casamento.


Agora, neste momento de minha existência em que meu grande dia se aproxima, subi na balança ontem e ela foi cruel. PRECISO perder pelo menos uns três quilos, o ideal seriam seis, mas não posso criar tantas expectativas, principalmente porque, quando Eu crio expectativas, elas rapidamente emitem um comando ao meu cerébro para que ele coma tudo o que encontrar pela frente.

Todo mundo que eu conheço funciona assim: fica triste, emagrece. Deprime, emagrece. Fica ansiosa, emagrece. Estressa, emagrece.

Não sei por que misteriosos desígnios divinos, eu, ao contrário, engordo. Deus me deu esse diferencial:

- Laura, para que você seja única, nas ocasiões em que suas amigas geralmente perdem peso, você vai ganhar.

Está ai uma coisa que, em geral, as pessoas não querem ganhar. Peso. Prefiro injeção na testa.

Quando fico triste, deprimida, estressada, ansiosa e/ou de TPM (pode ser que um ou mais sintomas apareçam simultaneamente) o único sorriso que realmente me cativa são das batatas sorriso. Tão simpáticas! Aliás, batatas sorriso e biscoitos trakinas! Tem como não engordar? Deviam inventar alfaces sorriso, chuchus sorriso, enfim, todos os vegetais bem sorridentes...mas não.




A questão central é que as pessoas já estão pensando que estou grávida, diante da decisão repentina de atar os laços matrimoniais, e eu não queria confirmar as suspeitas quando elas olharem para minha pancinha proeminente. Nem quero que o "será que" seja a conversa predominante neste momento... além disso, não quero também braços gordos, nem cintura de elefante. Queria ser uma noiva linda (e magra) e como o projeto é ser uma noiva linda (e magra)em 25 dias, tudo está atrasado.

Verdade é que em fevereiro, a BOA FORMA lançou um desafio da noiva, que prometia emagrecer 10 quilos e definir os músculos em três meses, mas, na ocasião, eu não tinha nenhuma expectativa de ser uma e esbravejei. Cogitei inclusive cumprir todo o programa e mandar um depoimento desaforadíssimo para a revista, dizendo que as bonitonas encalhadas também eram capazes de vencer qualquer desafio. Mas não. Negligenciei meu espírito combativo e combatente e orgulhoso de bonitona encalhada e deixei pra lá. Agora: agora não faço idéia de como vou me virar nos 30, ou melhor, nos 25 (dias), para perder os centímetros que sobram. Será que me exilo num SPA? Será que corro todos os dias para o trabalho? Será que começo a acordar as 4 da manhã para malhar 5 horas por dia?

Convenhamos que a vida é mesmo cíclica. Me tornei bonitona encalhada assistindo "Tês Noivas Gordas e Um Vestido Magro" e estou prestes a deixar de ser encalhada protagonizando "Uma bonitona gorda e um vestido magro".

Adorei todas as sugestões recebidas hoje. Combinando a dieta do zíper (sensacional!) com a de South Beach e algumas muitas horas na academia (em que tenho que me matrícular) o resultado será certo. Tomara. Eu podia mesmo era fazer uma promessa pra São Longuinho e prometer tantos pulinhos, mas tantos pulinhos que os próprios pulos dados em cumprimento da promessa me fizessem emagrecer. Mas não quero me comprometer com santo que é compromisso que eu levo muito a sério. Está na canela até hoje a fitinha amarela do Senhor do Bonfim que não me deixa mentir.

Acho que a solução tem que ser drástica e definitiva. Vou escrever no blog todas as vezes que tiver vontade de comer. Vamos ver se assim eu me controlo. Preciso descontar a compulsão em alguém. Pode ser em vocês?

Urgência

Preciso urgentemente, desesperadamente e assustadoramente emagrecer 6 quilos até o casamento (que é dia 9 de julho). Em outras palavras: tenho 24 dias. Aceito sugestões (que não envolvam remédios controlados).

Alguém conhece uma dieta muito boa e muito eficiente???

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Duas respostas

Duas respostas para perguntas com a mesma essência que recebi hoje no email:

Resposta 1: Sim, se você está ficando com uma bonitona há algum tempinho e chamar ela pra sair hoje ela vai achar (ou ter certeza) de que vocês estão namorando. Oficialmente.
Resposta 2: Não, se você não quer namorar com o cara, ou não tem certeza se quer, você não deve sair com ele hoje. Sim, ele vai entender, de cara, que você não quer namorar com ele. Resta saber se ele vai achar que você nunca quererá ou se ele vai achar que você AINDA não quer. E se, depois disso, ele ainda vai querer... É difícil mesmo.

Dermatologista

Minha irmã foi a uma dermatologista nova, dia desses.
Recomendação da amiga do trabalho (a médica do convênio) com quem divide o apartamento e as pequenas aflições femininas de todo dia.
Chegando na consulta, sobre uns pêlos (ainda com acento) chatos que insistem em encravar, a médica começa a orientação:
- Olha, querida, não sei se você sabe, mas esse hábito de depilar tantas partes só é comum assim no Brasil. Na Europa, as mulheres deixam os pelos, até nas axilas. Cera quente, cera fria, é tudo muito agressivo...
Minha irmã, antevendo no que isso ia dar, interrompe:
- Olha Dra., é que eu não estou pretendo lutar contra a cultura brasileira, nem me mudar pra Europa. Então, queria um jeito de desencravar os pêlos...
A médica, resignada, continuou a consulta, recomendando gilete, exfoliantes e creminhos.
Ao chegar em casa, contou o caso pra amiga que tinha feito a indicação:
- Fui na dermatologista hoje.
- E ai, gostou?
- Médio.
- Por que?
- Ah, sei lá. Ela começou com um papo de que depilação era coisa da cultura brasileira...
A amiga engasgou no meio do copo de suco. Não conseguia parar de rir.
Minha irmã:
- O que foi?
- Nada não.
- Ah, agora conta.
- É que eu fui nessa médica quando estava com um ressecamento no rosto, lembra? Uma perebinha vermelha aqui, bem no meio da bochecha?
- Lembro.
- E a consulta começou assim: "Olha querida, não sei se você sabe, mas esse hábito de tomar banho diariamente é uma coisa da cultura brasileira. Na Europa"...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Casamento Sigiloso

Só eu que estou achando uma antipatia esse negócio da Deborah Secco ter Cicarellado e casado num castelo (guardadas as devidas proporções) sem deixar vazar nem uma foto sequer??? Tão amiga da Juliana Paes, tão diferente... até a Sandy enviou umas fotinhos pra matar nossa curiosidade!

Espero que Stefany Brito, futura senhora Pato, não repita isso.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Aliança

Bonitonas e bonitões,


recebi este email hoje e achei tão legal (não sei se é verídico, mas que é legal é), que decidi postar aqui no blog!


Bjos


Laura


Aliança

Sabe por que a aliança se usa no quarto dedo? Existe uma lenda chinesa que conseguiu explicar de uma maneira bonita e muito convincente...Os polegares representam os pais.Os indicadores representam teus irmãos e amigos.O dedo médio representa a ti mesmo.O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge.O dedo mindinho representa teus filhos.Agora junta tuas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios de forma que fiquem apontando a ti mesmo, como na imagem....




Agora tenta separar de forma paralela teus polegares (representam teus pais), você vai notar que eles se separam porque teus pais não estão destinados a viver contigo ate o dia da tua morte, una os dedos novamente. Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam teus irmãos e amigos), você vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam teus filhos) estes também se abrem porque teus filhos crescem e quando já não precisam mais de nos, se vão, una os dedos novamente.Finalmente, tente separar teus dedos anelares (o quarto dedo que representa teu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegues separa-los. Isso se deve ao fato de que um casal esta destinado a estar unido ate o ultimo dia da sua vida e é por isso que o anel se usa neste dedo. Legal, né?

domingo, 7 de junho de 2009

o que é dificil pra mim

Para Tatá



As vezes eu penso que minha alma é por escrito. Quando tenho que falar, embolam todas as palavras na garganta e tudo o que sai são lágrimas e alguns snifs.

Ai, pra dizer o que eu estou sentindo, só por escrito. Caneta e teclado são a minha voz. E, ainda assim, eu desafino muito.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Felicidade Clandestina

Quem acompanha este blog desde o começo sabe da minha admiração profunda e especial por Clarice Lispector.
Acho que é a maior autora de todos os tempos, com sua sensibilidade e sutileza típicas e, como todas as coisas verdadeiras, fortes. Os textos de Clarice ecoam por muitos dias em minha cabeça, em minha alma, e depois da leitura de seus contos fico ruminando cada palavra...

Calhou de "Felicidade Clandestina", um dos livros mais lindos de Clarice, ser uma das obras indicadas n meu vestibular e foi por esse livro que fomos reapresentadas, já que, depois de "A vida íntima de Laura", eu tinha me tornado um pouco arredia com a escritora que me proporcionou uma das maiores decepções da infância. Para quem não sabe - ou não leu o post - Laura (cuja vida íntima Clarice conta) é uma galinha. E não foi bom ter uma xará galinha aos 7 anos de idade, como vocês podem imaginar.


Clandestinamente, a Felicidade de Clarice entrou em minha vida, imposta pela necessidade de me preparar para as provas, e acabou se tornando um livro de pequenas lições de felicidade cotidiana. Entre tantos outros textos lindos, um me marcou de maneira peculiar: Perdoando Deus.


Não ousaria tentar reproduzir exatamente o que o conto conta, mas é sobre uma moça (como todas nós) andando por Copacabana e que se pega num exercício de ver as coisas, fazendo divagações lindas sobre o amor e Deus e a maravilha da vida, quando, de repente, pisa num rato morto.


O rato quebra a linha de raciocínio, faz o sentimento da narradora dar voltas e chegar a lindas conclusões sobre o amor.


Fato é que, no domingo, eu estava assim, andando por Copacabana com meus pensamento, pensando em como eu estava feliz e realizada, em como meus sonhos estavam todos parecendo se realizar ao mesmo tempo, agora.


Preparei um post lindo e enorme, no domingo a noite, para contar a vocês a maior novidade de toda a minha vida nos últimos tempos. Não é o livro, e começava assim:


"Eu não sei se foi a fitinha, as ondinhas que pulei, as sementes de romã. Não sei se foi a cartomante, a vidente, as cartas enviadas diretamente ao universo ou as orações e promessas tão devotamente feitas a São Judas Tadeu. Eu não sei o que foi. Sei que deu certo e, acreditem vocês ou não, a bonitona encalhada que vos escreve... VAI CASAR".
Eu continuava assim:
"E mais, vai casar dia 9 de julho, deste ano. Assim, de repente, não mais que de repente."

O texto ia por caminhos que eu nem me lembro e, não sei por quais motivos, decidi deixar a postagem para segunda de manhã. Queria que a semana de vocês começasse com essa novidade.

Na segunda bem cedinho, entrei na internet para publicar a postagem e, de repente, não mais que de repente, exatamente com a mesma frase que eu tinha usado para um post super feliz, vocês sabem o que aconteceu. Pisei no rato morto, o que me deixou em silêncio até hoje, medindo se deveria, e como deveria, contar a minha novidade. Porque, subitamente, fiquei com vergonha de ter estado tão feliz.

Alguns ratos em nosso caminho são necessários, para por as coisas em perspectiva e dimensão adequadas. Por mais que eu sonhe em me casar, este sonho não impede a felicidade cotidiana de ter muitas amigas (e amigos) queridos por perto. De ter amor em várias formas: amor de mãe, de pai, de irmã, amor de prima, de sogra...posso até ser encalhada (o que em breve vai mudar) mas isso, de fato, não é o essencial.
O essencial é estar viva, e ser feliz. O resto, todo o resto, incluindo o encalhamento que tanto nos aflige (ratinho que passa por nosso caminho), faz parte da felicidade. Porque toda a felicidade que conhecemos é clandestina. Está escondida nos cantinhos de nossas vidas, procurando frestas e porões de onde possa, eventualmente, escapar. A tristeza não. É titular. A gente acha normal estar triste, cabisbaixo, cansado, estressado, insatisfeito. Estranho é estar feliz, assim, leve, cantando na chuva, assobiando para os passarinhos, dando bom dia a estranhos que passam por nós na calçada.
Minha felicidade estava toda exibida no domingo. Livro, livro, livro, casamento, casamento, casamento, mais ou menos como o moinho, moinho, vaca, vaca, vaca. Deixei que a felicidade costumeiramente clandestina me inundasse, protagonizasse seu show.
Eu estava acreditando que todos os sonhos se tornariam realidade, sem nenhum susto ou atropelo. Estava certa de que, enfim, seria feliz para sempre, ininterruptamente, simples assim.
Mas não.
Serei feliz para sempre, hoje voltei a acreditar, mas não ininterruptamente feliz. Serei feliz para sempre, se tudo der certo, como fui feliz sempre, até hoje. Carregando, desde sempre e para sempre, a felicidade clandestina que, felizmente, mora dentro de mim.
Se o blog continua? Não sei. Acho que sim.
Porque a Bonitona Encalhada, agora felizmente, sou eu, acho que independentemente do meu estado civil. E essa frase de Clarice, como todas as coisas que ela escreve e que ficam incrustadas em meus pensamentos, já ficou sendo minha também.
Para terminar esse post, e pra quem merece muito mais que Laura Henriques, apresento, "Perdoando Deus" de Clarice Lispector:
Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas.
Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade. Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.
E foi quando quase pisei num enorme rato morto.
Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos. Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto.
E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva.
Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada.
Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais. Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação. ... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também.
Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda.
E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte.
Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato.
Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará.
Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

Bazar bacana - Lavou, tá novo!


Bonitonas,


pra quem é de BH, vai a dica de um evento muito bacana que vai acontecer este sábado!


Música, ofertas, música linda e marcas muito lindas, especialmente a Atalena (http://www.atalena.com.br/) que eu amo de paixão. Recomendo!

Rua Cosmos, 175, Sta Lúcia
Belo Horizonte
R$ 5,00 de entrada
Dia 6 de junho
Das 10 as 20h!




PS: mais tarde tem post bomba!





Bjos





Laura

terça-feira, 2 de junho de 2009

De repente, não mais que de repente

Vinicius de Moraes tem um Soneto de Separação, que é assim:


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


O soneto foi escrito - imagino eu em minha achologia cotidiana - para os términos de relacionamentos. Contudo, ontem, essa frase do começo e do fim (poema cíclico que se fecha e recomeça), ficou, ciclicamente, começando e recomeçando em minha cabeça: De repente, não mais que de repente. Aplicável a todas as separações...

De repente, não mais que de repente, tantas pessoas embarcaram num vôo que, de repente, não mais que de repente, sumiu. Assim, sem deixar vestígios (por enquanto), sem explicações.

De repente, não mais que de repente, me vem a notícia de que uma amiga estava entre essas 228 pessoas e, de repente, não mais que de repente, tudo me pareceu mais confuso. E mais sem sentido ainda.

Como um tapa na cara, me veio Fernando Pessoa: navegar é preciso, viver não é preciso. Voar também não é preciso.

E nessa minha vida que, como todas as vidas, é imprecisa e insegura, conheci a Júlia.

Fomos colegas desde pequenas, mais conhecidas que amigas, mas ela sempre teve um sorriso sem tamanho e uma alegria contagiante de acreditar que tudo daria certo. Da 5ª a 8ª série, fomos da mesma sala. Algumas de nossas melhores amigas eram as mesmas (Isabel e Bárbara), mas nunca fomos muito próximas. Aliás, tivemos bem nossas desavenças no auge de nossos 11 anos, motivadas pelo fato de "gostarmos do mesmo menino da sala" (nós duas e outras seis ou sete meninas da sala, se é que vocês me entendem...).

Depois do colégio, nas voltas que o mundo dá, reencontrei a Júlia, que já era melhor amiga (dude, como elas reciprocamente se chamam), de uma outra amiga querida demais. E foi ai que redescobri a mulher que ela tinha se tornado, bonitona demais, como um patinho feio que vira cisne, cheia de sonhos, conquistas, projetos. Nessa época, foram intermináveis conversas na varanda de um apartamento, almoço na casa dela, consultórios psicológicos da amigas em busca de respostas para o amor que sonhávamos encontrar. Júlia é a rainha dos programas improváveis, de animar coisas inusitadas. Parque de diversões de shopping terça a tarde? Por que não?

Depois da formatura, a Júlia foi embora pra Alemanha, fazer especialização em direito e encontrar o amor da vida dela. E foi exatamente o que aconteceu.

Feliz, radiante e noiva, ela veio a Belo Horizonte em fevereiro (para o casamento da Isabel, de quem tanto falo), e voltou em maio, para o casamento de outra amiga (bonitona encalhada que se preze é madrinha de muitos casamentos antes do próprio) e para apresentar a família e a todas as amigas o noivo alemão. Depois de quinze dias por aqui, a Júlia marcou um fim de semana no Rio com as amigas mais próximas.

Do fim de semana cheio de alegrias e programas, as amigas a levaram ao aeroporto, para pegar o vôo que iria do Rio a Paris. Ela nem quis dar tchau:

- Ligo pra vocês amanhã - disse e entrou no taxi.
De repente, não mais que de repente, não temos mais notícias.

A esperança é forte, insistente e petulante.

A razão, às vezes, fura a barreira da esperança e nos faz pensar que as chances são remotas.
De repente, não mais que de repente, estamos a espera de um milagre.
É que, num mundo de tantos repentes, quem me garante que o milagre não acontece?

Essa é a Júlia, com o bonitão dela!

domingo, 31 de maio de 2009

Prenúncio de novidade

Eu acho muito engraçado quando eu escrevo alguma coisa e depois fico pensando no que escrevi e vejo que eu mesma precisava ler o que eu escrevi. Ou seja: escrevo uma coisa que saiu da minha própria cabeça e, quando leio, parece que nem fui eu que escrevi.

O post moinho, vaca, vaca, vaca foi assim.

Escrevi pensando numa coisa x e, depois de ler, decidi sair vendo a vida ao meu redor. Nesse exercício de ver o mundo, me deparei com uma constatação surpreendente.


Há mais ou menos um ano, descobri em São Paulo, ao visitar minha irmã, uma loja que chama i-stick (http://www.istickonline.com/). É uma loja virtual (acho que tem uns quiosques em shoppings, mas não sei se eles têm lojas) de adesivos decorativos para paredes e eu, que sempre gostei dessas coisas personalizadas (apesar de os adesivos já serem prontos), fiquei uma semana namorando o site.


Depois de muito pensar, escolhi um adesivo com um trecho dos "Sonhos de Uma Noite de Verão", do Shakespeare, que dizia assim:

Colei o adesivo sobre a minha cabeceira e passei uns dias estranhando a novidade. Quem chega no meu quarto logo repara e comenta, eu, quase nem lembro que está lá. Acho que é mais ou menos como quem faz uma tatuagem. A tatuagem precisa ser feita, a pessoa vai lá e faz, pra completar o corpo com um lembrete a mais de que cada um é único. Depois de fazer, a pessoa fica olhando a tatuagem até se acostumar com ela, mas depois, com o passar dos dias, nem se lembra mais. A tatuagem vira parte da pessoa, do mesmo jeito que Shakespeare virou parte do meu quarto, do meu contexto.

Fato é que, essa semana, reparei no trecho. O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.

E eu, que sempre sonhei o tempo inteiro, dormindo ou acordada, tinha me esquecido disso. Do aviso que eu mesma colei em minha vida, para que eu não me esquecesse. O que importa mesmo são os sonhos. Sonhos de todos os tamanhos, cores e durações. Sonhos de vida inteira e sonhos de um minuto. Somos sonhos, matéria prima da alma. O resto, todo o resto, é o que fazemos para realizá-los.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Certezas

Tem dias que eu acordo com o coração doendo uma certeza. Uma certeza assim:




A espera de viver ao lado teu, por toda a minha vida.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Goethe

Hoje recebi esta mensagem do horóscopo (horóscopo chique é assim, cita Goethe...):

No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma o poder, o gênio e a magia”.

Pela primeira vez, achei que o horóscopo estava completamente certo. Pela milésima vez, conclui que Goethe está completamente certo.

É preciso ver com o coração e acreditar um pouco mais na mágica de todo dia.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Olhos de primeira vez



Há um (bom) tempo, uma amiga da minha irmã foi fazer intercâmbio na Holanda.

O primeiro email que ela mandou foi mais ou menos assim:

"Ei, amiga!
Estou adorando a vida nova. Moro em uma fazendinha, e vou de bicicleta pra escola. É tão bonito o caminho: vejo moinhos, como os dos filmes, tulipas e vacas, na maior paz...

É uma paz e eu ainda faço uma ginástica...chego na aula com a cabeça já em funcionamento e com os pulmões cheio do ar fresco que respiro pelo caminho.

Acho que este tempo fora vai ser muito bom.
Bjos"




O entusiasmo com as novidades era tangível, dava pra sentir pelas palavras. Um cenário todo novo, tantas informações visuais...Passados uns meses, a vida também foi passando, e minha irmã recebe o segundo email:

"Ei, amiga!
Estou morrendo de saudades de você e da minha vida. Queria tanto acordar só 10 minutos antes de chegar na escola, curtir a cama até o último minuto. Não aguento mais pedalar quase 10 quilômetros (só de ida) e ver moinho, vaca, vaca, vaca, moinho, vaca, vaca, vaca. Está frio, chego na aula com os pulmões queimando. Nem as tulipas aguentam.
Bjo".

Sempre que me lembro desse caso eu acho a maior graça. O que no ínicio era beleza e novidade, virou tédio. Os lindos moinhos e a paz das vaquinhas viraram moinho, moinho, vaca, vaca, vaca, vaca.

Somos capazes de anestesiar todos os sentidos. Você não se esquece de ouvir, às vezes? Fica conversando com alguém ao telefone e, de repente, se dá conta de que não tem a mínima ideia de qual seja o tema da longa prosa? Você não deixa de se comover com um abraço. Fica insensível a um toque mais sutil, da sua mãe, da sua amiga, que passa a mão no seu cabelo? Você não engole a comida, e esquece de sentir o gosto? Não passa pelo seu namorado super cheiroso e esquece de sentir o cheiro? Anestesiada, a gente vive, os dias passam.


Para mim, a visão é o sentido mais anestesiado. A gente bate o olho em tantas coisas e simplesmente se esquece de ver, de enxergar. Homens então...hunf! Não percebem que cortamos uma franja super ousada, que fizemos milhares de luzes, que perdemos 10 quilos... Não, estou sendo injusta, os dez quilos eles sempre notam!

Voltando à anestesia, já aconteceu com você de estar passando na sua rua, no seu caminho de todos os dias, ver uma obra ficando pronta e pensar: gente, de onde surgiu isso? O que era aqui antes? Era uma casa? Um lote vazio?

Me sinto muito estranha com isso. Nos acostumamos e deixamos nossa visão ficar bêbada, para o bem e para o mal. Depois de tantos anos, morando na mesma casa, desistimos de olhar, não vemos mais, deixamos de usar. Assim não vemos o moço que dorme sob as marquises, e não vemos o arco-íris que está surgindo. Não vemos a celulite ficando cada dia mais aparente, não vemos o brilho do cabelo de nossa amiga, não vemos o sol lindo e radiante, não vemos o lixo que voltou do bueiro depois da última tempestade.


Quando me assusto com algo que deveria ter visto há tempos e que estava ignorando (como é o caso de alguma árvore linda pelo meu caminho de todos os dias), só me vem à cabeça o mantra: moinho, moinho, vaca, vaca, vaca...dou umas risadas comigo mesma.

Guardamos nossa visão para as novidades: sabemos descrever os detalhes mínimos daquele banco de areia no meio da praia de nossas férias, mas, como é mesmo o nome da lanchonete da esquina? (Mc Donalds não vale!) Pior que tudo é quando deixamos de ver as pessoas. Passamos por pessoas como se elas não existissem, como se fosse parte da paisagem. Nem cogitamos cumprimentar, afinal, ninguém cumprimenta uma árvore, certo?

Errado. Conheço gente que acorda e vão pra yoga, fazer inúmeras saudações ao ar, à àgua, à vida e passa sem mover um único músculo da face para dar um "bom dia" pra quem está na recepção da academia.

Da minha parte, venho tentando, todos os dias, abrir meus olhos para ver, de verdade, tudo o que está a meu redor, como se fosse a primeira vez.

Ainda sem as fotos!

Bonitonas, ainda não recebi as fotos do lançamento. Assim que as tiver, coloco aqui e vou contando os casos!

Beijocas,

Laura

Lançamento do livro

Bonitonas,

o lançamento do livro foi muito legal. Estou esperando receber as fotos para postá-las! Hoje a noite tem post novo contando tudo para vocês.

Agora, quem quiser adquirir o livro, pode pedir pela internet (várias livrarias já tem como a Saraiva, Cultura, Cia dos Livros, Livraria da Travessa) ou, se preferirem, podem comprar diretamente comigo, fazendo o depósito em conta, que eu mando seu exemplar autografado e sem nenhuma taxa extra para qualquer lugar do Brasil!

Beijocas,

Laura

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Outra dúvida

Outra dúvida que veio pelos comentários...A leitora namora (tempo de namoro não informado) e, como todas nós, quer casar. O namorado, como tantos bonitões enroladores, diz que a ama, mas não quer?



E ai, será que ele ama mesmo? Ela pediu nossa ajuda!!!



A minha opinião é: depende. Depende de quanto tempo de namoro vocês têm, de qual a situação financeira, de qual a realidade de família dele...vai que o moço é super traumatizado com a separação dos pais?


Agora, uma coisa eu tenho que falar: se ele veta completamente, absolutamente, qualquer idéia, por mais remota que seja, de se unir a você (mesmo que não seja casando, por exemplo, morar junto), e essa tendência dele é atemporal (ou seja, ele declara que NUNCA vai se casar), e isso é um sonho enorme seu, a situação é séria. Porque se ele finca o pé na posição dele e você abre mão do seu sonho, não é bacana e, por outro lado, se você finca o pé na sua e ele cede, você vai ficar ruminando a dúvida de ter obrigado o moço a fazer algo que ele não quisesse?


É dificil palpitar, principalmente sem conhecer os envolvidos, mas conversar francamente, é o melhor caminho.

Dúvida

No post anterior, a Priscila fez o seguinte comentário:

laura,
por favor assista:
http://www.youtube.com/watch?v=XI2yfcxD95o&feature=PlayList&p=79BBB7A5DDBA7BC6&playnext=1&playnext_from=PL&index=48vale a pena...
atenção na letra e nas expressões mais do que espontâneas desse galã suspirante... aff...

Corri para abrir o link e assisti.
Assisti de novo.
De novo.
E fiquei na dúvida se a Priscila achava ele barango ou não. Se o aff era de crítica ou um suspiro.
JUROOOOOOOOO!!!

Depois de assistir pela 5a vez, tentando decifrar se ela estava achando mega barango ou se gostava, veio o clarão:

VOZ DA CONSCIÊNCIA DIZ:
Peraí, Laura, o cara está vestido de terno azul quase bic, camisa azul, gravata quase integralmente estampada com lenço idem, pulseirão de ouro, cabelo desgrenhado, mexendo os ombrinhos e fazendo quase uma mímica da música e você está EM DÚVIDA se ele é barango???

LAURA DIZ:
É, você tem razão...

VOZ DA CONSCIÊNCIA DIZ:
Ufs!

LAURA DIZ:
...se com todas as características que podiam torná-lo um Didi Mocó eu não consigo ter certeza se ele é barango, é porque ele não é. Ou porque eu sou.
Ou porque ele é simplesmente Roberto Carlos.
Ou porque as coisas que ele canta são as que eu queria que alguém cantasse pra mim...
Ou porque ele é um homem que sabe o que quer, sabe dar e querer da mulher, o que come o que bebe, o que dá e recebe... ai, ai, ai...


VOZ DA CONSCIÊNCIA DIZ:
É, Laura...vc é beeeeem baranguinha!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

São tantas emoções

Pode ser que Roberto Carlos seja barango.
É só uma hipótese.
Não afirmo que seja, nem que não seja. Porque, para mim, a definição da baranguice é algo que meio difícil. Talvez tenha isso em comum com Roberto Carlos: essa tendência a ser sentimental, piegas, apaixonada e, como não poderia deixar de ser, baranga... Porque se chique e elegante é ser frio, incolor, insípido e inodoro, eu escolho a baranguice. Emocionar-se, emocionar-me, emocionar-te, isso acaba sendo sempre um pouco barango...E, eu tenho tanto pra te falar...
Fato é que o Roberto Carlos, em seu reinado como tradutor de emoções e amores com os quais nos identificamos tanto, fez uma música que eu amo, e fala "eu só não quero cantar sozinho, eu quero um coro de passarinhos, quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo, que precisar...eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar!!!"
Também quero ter um milhão de amigos... e bem mais forte poder cantar...
Também não possuo dotes cantores. Meus trinados são desastrosos, desafindo até em "Parabéns pra você", mas, apesar disso, gosto de cantar.
Entre muitas emoções - e são tantas as emoções que estou vivendo ultimamente - uma coisa que faz minha pele arrepiar é quando muitas pessoas se unem num momento pacífico, para celebrar suas igualdades. Acho lindo uma torcida vibrante, cantando o hino do amor ao clube, sentimento que os torna, aquela massa imensa de gente, iguais, apesar de todas as diferenças...Acho lindo um estádio lotado e as pessoas cantando o hino de seu país quando um atleta supera todas as expectativas... Trava a minha garganta ouvir um show em que a cantora para tudo e deixa com que os fãs sejam um pouco protagonistas daquele momento. Afinal, nenhum ídolo se faz sozinho...é preciso um milhão de amigos... E, no meio da multidão, meus desafinos somem.
Estar no meio dos outros, que cantam comigo a mesma música, me afina...Me deixa afinada com o contexto, com o espírito, com o todo. Deixo de ser inteira para ser parte, e meu canto funciona assim, como um pedacinho de algo maior. É claro que os sucesso do conjunto depende de cada voz, mas não é importante que as vozes sejam perfeitas. Só é importante que estejam juntas, cantando a mesma música.
Então, quando recebo um vídeo como o que recebi hoje, de um evento promovido por uma empresa de telefonia celular em Londres, que reuniu milhares de pessoas em praça pública para cantar "Hey Jude", como se fosse um karaokê, não consigo não me emocionar. Não consigo evitar um sentimento bom, a impressão de que "o mundo ainda tem jeito, apesar do que o homem tem feito, de que a vida sobreviverá...".
Depende de nós, como aprendi na minha infância e como, por mais que eu veja coisas que queiram me convencer do contrário, eu continuo achando...
Vocês se emocionam também?


Para entrar no clima do próximo post...

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo

(Carlos Drummond Andrade, no Poema de Sete Faces)

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece

Esse ditado também é um clássico para bonitonas encalhadas. A gente procura, procura, procura e, como "quem procura acha", acabam surgindo pretendentes que até Deus duvida... Casos de bonitões inclassificáveis, enfim, com tudo o que a gente nunca poderia imaginar, quando trocamos os primeiros olhares... Quem vê cara não vê coração...mesmo!!!

Agora, outro ditado muito pertinentee relacionado ao primeiro é que "assombração sabe para quem aparece, né?"... Então, acho que é importante prestar atenção se as asssombrações são sempre do mesmo tipo.

Concordo que com a moda de vampiros e lobisomens apaixonados e apaixonantes (crepúsculo, lua nova, eclipse) tem muita gente sonhando mesmo com assombrações...Ainda assim, prefiro sonhar com o princípe!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Antes tarde do que nunca

Da mesma família dos ditados "quem espera sempre alcança" e "a esperança é a última que morre", este dito foi recentemente atualizado pelo nosso governo, que criou a já popular afirmativa: "sou brasileiro e não desisto nunca".
Sou bonitona e não desisto nunca (de arrumar um marido). E não me venha a Veja com os percentuais crescentes de encalhamento a medida que os anos passam!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Antes só do que mal acompanhada

Para Renatinha


Esse ditado não é um ditado.

É um lema pra qualquer bonitona encalhada que se preze. Responde qualquer pergunta inconveniente:

- E ai, bonitona? Cadê o namorado?
- Antes só do que mal acomanhada...

- Você deve ser muito exigente...
- Antes só do que mal acompanhada...

- Nossa, terminaram? Mas vocês estavam juntos há tanto tempo!
- Antes só do que mal acompanhada...

E assim sucessivamente para qualquer amigo, parente, conhecido ou afim que, sem o menor tato, ficar investigando o mistério (insolúvel, enigma qe assola a humanidade) do seu encalhamento...

E é verdade que é preferível estar só do que na companhia de um trombolho qualquer...

Exercício de relaxamento. Vou listar 3 programas simples em que "antes ó do que mal acompanhada":

1) Você está louca pra ir ao cinema, e não encontra companhia? Arruma um qualquer pra não ir sozinha e...tem que lidar com um moço que não cala a matraca? Ou com um ser cuja risada (naquelas horas que ninguém maisestá rindo)? Um moço que come pipoca fazendo mais barulho que a cena demetralhadora do filme Rambo que ele escolheu?
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA!

2) Você está doida para ir numa festa da empresa em que trabalha e não tem companhia. Decide desenterrar um paquera do além, só pra não chegar sozinha e ele...aproveitando que é "de grátis", perde a linha? Sobe no palco, pega o microfone e resolve se declarar a você? Esquece que você o convidou e começa a assediar, na maior cara de pau, a filha do dono da empresa?
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA.

3) Você está sozinha num domingo e resolve dar uma corridinha na praça. Encontra um conhecido que, apesar do seu ipod devidamente acomodado, insiste em puxar conversa e te explicar, nos mínimos detalhes, a importância vital do trabalho que ele desempenha na empresa dele...como estagiário...
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA

Por isso, bonitonas, isso não é um ditado.

É um mantra!!!!

Amanhã: antes tarde do que nunca!

Meninas, comentei os comentários no próprio espaço de comentários...se vcs quiserem espiar!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Água Mole em Pedra Dura

O primeiro ditado a ser analisado com ênfase na situação das bonitonas encalhadas é esse:
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".
É claro que o ditado fala da persistência, de como a insistência podemos mudar várias coisas pela atitude pequena de cada dia. Pode ser interpretado pelo lado bom, das coisas que você conquista aos poucos, como é o caso de um bumbum bem durinho, fruto de anos e anos de agachamentos e quatro apoios.
Por outro lado, para mim, esse ditado também pode falar de pessoas, como é o caso de uns moços tão malas, mas tão malas, que acabam nos vencendo pelo cansaço. O cara insiste, insiste, insiste, até que, um dia, você decide dar uma chance e....tchantchantchantchan...descobre que nunca deveria ter feito isso.
Atire a primeira pedra quem nunca cedeu a um bonitão altamente persistente/inconveniente, só para dar uma chance, e teve que aguentar todos os resultados desastrosos dessa decisão?
Em geral, todas as mulheres já se depararam, pelo menos uma vez na vida, com um moço perfeito (no olhar dos outros). Sabe aquele pretendente bom moço, que sua mãe adora, que sua vó acha fofo e que todas as suas amigas acham que você deveria/poderia conhecer melhor? Um amigo doce, sensível, que te entende, tem a maior paciência do mundo sempre, te leva E te busca nas festas da faculdade, mas que assim, alcança a escala -20 quando se trata da sua vontade de qualquer outro tipo de relacionamento? Então, é esse mesmo.
Só que, já adiantando outro ditado, a água mole em pedra dura tanto bate até que fura e você dá a mão, mas a pessoa quer logo o braço, e depois que a pedra está furada, minha filha, é muito mais difícil barrar o fluxo contínuo de água que insiste em passar pelo seu meio.
Você acorda naquela ressaca moral, sabe? Pensando, nossa, devia ter só continuado amiga mesmo...e lá vem o moço te mandar mensagens, emails, músicas, flores e bombons. A declaração menos densa dele diz: "tenho certeza que você é a mulher da minha vida"...
O homem água mole faz seu coração ser cada vez mais pedra dura, porque, simplesmente, é muito difícil se livrar dele. E o que é pior, a gente sempre quer fazer isso (ficar livre do moço) sem magoá-lo e, de preferência, fazendo com que as coisas voltem a ser o que eram.
Sim, o bonitão água mole é uma ótima escada pra sua subida, e pra subida da sua autoestima, mas raríssimas vezes é o bonitão que você quer pra chamar de seu. Ninguém quer subir escada pra sempre, né? E ai, tudo desanda...
Agora, se você, bonitona que é, está se prestando a esse papel de água mole, menina, SAIA DESSA. IMEDIATAMENTE.
Ninguém merece um relacionamento que, daqui a um tempo, possa te fazer questionar: será que,
afinal, ele ficou comigo porque quis ou foi só por que eu insisti demais??? Mais que isso: alguém duvida que a pedra dura morre de preguiça da água mole? Porque sério, 5 chamadas não atendidas da mesma pessoa em um dia é demais pra qualquer um. Do mesmo jeito que excessivas coincidências (nossa, a gente se encontra em todos os lugares!!) podem parecer muito mais perseguição de psicopata obecada que destino.
Então, vamos nos apegar à boa lição: esse ditado tem como meta ensinar que ginástica todo dia faz milagre, que estudar todo dia te faz ter notas boas, que seu esforço pode ser recompensado. Não pense que você vai conquistar ninguém na base da repetição e do esforço. Se Deus quiser.

Nova série de postagens

Bonitonas,

duas notícias.

Notícia 1: pela primeira vez, achei meu livro a venda pela internet. Está na cia dos livros!!! www.ciadoslivros.com.br

Notícia 2: Há um tempinho estava tentando recuperar o tempo perdido aqui no blog. Sei que estou em dívida com vocês, especialmente porque estou achando meus textos muito sérios, e eu gosto de escrever coisas divertidas tb, não só pelos que me leem, mas por mim, que acabo rindo de minhas próprias bobagens... Então, mineira que sou, matutei bastante esse fim de semana e decidi que hoje começará uma série de posts sobre "Ditados Populares Aplicáveis às Bonitonas Encalhadas". Estou fechando o texto e envio assim que tiver. Posso adiantar que o primeiro tema será "Água Mole em Pedra Dura".

Beijocas,

Laura

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sonhos Vintage


Como se meus pensamentos fossem de uma loja virtual, trabalho com um estoque enorme de sonhos.

Sonhos pequenos, médios e grandes, sonhos de ontem, de hoje e de amanhã.

Meus sonhos frustrados eu liquidei – o que não significa que, por vezes, ainda não me depare com um ou outro esquecido nos fundos poeirentos de minha memória. Não vou nunca ter uma festa de 15 anos. Não vou nunca ser noiva na quadrilha da escola. Não vou ser atriz da 1ª temporada de malhação. Nem paquita. Essas são coisas que não vão MESMO acontecer na minha vida. E eu sou muito feliz com esse fato.


Aliás, talvez mais feliz por não ter realizado esse tipo de coisa. Ainda não estou certa se ter sido paquita ou atriz de malhação seria, hoje, uma coisa positiva.

Não só pelo impacto que teriam hoje, mudando todo o curso do meu destino meio sem rumo, alguns desses sonhos, eu acho, são melhor que não tenham sido realizados. Sua não concretização permite que mantenham sua perfeição intocável que só o querer é capaz de proporcionar...e evitam a decepção do real.

Já comentei com algumas bonitonas que me mandam emails e comentários, que estou tentando escrever alguma coisa sobre amores platônicos. Amores que não se consumam, mas que consomem a gente por dentro. Sonhos não realizados são assim: amores platônicos e, como tais, acabam ganhando uma tinta de perfeição.

De vez em quando, ao me reencontrar com meus sonhos de antigamente, eu os acho muito engraçados. Sempre sinto, todavia, que não perderam nenhum milésimo do encantamento que me despertaram um dia. Deus sabe o quanto eu quis um “meu 1º Gradiente”... Sim, acho que meus olhos ainda brilham quando vejo uma casa da Barbie, por maior que seja a minha consciência da sua absoluta inutilidade – hoje e sempre, já que é impossível transitar com a Barbie na mal projetada casa – continuo achando-a linda, necessária e perfeita. Meu coração dá uns pulinhos e, sim, acho que minha filha vai ter uma, ainda que ela não queira, assim como eu tive um pianinho de madeira que não era exatamente o meu sonho, mas algo me diz que era o da minha mãe.


Atualmente, esses reencontros meus com o que um dia eu sonhei tem se tornado mais amenos, e mais esperançosos... Acho que, assim como as roupas dos anos 80 estão inspirando a moda atual (apesar de eu ainda ser contra o uso de ombreiras), estou adaptando meus sonhos, dando a eles releituras com o passar do tempo e estão ficando cada vez mais interessantes... Por mais que eu saiba que não vou ter nunca uma festa de 15 anos, principalmente considerando meus 27 anos atuais, fico adiando: quem sabe não faço uma festa de 30? Temática, como estão sendo todas as festas de 15 de hoje em dia? É, acho que sonho não pode virar frustração, senão a gente azeda...

Meu sonho grande era escrever o livro. E casar. O primeiro realizei essa semana, o segundo, darei notícias precisas assim que as tiver...
Um dos pequenos era ter feito um book, quando fiz 15 anos.

Pra quê?, as pessoas perguntam. Pra nada, eu respondo.
Pra quem?, as pessoas perguntam. Pra mim, eu respondo.

Pra mim. Pra eu achar que eu também sou linda. Pra eu me orgulhar de ser exatamente como sou. Pra eu me achar, mesmo. E o que é que tem de mal isso? A gente se achar um dia ou outro? A gente dar um aumento generoso pra nossa autoestima, que é uma funcionária tão fiel e dedicada???

Eu poderia estar matando, roubando, mentindo, enganando. Eu poderia estar fazendo lipos, pondo peito, aplicando botox, mas não. Eu só queria me ver assim, do jeito exato que sou, mas mais arrumadinha pelo photoshop...sem ofender ninguém.

Ai eu via umas coisas lindas das minhas amigas e colegas, fuxicava sites de fotógrafas bacanas e ficava economizando o sonho, arranjando desculpas para não realizar.

Minha consciência falava: vai ser caro.
Minha vontade respondia: mas eu trabalho tanto, não tenho marido, não tenho filhos, posso parcelar.
Minha vontade provocava: depois você não vai querer mais.
E a consciência rebatia: vai sim, espera pra você fazer quando estiver grávida, ou quando for casar.
E minha vontade: Laura do céu, cada fase tem sua beleza...se der, você faz outros depois...
E minha consciência: você vai gastar com bobagem???

Naquele dia, dei um sonífero pra minha consciência e marquei. A fotógrafa só tinha data pra dali a um mês e meio. O sonífero não ia durar tanto assim. Mas a vontade foi crescendo e a consciência, depois do golpe, foi doendo menos...E o resultado? Bom, o resultado foi um sonho de anos, realizado há uns meses e, hoje, dividido também com vocês.

PS: As fotos são da Márcia Charnizon (www.marciacharnizon.com.br)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vencedora do Concurso

Bonitonas,

não foi fácil chegar a escolha da resposta vencedora. Todas foram muito bacanas e mereciam mesmo ganhar...maaaaaaaaaaaaas, como não posso dar livros a todas, tive que me decidir.


Obviamente, não consegui escolher só uma então, AS VENCEDORAS DA PROMOÇÃO, que vão receber em casa um exemplar do livro autografado são LINA THAINÁ BASTOS E JULIANA MAROTTI!!! Meninas, por favor, mandem seus endereços no meu email para que eu possa providenciar o envio....rapidinho!!!


A todas as outras inscritas, MUITO OBRIGADA DE CORAÇÃO!!!


BEIJOCAS,


Laura H

Utilidade pública

Recebi, achei útil e estou divulgando...

www.movimentodossemnamorados.com.br

É um site, segundo a apresentação, para pessoas que estejam cansadas de procurar um relacionamento sério e só acharem pessoas que "realmente não estão a fim de você"...

Se alguém conseguir um namorado nos eventos promovidos pelo "Movimento", por favor, me conte!!!

Lançamento do livro

Pra quem é de Belo Horizonte, a "manhã de autógrafos" será no dia 23.5.2009 (é um sábado, bonitonas!!!) a partir das 10:00hs, na Livraria Ouvidor da Savassi.
Queria muito que todas fossem, pra gente se conhecer pessoalmente!!! Pras que eu já conheço pessoalmente, é um dia muuuuito especial e faço questão da presença de vocês!
Então, a livraria é na Rua Fernandes Tourinho, 253 esquina com a Getúlio Vargas... mas acho que todo mundo deve saber onde é, né?
Pras bonitonas que não são daqui, estará a venda, segundo a editora me informou, a partir de amanhã, nas melhores livrarias, tipo Saraiva, Siciliano, Laselva e todas as da rede Leitura ... agora, quem não achar ou preferir comprar "online", é só me mandar um email que a gente dá um jeito!
Beijosssss!!

Dia de muitos posts

Hoje será um dia de muitos posts.


E quando eu falo muitos, eu realmente quero dizer MUITOS.


Estou precisando me atualizar com vocês e este é o primeiro:

MEU LIVRO FICOU PRONTO ONTEM!!!!
A assim, não sei se é porque é meu (rsrsrsrs), mas eu estou achando ele lindo... A capa é mais ou menos essa que está nessa figura (olha que vergonha, ainda não tirei uma foto direito!):


Daqui a pouco divulgarei o resultado da promoção!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mais um casamento exótico




Casal celebra casamento com cerimônia inspirada em Star Wars

Foi celebrado ontem um casamento que promete manter sua força por bastante tempo. E ele não aconteceu em uma galáxia distante de nós, mas na Ilha de Wight, na Grã-Bretanha.



Os fãs da cinessérie Star Wars, Duncan Thomson e Sammi Gardiner, resolveram esquecer as tradições matrimoniais e trocar anéis em uma cerimônia inspirada nos filmes de George Lucas.
Duncan se tornou Han Solo e Sammi a Princesa Leia, enquanto seus 50 convidados especiais desfilaram como os mais diferentes coadjuvantes da saga – Darth Vader comandou a cerimônia.

O casal ainda convidou o criador da franquia, que justificou a impossibilidade de comparecer com uma carta pessoal aos dois.



O evento foi celebrado no dia 4 de maio, conhecido como o Star Wars Day, por causa da similaridade entre a famosa frase da saga “May the force be with you” (Que a força esteja com você) com “May (mês) the forth be with you (Que o dia 4 de maio esteja com você).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Adolescência

O post de hoje começa com uma cena, pra vcs irem ouvindo, enquanto leem, a música que estou ouvindo, enquanto escrevo.




Como já contei um pouco pra vocês, minha adolescência foi atípica. Nunca fui da balada, nem da quebradeira. Me apaixonava com a intensidade dos meus 12, 13, 14 anos e previa amores eternos recheados de idas, vindas, e lágrimas, como aqueles amores que a gente acha lindo nas comédias românticas da sessão da tarde...

Sempre sonhadora, sempre apaixonada pela idéia de me apaixonar, sempre assim, sem querer muita diversão mundana, eu vivia com os pés no chão - me achando muito madura - e com a cabeça nas estrelas, achando que tudo que eu queria e sonhava seria possível. Pode ser culpa da Xuxa que por anos martelou na minha cabeça que "tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar", cresci assim, infantil e esperançosa de que o amor, como uma força intrínseca em cada um, nos faz conquistar.

Culpa também da minha mãe, que escrevia, em todos os bilhetinhos possíveis, que existe uma linguagem que está além das palavras, e é a linguagem do entusiasmo e das coisas feitas com amor e com o coração. Ela não se cansa de repetir que o universo conspiraria a meu favor...e acho que ela estava certa, como as mães costumam mesmo estar.

Sem preconceitos, querendo conversar e ouvir e falar, tinha minha turminha de fieis escudeiras, dentre as quais, uma sempre se destacou. Sim, novamente, é a Isabel.
Como não fiz novas amigas na adolescência, mantive as da infância, e como eu já era uma mocinha comprometida - e que não admitia me interessar por ninguém que não fosse o meu grande amor (naquela época ainda) platônico, minha diversão era ir ao clube e passar a tarde no shopping ou na casa de alguma amiga, trancada no quarto, trocando horas de confidências inconfessáveis e secretíssimas e que hoje são absolutamente misteriosas para mim... Haja assunto...
Fato é que o pai da Isabel (como não poderia deixar de ser), comprou um posto de gasolina e junto com o posto, veio uma locadora.
Um belo dia, fui chamada para conhecer o empreendimento e já que a locadora seria transformada numa loja de conveniências, poderíamos levar os filmes que quiséssemos para casa.
Obviamente, nossos olhares curiosos fizeram a festa. Elencamos vários e lá fomos nós, pra casa dela, fazer pipoca e assistir às novidades. No meio dos filmes veio um que, em português, se Chama "Um sonho, dois amores" (o título original, como vim a saber hoje é "Thing called love").
Como duas crianças que éramos, doidas pra entender o que seria esse amor que um dia viria pra gente, assistimos cerca de 897 vezes ao filme...
A história é de uma menina (identificação imediata) que chega a uma cidade para conquistar seu sonho. O sonho dela, no caso, era ser cantora de música country e ela vai direto num bar onde, uma vez por semana, calouros se apresentam. O tal bar é "berço" de talentos e e lá que a mocinha conhece outros jovens (River Phoenix e Dermot Mulroney) e, claro!, fica dividida entre eles... O filme é cheio de músicas lindas, adequadas, tem até uma ótima pra um Mr. Big (que é o River Phoenix, no caso...). Cantávamos, repetíamos frases feitas, ríamos... foi um filme que, percebo hoje, moldou muito meus desejos.
O resto, é resto. Só posso garantir que o filme é lindo e muito, muito emocionante, nutriu meus sonhos e hoje eu entendo porque só eu conhecia o Dermot Mulroney e achava ele lindo antes de "O casamento do meu melhor amigo"...
Eis que ontem, chegando ao trabalho, encontro no meu messenger uma mensagem que havia sido mandada enquanto eu estava offline com um link no youtube. Achei que era vírus, mas ousei e me deparei com a cena que abre esse post. É a cena final do filme quando, finalmente, a protagonista consegue compor a música que a fará ser aceita na noite de calouros...
Preciso contar que morri de chorar no trabalho?
A letra fala de um sonho, grande e forte, que ela tem desde pequena e que agora estava se realizando. Um sonho dela, mas suficiente para ser repartido com as outras pessoas, um sonho que, ao ser realizado, com tanto amor e felicidade, fazia ela pensar que talvez Deus fosse mulher...
O verso, em inglês, é "makes me think maybe, God is a woman too" (me fazer pensar que, talvez, Deus seja uma mulher também)...
Acredito firmemente que Deus existe e se manifesta assim, nesses detalhes. Talvez essa sensibilidade, muito atrelada ao feminino, deixe entrever que Deus entende as mulheres...e talvez, seja mulher também...
Acredito que, se prestamos atenção aos sinais, o que é verdade, o que é pra ser, se mostra. Acontece, simples assim.
Acho que é por isso que a gente tem que abrir as portas do coração. Acredito que Deus, seja homem ou mulher, põe anjos no nosso caminho, e que temos a capacidade de ser anjos nos caminhos dos outros também... e que as coisas acontecem, basta acreditar e olhar com olhos de quem quer ver...
Agora, vocês vejam, e me deem ou não razão, eu estou aqui, às vésperas de realizar um sonho - meu nome na capa de um livro- que me acompanha desde a infância (since I was just a girl), um sonho que é compartilhado com todas vocês (big enough to share) e recebo esta música pelo youtube. Um anjo pra me mandar essa música por msn e me fazer lembrar do que eu sonhava há tantos anos...
Makes me think maybe God is a woman too, makes me think maybe God is a woman too...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Wise man say...

Eu já fiz um post sobre a Isabel, minha primeira e eterna amiga.
Ai, ontem, a gente estava conversando sobre casamentos, músicas, sonhos, idéias diferentes... e ela estava me contando de um casamento lindo que ela foi, em que o noivo subiu ao palco e cantou pra noiva, super romântico, aquela música do Elvis Presley...





Ela me contando que o moço começou a cantar, e que todo mundo da festa começou a cantar junto e eu fiquei arrepiada só de imaginar...porque tem coisas que a gente acha meio brega na teoria, mas, quando acontece, lá na hora, com a gente...não dá pra explicar... Óbvio que eu imaginei o noivo com a mesma voz do Elvis...

E eu invejei (inveja boa!!!) e quis começar o dia de hoje com essa música pras bonitonas sonharem e pra alma ter um café-da-manhã bem nutrido... e elvis presley...alguém me explica???

Vou mandar a letra também, porque se alguém copiar num casamento próximo, voc~e vai poder cantar (e sonhar) junto:

Wise men say only fools rush in

But I cant help falling in love with you

Shall I stay

Would it be a sin

If I cant help falling in love with you

Like a river flows

surely to the sea

Darling so it goes

Some things are meant to be

Take my hand, take my whole life too

For I cant help falling in love with you

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dia da sogra

Hoje é dia da sogra. Juro.

Assim como existe do dia do papiloscopista, existe, sim, um dia específico para as sogras e não, não é 31 de outubro, data que, sim, é o dia das bruxas.

A par de existirem tantas sogras-bruxas que os dois substantivos já se tornaram quase sinônimos, não é impossível encontrar, por ai, sogras-fadas também.


Eu - juro que não é pra fazer média com ninguém - sempre tive muita sorte no quesito sogras.


Aliás, já tive mais sorte com sogras do que com os filhos delas. Relacionamentos, ou semi-relacionamentos, que levei a frente por mais tempo do que o necessário/recomendado justamente por gostar demais da família do bonitão e casos que eu quis muito que dessem certo por conta das mães. É, eu sei que já é bem difícil achar um moço bacana e mais difícil ainda é achar um moço bacana com uma mãe igualmente bacana, mas, acho que é possível. Indispensável, até, já que ninguém consegue ser feliz para sempre com uma sogra atazanando o relacionamento.

Precisamos ser francas: atire a primeira pedra quem nunca ouviu o caso real de uma amiga/conhecida/você mesma que se deparou com uma sogra terrível??? E quem é que nunca teve medo de ser apresentada a uma legítima jabiraca? De ser medida e fuzilada com os olhos? De ter que aguentar mil e uma interferências...
Acho, por experiência própria e alheia, que mães que só têm filhos (do sexo masculino) são mais difíceis de lidar que as que tem meninas em casa. E se for mãe de filho único...melhor procurar outro bonitão.
Além disso, considerando o complexo de Édipo, é importante ver qual o perfil da sogra, para entender, o que é que ele está buscando em você. Sei que esse passo é avançado, que os critérios são muito subjetivos e esse assunto, em geral, é muito complicado (se fosse simples, não seria "complexo, mas "Simples de Édipo", não é?)... mas quem disse que seria fácil?
Na verdade, o procedimento ideal é conhecer a mãe primeiro, ela se encantar com a sua pessoa e deixar que ela, espontaneamente, tenha a ideia de juntar vocês dois. Sabe? Conheça a sogra despretensiosamente, e vá tentando estabelecer contato até que ela se convença de que voc~e é a nora que ela pediu a Deus (tenho certeza de que você é mesmo!).
Para isso, aconselho que você frequente horários de senhoras nas academias (por exemplo, aula de localizada de nove às dez, ou de dez as onze...da manhã, obviamente). Se você tiver algum compromisso nesse horário, por exemplo, trabalhar em horário normal, como é muito provável, sugiro que peça a sua mãe para analisar os filhos de amigas dela e ver se há algum que possa despertar seu interesse... quem sabe sua mãe não consegue articular um blind date pra você???]
Enfim, vou pensar mais em táticas desse estilo e se alguém tiver uma experiência no assunto, emeie-me!
Beijos!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Intrigante

Uma coisa que me intriga: como é que nós, mulheres, bonitonas, conseguimos dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo, enquanto os bonitões se desesperam quando tem que lidar com mais de uma tarefa?